JOHNNY BOY
Celso Gilberti
Arquitetura - Arte - Literatura Architecture - Art - Literature
sexta-feira, 5 de julho de 2024
sexta-feira, 18 de março de 2022
SERIA
ESTE O “GREEN
NEW DEAL”?
Uma manhã no Retiro das Pedras
Seria uma
manhã linda até o momento que resolvi passar pela
portaria.
Serras à cortar, machados à descer, árvores à morrer. Uma devastação verde.
Seria este o
novo “Green Deal”?
Ou uma homenagem
à guerra na Ucrânia?
Tudo
devastado. Uma entrada feia que mais feia ficou.
Na xenofobia
das modernidades, entre máscaras idiotas, viruses viróticos, cortam-se árvores como se fossem coisas que
atrapalham. Sim, pois as deixam morrer com ervas daninhas à proliferar, sufocando-as, cobrindo sua beleza, secando suas
flores. Por isso…nada fazem, ou fazem…cortam-nas.
Dizem
alguns, matem-nas! Podem cair em cima da gente.
É verdade, podem. Talvez assim devíamos cortar todas e viver no deserto…sem árvores. Aí, reclamarão…Ahhh o vento sopra a areia, vamos usar mascaras então. Aproveitem e matem os passarinhos, bombardeiam a gente.
Quem gosta de bicho??
Por isso
pergunto:
Por que não cuidar delas ?
Podá-las quando necessário, adubá-las, substituí-las quando morrem de causas
naturais.
Que tal um
programa de ajardinamento inteligente?
Que tal deixá-las em paz?
Deve ser o
tal “Great Reset” ou um “Green New Deal”…
Devo usar
pronomes esquisitos em meus textos?
Abaixo as árvores.
Viva os
burros, ou seria burres?
O feio agora
é bonito…vamos transformar o Retiro em uma Kiev.
Bombas nelas!!!
terça-feira, 11 de janeiro de 2022
sexta-feira, 12 de novembro de 2021
TONI BONDE CONTRA A ESPIÃ QUE VEIO DA CHINA
A noite era escura. No vagão de primeira classe do expresso
Santa Rita/Itajubá Toni sorve seu drink preferido. Realmente, uma pinga mineira
mexida e não balançada era o máximo em sofisticação. Sorvia feliz pensando em
suas amadas do passado, nos beijos da Monipênis, nos amassos da Laila Galore
pintando o sete, quando pela janela entrou um pombo correio com mensagem de seu
líder o governador Alfazema.
Dizia a mensagem:
“Ô Toni, us fedazunha dus chinês mandarum um espião pra te
matar. Ele tá nu trem.”
Toni ressabiado olha para os lados…e vê, bem ao fundo do
vagão uma chinesinha linda e sensual.
Deve ser ela a espiã, disse a si mesmo.
Num passe de mágica se aproxima da garota e pergunta:
“Ô fia, ôce é espiã chinesa? “
“Meu caro, não vê que sou coreana?… respondeu-lhe.”
Desapontado Toni se esconde no banheiro do vagão e abre seu
laptop contactando M em Belzonte.
M era a chefe de espionagem do
Alfazema. Bela e severa era impiedosa. Conhecida outrora como o foguete do
basquete M havia se formado em arquitetura e urbanismo e se
especializado em inteligência junto ao MI 6, em Londres. Lá havia recebido
treinamento com não menos do que o maior agente da CIA, o famoso Virson
Bernadini. Seu headquarters era na Pampulha, cercada de jacarés e capivaras.
“Toni, seu miserável. A coreana não é coreana, é
chinesa. Responde M.”
Toni Bonde entende e, furioso, parte para cima da agente
chinesa.
Encontrou-a jogando Squid (Round 6) com os passageiros do
vagão. Batatinha frita pra lá e pra cá já tinha morrido metade deles. Entrou no
bolo distribuindo karatês e piruetas dignas dos jogadores do tal de Atretis, um
time de futebol que ia ser bi, pela prima volta.
Bagunça total. Chu Leh, a espiã aplica-lhe um golpe sujo.
