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| Going to the gold mines Ouro Preto MG |
domingo, 5 de maio de 2019
ESCATOLÓGICO
Escafedeu-se…
Sumiu no horizonte como se o mundo acabasse.
Velocidade da luz, um fugaz instante e ele coprologicamente
esvaneceu-se…
Não sabia amar, não sabia sorrir, não sabia nada.
Era um ser que se não tivesse existido não seria notado. Se não
fosse, não teria sido…
Dizem que há mais amor no mundo do que se pensa. Por isso uma inocente
criatura por ele se enterneceu.
Não o via como era, pensava ver um interior que só em sua cabeça
existia, pois o dito, se interior tinha, era escatológico.
Não era lógico, sequer metodológico, quiçá morfológico. Mais para zoológico,
pois a um bicho parecia.
Mas ela não o via. Assim, mesmo seus versos sujos e depravados soavam
como o canto de pássaros, num mundo ilógico, meio necrológico.
Mas, preso em sua mente fecal não soube amá-la.
Covardemente fugiu, correu e…nunca mais voltou.
A doce chorou. De seus olhos cegos lágrimas em rios turbulentos
verteram.
Mas ela,
Nada perdeu…
Pois nunca realmente o viu, nem ouviu.
quarta-feira, 1 de maio de 2019
RELATIVA REALIDADE
Disse
a ela que a amava.
Disse,
pois sentia ser real o amor que tinha.
Mas
era um filósofo e como tal, filosofava…
Se
disse que a amava seria porque realmente assim sentia?
No
relativo do mundo podem existir mais de uma realidade.
Nele a
realidade do amor que tinha e outras não tão reais na irrealidade das coisas.
Em
qual mundo vivia?
No que
se achava real fosse ele irreal?
No que
se achava outro, talvez mais sincero, menos realista, mais pessimista…
Voltou
à pergunta.
Queria
ser sincero, realmente sincero…
Mas se
sua sinceridade não fosse aquela do mundo real que achava existir mas sim
aquela do irreal que deveria existir?
Na
dúvida não entrou em um, não saiu do outro.
Perdido
em mundos que não sabia serem reais, quiça irreais, filosofou, mais uma vez…
O amor
não é uma coisa real.
É,
porém, uma realidade que existe, mesmo no irreal…
E
assim, perdeu sua namorada.
segunda-feira, 29 de abril de 2019
SE O
BRASIL FOSSE SÉRIO
Sério???
Se
fosse eu poderia acreditar, mas só se fosse.
Pois não
é…
Pensam
os bobos que é o lugar do jeitinho. Acham que passar a perna nos outros é
legal.
De vez
em quando encontro com alguns foragidos brasileiros em terras forasteiras. Só
fazem bobagem. Fico de longe observando. Colocam moedas brasileiras nos parquímetros.
Furam fila, empurram, falam alto nos restaurantes, museus, igrejas e teatros.
Se acham o máximo.
Mas a
máxima do seu direito termina onde começa o do outro não existe em terrae brasilis, não se aplica à
brasileiros.
Elegemos
espertalhões para o congresso. Reclamam que os caras roubam. Por que não?
Afanar o que não lhes pertence é um costume bem difundido. Aí, reclamam, fazem piadas,gastam
tempo filmando desgraças e sequer pensam em salvar o desgraçado. Temos que
levar vantagem, afinal, somos brasileiros!
De um
presunçoso presidente, aquele que fala com uma batata na boca, ilustre prosopopeica
criatura, passou o bastão para um apedeuta que se revelou ser o maior ladrão do
planeta. Este, megalomaníaco encantador de serpentes, mais ilibado do que
Cristo o entregou para uma disléxica incapaz de formular uma sentença coerente.
Ali, no ninho de ratos que criaram, alimentaram víboras, ratazanas, lagartos de
todas as espécies. Uns escorpiões aqui, outros ali e mais umas lacraias para
enfeitar. Assim assaltaram o Pindorama.
Festival
de asnices. Roubos de primeira. Se Hollywood quisesse farias filmes mais
interessantes do que Ocean’s Eleven.
