sexta-feira, 12 de novembro de 2021

 

TONI BONDE CONTRA A ESPIÃ QUE VEIO DA CHINA

 

A noite era escura. No vagão de primeira classe do expresso Santa Rita/Itajubá Toni sorve seu drink preferido. Realmente, uma pinga mineira mexida e não balançada era o máximo em sofisticação. Sorvia feliz pensando em suas amadas do passado, nos beijos da Monipênis, nos amassos da Laila Galore pintando o sete, quando pela janela entrou um pombo correio com mensagem de seu líder o governador Alfazema.

Dizia a mensagem:

“Ô Toni, us fedazunha dus chinês mandarum um espião pra te matar. Ele tá nu trem.”

Toni ressabiado olha para os lados…e vê, bem ao fundo do vagão uma chinesinha linda e sensual.

Deve ser ela a espiã, disse a si mesmo.

Num passe de mágica se aproxima da garota e pergunta:

“Ô fia, ôce é espiã chinesa? “

“Meu caro, não vê que sou coreana?… respondeu-lhe.”

Desapontado Toni se esconde no banheiro do vagão e abre seu laptop contactando M em Belzonte.

M era a chefe de espionagem do Alfazema. Bela e severa era impiedosa. Conhecida outrora como o foguete do basquete M havia se formado em arquitetura e urbanismo e se especializado em inteligência junto ao MI 6, em Londres. Lá havia recebido treinamento com não menos do que o maior agente da CIA, o famoso Virson Bernadini. Seu headquarters era na Pampulha, cercada de jacarés e capivaras.

“Toni, seu miserável. A coreana não é coreana, é chinesa. Responde M.”

Toni Bonde entende e, furioso, parte para cima da agente chinesa.

Encontrou-a jogando Squid (Round 6) com os passageiros do vagão. Batatinha frita pra lá e pra cá já tinha morrido metade deles. Entrou no bolo distribuindo karatês e piruetas dignas dos jogadores do tal de Atretis, um time de futebol que ia ser bi, pela prima volta.

Bagunça total. Chu Leh, a espiã aplica-lhe um golpe sujo. Toni se defende e a empurra pela janela do vagão. Um túnel se aproxima e a escuridão se faz. Quando a luz voltou Toni se encontra abraçado com o imperador romano Marcus Antonius (niguém soube explicar o que ele fazia lá. Talvez algo relacionado à um portal quântico). Chu Leh havia sumido. Dr. Yes seu mestre, a havia subtraído do trem na escuridão do túnel.

Toni Bonde fracassa.

M confisca seu fiel Fiat Pulga e o coloca de castigo, no Cruzeiro, com o Luxemburgo, ou seja segunda divisão, perdendo a licença para matar.

Após o terrível revez voltará Bonde à ativa?

Monipênis ainda o amará?

M irá perdoá-lo?

Não percam a próxima aventura

Toni Bonde, o agente secreto mineiro.

 

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