sexta-feira, 28 de maio de 2021
quarta-feira, 26 de maio de 2021
terça-feira, 25 de maio de 2021
sexta-feira, 7 de maio de 2021
EL GUAPO
Long ago, tinha um amigo que me chamava de Bat. Dizia
ele que eu me vestia como o Bat Masterson do seriado na TV. Eu o chamava de
Baixo.
Tinha estatura pequena mas uma voz tonitroante. Na
Serra, no bar do Toniolo a gente se reunia e ele tentava me fazer cantar. Com a
viola debaixo do braço entoava Granada com uma força tamanha que afugentava
todos os gatos da vizinhança. Os cachorros achavam que eram lobos. Em uivos
profundos e intermináveis faziam o côro final. Os vizinhos despejavam panelas,
penicos e outras coisas mais chocantes, pelas janelas, decorando o ambiente.
Terminávamos a noite regando a árvore mais próxima. Nossas namoradas sabiam de
tudo que acontecia e nos defendiam, unha e dente, contra os pais que desejavam
o extermínio puro e simples daqueles miseráveis bardos.
De Bat fui para El Guapo, nos Estados Unidos.
Não que havia deixado de vestir-me com elegância ou
virado um “drug lord”. Virei El Guapo depois de uma lamentável performance diante
de minha mulher, minha filha e meu segundo filho.
Havia indicado para eles um filme hollywoodiano (uma
verdadeira porcaria), para entretê-los naquela noite fria de inverno, em
Cleveland. Os maravilhosos atores eram Martin Short, Steve Martin e Chevy
Chase. O trio certamente indicava uma chanchada de lamentável textura. Um
desastre que se tornava maior quando cantavam “my lollypop”. A película se
intitulava Three Amigos.
Vozes enfurecidas saiam do quarto de televisão. Acho
que não estavam gostando, especialmente quando o El Guapo do filme apareceu.
Eu já tinha ido dormir e o fazia pelado.
Lá para as tantas, com o vozerio ensurdecedor e
protestos contra El Guapo acordei e apareci, em pelo, na frente deles, pulando
e gesticulando, dizendo: “que dirão os vizinhos...que dirão os vizinhos?”
Acho que minha performance foi trágica. Nu, com a
salsicha balançando, esbaforido e sacudindo os braços como um macaco psicopata,
notei que todos estavam subitamente silentes. Olhos esbugalhados, estatelados e
estupefatos se ascenderam quando em gargalhadas contínuas quase tiveram uma síncope.
Notei então que peladão eu não valia muito. Pior
ainda, minha filha apontando disse: “olha é o El Guapo!”
Não se preocupem, tais ligeiros deslizes não
diminuiram meu eu mesmo. Na verdade, como um Fênix, ressurgi das cinzas e em El Guapo me transformei,
pronto para novas aventuras.
quarta-feira, 5 de maio de 2021
FULMINE
O salão era grande. Em festa desfilavam as mais belas. Eram todas
lindas.
Entrei, ávido, queria ver todas, mas só ví uma.
Era a mais bela. Os cabelos castanhos, a elegância ímpar, o sorriso mais
doce.
Fui fulminado por um raio. Caiu em mim atordoando todos os meus
sentidos.
Já estava apaixonado. Como poderia dizer-lhe sem parecer ridículo?
Aproximei-me. Ouvi sua voz. Balbuciei alguma coisa, nem mais sei o que
foi.
Deve ter sido bom. Aceitou meu convite. O paraíso estava próximo, deixei
que os raios que caiam fizesse de mim o que ela queria.
Não pude mais deixá-la.
AMADURECENDO?
Maduro, que balança mais do que o Balança Mas Não Cai,
segue pendurado no seu galho venezuelano, esperando que a lei da gravidade
prevalesça.
Massacrando a economia de seu país, segue dando uma de
ditador mequetrefe, com faixa ao peito, perseguindo desafetos e cutucando os
Estados Unidos.
Se, o Brasil, tem só uma hora de munição e a Venezuela
algumas mais, segundo o falecido Fidel, já pensou se ele ganhar a guerra?
Será que o grande líder exumará o cadáver de Lincoln,
como seu antecessor fez com o de Simon Bolívar?
Espere o
resultado, em breve, nesta mesma coluna, pelo mesmo autor, estamos em contato
com o passarinho do mesmo.