E os
bobocas votam…
Elegeram
um cara honesto que não é lá muito bom de política. Fala muita bobagem, mas,
como não ser preparado é quesito básico para ser presidente a gente vai
aguentando. Os políticos pululantes e vocíferos insultam e assanham. Alguns
mudam de sexo ou se revelam com uma anormalidade qualquer. Há um corre-corre
para tapar buracos, tirar o respectivo fiofó da reta, lavar a grana e agitar
bandeiras vermelhas. Ué…e eu achava que as cores desta terra eram o verde e
amarelo.
Aos
que não sabem de nada digo que há muitos anos atrás tentei doar para minha alma
mater (UFMG) o estipêndio em dinheiro que havia ganho por um projeto premiado.
Tentei, não consegui. Parece que não precisam de doações. É complicado e desanimador. Acabei o doando
para a Kent State University. Meu sócio era de lá, bastou fazer o cheque, este
recebido com os mais efusivos cumprimentos. A senhora brasileira que doou para
a reconstrução de Notre Dame o fez muito bem. Doar para nosso museu seria um
ato de auto tortura.
No
populismo dèmodè que hora se prega
temos que conviver com falas exotéricas, bobas, recados e desmentidos. Nisto não
estamos sozinhos. O companheiro lá do norte faz o mesmo, e profusamente.
Na
França um presidente ateu lida com malucos muçulmanos que resolveram transformar
aquela terra libertária em um paraíso de burcas. O cara é ruim de serviço. Tem habibs loucos, gilet jeunes e black blocks
anárquicos e pirados à queimar e destruir. Bem, a França já nos deu liberté
egalité e fraternité, guardou o Komeini, o Papa Doc com seu Baby e até o Idi
Amin Dada. Soltou-os no planeta para dar no que deu. No caso do Idi Amin, no
que comeu… Acho que algo realmente bom vindo da revolução francesa gerou influências
no texto da constituição americana. Lá cortaram diversas cabeças, inclusive as
próprias e depois inventaram o Napoleão. Aqui mataram o Tiradentes…por causa do
quinto. Agora virou quarenta porcento.
Enfim,
quando se abre um jornal depara-se com fake
news já institucionalizadas nas redações dos chamados grandes da mídia.
Bando de aprendizes à feiticeiros escrevendo suas opiniões vermelhas e cretinas
sem compromisso com a verdade e a ética.
As
redes sociais giram um noticioso que dá trabalho. Fake, non fake, não interessa. Tenho que pesquisar cada um deles
para saber a verdade verdadeira.
Ahh… se
fosse sério…
sexta-feira, 26 de abril de 2019
quarta-feira, 24 de abril de 2019
quarta-feira, 17 de abril de 2019
DILACERANT
INFUNDIT
TRISTIS
LACRIMAM
Uma pérola
Ela verteu…
De seu
alvo rosto, semblante triste, merejou.
Reluzente,
dolente, ao chão tocou…
Num
infinito momento a luz se fez,
E, uma
flor de prata, ramo de ouro,
Ali se
desfez…
Na
tristeza aguda que Ela sentiu,
Viu as
chamas insanas de um mundo perdido,
Onde somente
a esperança, se ainda existia,
À Ela
implorou…
O perdão…
E de seu coração cheio de amor,
Ao som
de um Mozart, lacrimosa dolorosa,
Nossa Dama
em cinzas ficou…
Aquilo
que a maldade destrói,
Queima,
corrói ,
Na certeza
sublime, sob Sua proteção, um dia voltará…
E na glória
dos anjos renascerá…
Amém
segunda-feira, 15 de abril de 2019
IMPRENSA
SUBREPTÍCIA
VIOLADA EM PLENO PALCO!
Manchete de um periódico… Ao primeiro olhar pensa-se em uma
pobre moça estuprada por tarados de plantão no palco de um teatro. Um rápido
pincelar de olhos sobre a matéria, já em letras miúdas, a história de um grupo
de rapazes a tocar violão em uma serenata romântica e inocente.
Mas as letras garrafais pretendem vender o sensacionalismo. A
pobre seresta certamente não mereceria a primeira página daquele miserável pasquim.
O Maduro, que já apodreceu, disse para seus imbecis milicianos
para cultivar a terra com espingardas em punho. Assim acabaria a fome na Venezuela.
A esquerda lê como se a mágica solução ali existisse. Agora nossos “cumpanheiros”
do norte mostrarão aos imperialistas ianques! Bando de energúmenos
descerebrados.
