domingo, 30 de setembro de 2018


MÍDIA QUE FAZ MÉDIA
MIDIA MOGUL

Às vezes passo à acreditar que existe um complô mundial de esquerda.
Não somos mais informados. Somos manipulados. Descaradamente.
Jornalismo, através dos tempos sempre serviu à interesses. Ora do dono do papel e tinta, ora daqueles que pagavam para que o publicado lhes aprouvesse.
Mas houve na história muitas ocasiões em que a mídia foi verdadeira. Nestes, vimos tiranos serem expostos, monstruosidades relatadas, tramas diabólicas reveladas. Foi assim que um tal Tricky Dick se afundou.
“O preço da liberdade é a eterna vigilância”… um grande líder se manifestou. Verdade pura.
Hoje, estamos à vigiar. Ela está sob ataque, novamente. No Pindorama onde tudo quase sempre não é honesto e onde a tal esquerda safada, corrupta, cretina, morfética e putrefacta domina, a dança das palavras se dá conforme a deletéria cantilena por eles produzida.
Meias notícias…O “fulano falou isso”…mas isso era uma parte do que ele falou. No contexto era uma coisa, no resumo …uma mentira.
Fazem isto nos jornais, revistas , shows, rádio e TV.
Querem demonizar a quem não gostam, não lhes dão dinheiro ou não compactuam com seus crimes.
Fizeram assim nos Estados Unidos. Fazem assim na terra Tupiniquim. Lá, pelo menos existe uma imprensa de tendências contrárias, nos permite comparar. Aqui, não. Aqui é vermelho, e eu achava que o Brasil fosse verde e amarelo. Lá, ao fazerem elegeram exatamente a quem não queriam. O povo não é bobo.
Ratos do papel e tinta…PAREM!
Vocês nos prestam um desserviço. Informam mal, deturpam. Notícias são para serem reportadas, fielmente. Opiniões têm seus lugares nas colunas, não nas manchetes. A liberdade que lhes é dada deixa de existir quando vocês mesmos a massacram.
Peguem suas cretinas pesquisas e façam com elas algo que aqui não escrevo.
Deixem de ser nojentos!
É por isso e mais que votarei pela direita.
Chega!!
Quero meu país na cor de sua bandeira.
Preferencialmente sem ladrões.

sábado, 29 de setembro de 2018


ENTREVISTA NA CADEIA
Petista

Mundo alienado.
Direitos humanos? Não deveria se aplicar também à humanóides. Sim, porque petista não é humano, é um miserável, mal feito, mal parido, humanóide. Dizem que ladrão tem direito à dar entrevistas, humanóides também…
Existe um destes seres, chefe de quadrilha que insulta inocentes moluscos adotando seu nome. Vê o sol nascer quadrado, todos os dias e, terminada sua farra no judiciário, de lá não sairá nunca mais.
Graças à Deus.
Mas o cretino, líder de outros cretinos seguidores, quer fazer comício da cadeia. Quer ser entrevistado por um jornaleco mambembe, de esquerda, idiota, que do alto da sua prepotência jornalística nos faz ler cretinices ideológicas em vez de reportar notícias.
Infelizmente não existe direita neste país sinistro.
Ficamos à ler e ouvir as mais estapafúrdias explicações sobre o inexplicável. À ver pesquisas de intenção de voto. Na realidade, pesquisas de más intenções, somente isso.
Um picareta, que se diz juiz, autoriza o ato vil. Deve ter levado mais uísque.
O que gosta de 51 já estava todo assanhado.
Vai ficar decepcionado…
Nada irá tirar os votos daquele que realmente quer salvar o país. Nada o impedirá e nada nos fará mudar de idéia.
O dinheiro roubado já volta em jatinhos, de terras distantes, de ditadores nojentos. Distribuído por bilhetes do nove dedos. Para o nordeste, especialmente. Era lá que um tal de Arraes distribuía bodes em cada eleição. Quem gosta de bode é o capeta e do tinhoso são os vermelhinhos e suas sanguinolentas bandeiras. A turma lá de cima deveria ter um pouco de juízo. Mas parece que não têm…ainda gostam de sarnentos, coloridos e outros bichos.
Eu voto Bolsonaro…
Aconselho a quem tem cérebro, à fazer o mesmo.

