SE O
BRASIL FOSSE SÉRIO
Sério???
Se
fosse eu poderia acreditar, mas só se fosse.
Pois não
é…
Pensam
os bobos que é o lugar do jeitinho. Acham que passar a perna nos outros é
legal.
De vez
em quando encontro com alguns foragidos brasileiros em terras forasteiras. Só
fazem bobagem. Fico de longe observando. Colocam moedas brasileiras nos parquímetros.
Furam fila, empurram, falam alto nos restaurantes, museus, igrejas e teatros.
Se acham o máximo.
Mas a
máxima do seu direito termina onde começa o do outro não existe em terrae brasilis, não se aplica à
brasileiros.
Elegemos
espertalhões para o congresso. Reclamam que os caras roubam. Por que não?
Afanar o que não lhes pertence é um costume bem difundido. Aí, reclamam, fazem piadas,gastam
tempo filmando desgraças e sequer pensam em salvar o desgraçado. Temos que
levar vantagem, afinal, somos brasileiros!
De um
presunçoso presidente, aquele que fala com uma batata na boca, ilustre prosopopeica
criatura, passou o bastão para um apedeuta que se revelou ser o maior ladrão do
planeta. Este, megalomaníaco encantador de serpentes, mais ilibado do que
Cristo o entregou para uma disléxica incapaz de formular uma sentença coerente.
Ali, no ninho de ratos que criaram, alimentaram víboras, ratazanas, lagartos de
todas as espécies. Uns escorpiões aqui, outros ali e mais umas lacraias para
enfeitar. Assim assaltaram o Pindorama.
Festival
de asnices. Roubos de primeira. Se Hollywood quisesse farias filmes mais
interessantes do que Ocean’s Eleven.
E os
bobocas votam…
Elegeram
um cara honesto que não é lá muito bom de política. Fala muita bobagem, mas,
como não ser preparado é quesito básico para ser presidente a gente vai
aguentando. Os políticos pululantes e vocíferos insultam e assanham. Alguns
mudam de sexo ou se revelam com uma anormalidade qualquer. Há um corre-corre
para tapar buracos, tirar o respectivo fiofó da reta, lavar a grana e agitar
bandeiras vermelhas. Ué…e eu achava que as cores desta terra eram o verde e
amarelo.
Aos
que não sabem de nada digo que há muitos anos atrás tentei doar para minha alma
mater (UFMG) o estipêndio em dinheiro que havia ganho por um projeto premiado.
Tentei, não consegui. Parece que não precisam de doações. É complicado e desanimador. Acabei o doando
para a Kent State University. Meu sócio era de lá, bastou fazer o cheque, este
recebido com os mais efusivos cumprimentos. A senhora brasileira que doou para
a reconstrução de Notre Dame o fez muito bem. Doar para nosso museu seria um
ato de auto tortura.
No
populismo dèmodè que hora se prega
temos que conviver com falas exotéricas, bobas, recados e desmentidos. Nisto não
estamos sozinhos. O companheiro lá do norte faz o mesmo, e profusamente.
Na
França um presidente ateu lida com malucos muçulmanos que resolveram transformar
aquela terra libertária em um paraíso de burcas. O cara é ruim de serviço. Tem habibs loucos, gilet jeunes e black blocks
anárquicos e pirados à queimar e destruir. Bem, a França já nos deu liberté
egalité e fraternité, guardou o Komeini, o Papa Doc com seu Baby e até o Idi
Amin Dada. Soltou-os no planeta para dar no que deu. No caso do Idi Amin, no
que comeu… Acho que algo realmente bom vindo da revolução francesa gerou influências
no texto da constituição americana. Lá cortaram diversas cabeças, inclusive as
próprias e depois inventaram o Napoleão. Aqui mataram o Tiradentes…por causa do
quinto. Agora virou quarenta porcento.
Enfim,
quando se abre um jornal depara-se com fake
news já institucionalizadas nas redações dos chamados grandes da mídia.
Bando de aprendizes à feiticeiros escrevendo suas opiniões vermelhas e cretinas
sem compromisso com a verdade e a ética.
As
redes sociais giram um noticioso que dá trabalho. Fake, non fake, não interessa. Tenho que pesquisar cada um deles
para saber a verdade verdadeira.
Ahh… se
fosse sério…

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