A estrada feita pelo Exército Brasileiro não sai nos jornais,
mas a chuva de balas de psicopatas escondidos nas fardas soa como trombetas
apocalípticas.
Um Partido safado, vermelho e espúrio combina com seus
asseclas jornalistas como a notícia deve ser feita. Oportunistas donos da mídia
pululam para salvar algumas tetas que lhes eram oferecidas. Bobalhões jovens e
movidos à maconha marcham empunhando cartazes de Lula Livre. No comemorar da páscoa
não nos esqueçamos que Pilatos perguntou ao povo se deveria soltar Jesus ou
Barrabás…preferiram o segundo, daí libertar o nove dedos é conclusão lógica.
Não leio mais jornais.
Não leio nem a imprensa alternativa.
Faço minhas próprias pesquisas para filtrar a verdade. Não é fácil.
Vivemos num mundo “fake”.
Mas, como tudo é relativo, espero que nas mentiras da vida
exista uma verdade verdadeira. Quero lê-la, não tenho esperança que o farei. Em
sua ausência fica o meu protesto, que não é “fake”!
domingo, 14 de abril de 2019
REVISIONISMO
Ensaio “à la gordaça”sobre
contos de fadas.
Peço não levar à sério…
Contos da carochinha.
Como não adianta chorar, dona baratinha, também conhecida
por carocha, ficou peladinha, depenada.
Aí, com sua espirituosidade inconteste resolveu fazer umas
correções históricas. Uma forma de protesto, um revisionismo aos contos de
fadas.
Consultado o guru máximo das montanhas, um jornalista de
brilho ofuscante, ouviu dele algumas recomendações sobre o caso. Aconselhou-a
começar pelo Chapeuzinho Vermelho e cutucar a Branca de Neve. Se desse ibope partiria para outros contos.
Salientou que os costumes mudaram e o politicamente correto deveria prevalecer.
Assim Dona baratinha escreveu:
Chapeuzinho
Vermelho
Era uma vez…uma menina que se vestia de vermelho. Era
militante do PT e morava na floresta com sua vovozinha. Esta, a vovozinha, não
tinha nada de boazinha. Ganhava bolsa família, grilava terras e enchia o saco dos
caçadores. Chapeuzinho também não era flor que se cheirasse. Fazia parte do
movimento Femina e saia por aí pelada, com um capuz vermelho na cabeça. Era uma
alma livre. Fazia sexo com todos e com tudo. Mas gostava mesmo era de um lobão,
político tarado e assanhado.
Falaram que o lobão comeu a vovozinha, mas era mentira.
Quem comeu foi o caçador. O lobão acabou levando um tiro nas nádegas e fugiu.
Chapeuzinho salvou a vovó, fez uma festa, convidou todos os caçadores e fundou
uma ONG. Dizem que acabou ganhando uma bolsa anistia pois o tal lobão a havia
torturado. Hoje, mais velhinha, ainda sai nas passeatas do Femina mas seus
peitos murchos não fazem tanto furor como antigamente.
Branca
de Neve e os Sete Anões
Por si só este já seria um conto erótico. Onde já se viu
uma moça prendada ficar morando em uma casa com sete anões. Os danados não
tinham mulher, viviam cavucando coisas em uma mina abandonada da Vale. Já tinham
causado diversos deslizamentos matando todos e tudo. Como anões são minoria
eram protegidos por partidos de esquerda. Se fossem de direita já estariam
presos.
Branca de Neve, que era de direita, ficou em apuros. Vinha
de família nobre, tinha fugido de casa por causa de uma bruxa parecida com uma
tal de Dilma, mulher feia pra chuchu. A tal soltou ventos que havia estocado e
lançou uma maçã envenenada na direção da moça. Desmaiada foi descoberta por um
príncipe encantado cubano. Isto depois de algumas surubas deliciosas na casa
dos anões. O príncipe cubano, que era dos mais médicos, não ligava para estas
coisas, queria mesmo era beijar aquela linda garota. Quando lhe deu o beijo
virou um sapo, foi preso e hoje mora em Curitiba.
Se gostaram do revisionismo leiam as próximas histórias. João
e o Pé de Feijão e Rapunzel. Se não…bem, nada posso fazer.
Até então…
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