sexta-feira, 28 de setembro de 2018


A ESQUERDA É SINISTRA



Tempos vermelhos
Políticos mentirosos. Criaturas do umbral.
Se arvoram em donos da verdade. São, na verdade, donos da mentira.
Demônios em forma de gente. Não morrem, pactuam com o diabo.
No vermelho se identificam, escondem, muitas vezes assanham. E assanhados se apossam de tudo.
Vorazes seres, monstros de uma esquerda mundial, disfarçada, nojenta, asquerosa, pilantra, imoral.
Sinistros indivíduos que coletivamente se perpetuam em atos escabrosos. Fingem, iludem, mentem, matam, roubam…
Bando de morféticas hienas.
A esquerda é sinistra.
É gauche.
Démodé, idiota, feita para mentes vazias, pseudo intelectuais. Mentes lavadas e deslavadas.
Não vote na esquerda…em hipótese alguma. Não pactue com a desgraça. Não acredite nos sinistros.
Vote na esperança.
Ela não é vermelha!

sábado, 22 de setembro de 2018


CASA da BELA


Fiz uma casa para ela…
Bela era ela,
Para a bela… uma casa singela.
Tinha flor no jardim,
Tinha árvores sem fim.
Era uma casa pequena,
E ela, se chamava Helena.
O telhado curvado,
Telhas preguiçosamente deitadas…
A janela e a bela,
Na bela casa, só dela!
O por do sol colorido…
Meu corpo doido,
Pois velho já era…
Naquela casa da bela.
E o tempo passou…
A bela não voltou,
Ficou a casa singela,
Sem ninguém na janela.
E a chuva caiu,
A tristeza me viu,
Meu coração partiu…
Sem a bela,
A casa, de ninguém mais era…


segunda-feira, 17 de setembro de 2018


O Sofá


Macio, gentil e acolhedor.
Nele me sentei. Suavemente uma onda leve de mim se apossou,
Os olhos se fechavam lentamente, uma névoa me cobria…
Não sei quando passei para o outro lado, mas lá estava e gostava.
Sorri…
Era um sonho?
Talvez sim, talvez não. Acho que não era pois me vi sentado, dormindo.
Mas acordado estava, pelo menos neste outro mundo.
Seria o sofá? O repouso inebriante?
Vi mundos  melhores, iluminados,
Vi cores em tudo, sorrisos em todos os lábios.
Senti-me beijado, amado, arrebatado.
Acho que definitivamente era o sofá…
Mágico seria?
Não sei, algo me puxava de volta.
Um breve piscar e tudo voltou como antes,
Antes de nele me sentar…
Então deveria ser realmente o sofá.
Agora, nele quero ficar…
Gostei!
Ao sofá vou me entregar…

domingo, 16 de setembro de 2018


SURUBA DE PALAVRAS

Só pena que voa
A cama macia, quente, arrumada
Ela, pelada
Rolava, falava, aranhava
Mãos aqui e acolá
Beijos feitos de cola
Ardente, fervente, despida, assanhada
Era uma, ficaram duas, três certamente
Em pernas entrelaçadas, vértices depilados
Perdição de formas, achei-me nu
No pelado me pelei
Nos abraços arranhei
Nos cabelos encaracolei
Só pena voava e eu, em orgasmos
Desmaiava…