Toni se defende e a empurra pela janela do vagão. Um túnel se aproxima e a
escuridão se faz. Quando a luz voltou Toni se encontra abraçado com o imperador
romano Marcus Antonius (niguém soube explicar o que ele fazia lá. Talvez algo
relacionado à um portal quântico). Chu Leh havia sumido. Dr. Yes seu mestre, a
havia subtraído do trem na escuridão do túnel.
Toni Bonde fracassa.
M confisca seu fiel Fiat Pulga
e o coloca de castigo, no Cruzeiro, com o Luxemburgo, ou seja segunda divisão,
perdendo a licença para matar.
Após o terrível revez voltará Bonde à ativa?
Monipênis ainda o amará?
M irá perdoá-lo?
Não percam a próxima aventura
Toni Bonde, o agente secreto mineiro.
sexta-feira, 8 de outubro de 2021
TONY BONDE
O agente secreto mineiro
Era um dia frio nas montanhas das Gerais. Nos basfonds de Santa Rita o herói
mineiro Toni Bonde recebe um chamado secreto.
“Ôi, pega u trem e corre pra capitá.
Nosso grande líder, u
guvernadô
Alfazema tem uma missão secreta procê.”
Como um saci num redemoinho Tony Bonde corre para pegar seu
Fiat 500, modelo Il Duce, 1943. O bólido
equipado com metralhadoras Browning .50 era a fina flor dos carros de espiões de
primeira classe.
Sim, Bonde era o maior e único agente secreto de Minas.
Nosso 001, com licença para matar pernilongos e correlatos, sem pedir permissão ao
STF.
Em velocidades nunca dantes vistas Bonde conseguiu chegar
ao palácio do
governador em menos de 132 horas. Lá chegando foi recebido pela
linda secretária
Miss Monipenis. Linda e sedutora desmanchava-se de amores por Bonde. Em poucas
palavras lhe diz: “ Tony, don’t forget to bring me a present” e dito
isto, abriu-lhe a porta para o gabinete de Alfazema.
Ô
Bonde, us chinêz tão
aprontandu di novo. Mandaram u agente secretu deles, um tar de Xing Ling pra robá os
nossus queiju.
“Num priciza dizê mais nada guvernadô. Vou acabá cum as raça
desses oiu apertadu.
E, num instante partiu para o Serro.
Lá chegando parou no primeiro boteco e pediu uma caninha.
Ô cumpadre,
mi dá uma
branquinha gelada e num mexe nela não. Só faiz
rodinha. Num põe 51 não.
Isso e coisa de nove dedus.
O estilo era brilhante. Botas de mineirinho, chapéu de
palha, camisa xadrês e escudinho do serviço secreto na lapela. As
mulheres derretiam-se de amores.
Bonde descobre uma chinezinha de olhos fortuitos.
Rapidamente a seduz.
Pelados no quarto do hotel ela revela onde o temível
Xing Ling estaria. Conta-lhe que seu sórdido plano era roubar todos
os queijos de Minas. Ia também levar umas linguiças com
ele.
Isso era demais… O rato da China não
poderia se safar com as riquezas de nossa terra.
Pegou a bomba de Flit, deu umas flitadas na chinesa e fugiu
pela janela atrás de Xing Ling.
Tony Bonde o encontrou jogando truco na esquina. O desgraçado
estava com uma turma do sindicato dos petistas. Bons de truco e de roubo.
Sentou-se a mesa e numa jogada de mestre gritou: “ Ô ladrão de mío,
truco, truco…e ganhou o jogo.
Xing Ling mandou matá-lo por isso, mas Bonde usando
sua infernal bomba de flit fulmina seus asseclas instantaneamente. No seu bólido, rodopia
e metralha tudo, até o padre que ali passava sem querer.
Recupera os queijos e a linguiça e
volta para a capital.
Não havia esquecido de levar um queijo do Serro para
Monipenis o que lhe rendeu suculentos beijos.
Alfazema feliz com o resultado da missão
agracia Toni Bonde com a medalha da inconfidência.
Minas estava salva.
Santa Rita em festa.