sábado, 15 de setembro de 2018


ESTÁ TUDO TRISTE


Sou feliz…
Uma vida cheia de aventuras onde as desventuras foram poucas. Mas existiram, pois existem para qualquer um.
Sim, sou feliz.
Amei, fui amado, amo e sou amado.
Por si somente já é motivo de alegria.  Agradeço, pois estas bençãos vêm de outro mundo melhor.
Tropeços, erros, dúvidas, todos temos e cometemos. Ao as reconhecermos, melhor ficamos.
Disse a bela que falo demais. Um blá-blá-blá de interminável cadência. Mas, quando falo, e admito, falo muito, sai de mim o que está dentro, escondido, silencioso. No ruidoso falar me sinto leve, livre, pronto para em outras peripécias me meter. Às vezes escrevo.
Disse a bela que procrastino. Talvez o faça, mas não sou dono da linha do tempo, somente nela vivo, um viver interessante, cativante, estimulante.
Disse ela que quer viver intensamente. A intensidade não é a melhor forma de moldar o destino, se e que ele é moldável. Um pouco de paz, ouvidos atentos em um mundo rouco, quiçá mouco, que fica dolente quando a gente deixa. Que fica quente, queima, mata e arrebata, quando se precipita.
Meu irmão, de olhos azuis de meu pai, ficou enfermo. Sua brilhante mente afetada por um misterioso tumor. Frases desconexas, incompletas, cálculos faltantes de um cérebro matematicamente perfeito. As mãos dos médicos ávidas e assanhas já querem fazer suas intervenções. Mas dizem meus parentes espiritualizados…não antes de fazê-lo com aqueles do outro mundo.
Ahh…médicos, seres que se acham meio deuses…que suas mãos sejam guiadas pelos iluminados…
Minha mãe, com seus 97, mostra sua indestrutível longevidade. O coração já pediu pausa. Pulula erraticamente. Em vez de ficar no compasso de espera, vamos marcar-passo. E para lá vai ela, ficando mais robótica neste mundo do amanhã. Acho que todos nós, os seis que restam, irão embora e ela, ficará para semente.
Nas encostas das montanhas as cinzas de uma bela moça serão dispersas. Sua viagem foi curta. Longa é a saudade deixada.
A noite desceu escura, nebulosa. No caminho da amada nem a estrada se via. Uma chuva marcava o vidro de meu carro com desenhos surrealistas. Seria este o caminho do umbral?
O dia amanheceu enevoado. Cinza, triste e pálido. As gotas do espaço ainda caiam. No seu precipitar molhavam gentilmente os rostos dos aventureiros. Mas, no triste tom de cinza de nuvens abraçantes, me perdi, pois uma tristeza infinda de mim se apossou. Vi num relance, num piscar de olhos lentos, o fim da estrada. Não sei se lá haverá luz. Posso não merecê-la, mas, esperançoso, otimista que sou a vejo mais distante. Sei que não tão distante ela está.
Ohh…por que achamos que somos perpétuos? Miseráveis criaturas que habitam um mundo belo, que, em sua suprema arrogância se arvoram em algo superior. Não somos nada, e neste nada…
Procrastinarei.
Afinal, minha bela amada pode estar com a razão.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018


ONLY IN BRAZIL



O ladrão quer ser presidente!
Não roubou o suficiente…
Chamou o bôbo-da-corte,
Serelepe, pediu para ter o nome do ladrão…
Bem no meio do seu.
Será que é bôbo mesmo?
De facada em facada, talvez cheguem lá.
A maluca disléxica quer roubar também,
Junto com o pilantra que já roubou.
O terrorista chefe conclama a revolução…
Rouba-se tudo.
Até o pão…
Das crianças sem gênero,
Nas urnas picaretas,
Tem até lobão,
É tudo uma confusão…

sábado, 8 de setembro de 2018


RESPINGO


(à Márcia Machado, do pingo ao respingo)

Do pingo de amor, que de seus olhos saiu
Nasceu uma flor
Nas delicadas pétalas de cores misteriosas
Estava a mensagem de um carinho imenso
Coisas deliciosas, cheirinho de incenso
Como um doce de coco
Um chocolate crocante
Um beijo da amante
Em noite de luar
E o amado achado
Com seu coração pulsante
Declarou-se à bela, em um verso exuberante
Que sempre a amou
E que jamais faria suas lágrimas verter
Se não fosse por alegria
De querer viver…

quinta-feira, 6 de setembro de 2018


PINGO

(dedicado à Márcia Machado)


Caiu
Uma gota cristalina
Linda, trêmula, cintilante
Trazia na sua forma o arco-iris do mundo
Quebrava-se em cores

Desceu
No seu momento final, encontrou repouso
Transformou-se em uma esfera de luz
Aberta como uma flor de cristal
E espalhou-se em uma onda plástica
Linda
Sensual
Trazia em si o amor
Um amor perdido que a criou
Nos olhos que a merejou

Entre o instante em que existiu e aquele em que partiu
Viveu
Viveu linda, formosa, transparente, reluzente
E, na hora em que se foi
Levou a tristeza que nela existiu

Partiu
Foi com ela o amor perdido
Vertido
Foi com ela a desventura
O amargor, a solidão, o mundo passado

No átimo de sua breve vida
Descobriu quem era
Feliz se fez
E em silêncio
Se desfez

Era uma lágrima de amor