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SHORT STORY OF HOW A POLITICIAN IS MADE
Considerações sobre criaturas que não
deveriam existir
Nasceu…berrava feito um bezerro desmamado. Na sua ânsia
por ter tudo conseguia mamar em ambas as tetas simultaneamente. Empurrava os
irmãos.
Gritava quando não lhe davam o que queria. Tomava
tudo dos outros, na escola, dos amigos, e até dos inimigos.
No jogo de gude roubava as bolinhas, ou trocava as
suas velhas pelas novas dos amigos. Dizia que era um óbulo pela amizade que
lhes tinha.
No futebol de rua marcava faltas que não existiam,
dizia gol quando não era, levava a bola, que não era sua, para casa que não
tinha. Falava feito pobre na chuva…
Na escola nunca estudou. Colava tudo e de todos.
Fazia bullying, era um chato de
galocha.
Cresceu inútil. Namorava mal. Irritava as meninas.
Achava-se o bom geral e com isso pensava que as moças fariam o mesmo. Ledo
engano, casou com um trubufú. Ainda não havia entrado para a política.
Os irmãos, engenheiros, médicos, úteis à sociedade
olhavam para ele e pensavam: Será que servirá para alguma coisa?
Em política ficam os que não servem para nada. Todos
que almejam algo na vida, que têm visão de um futuro melhor, não somente para sí
próprio, mas também para a humanidade, se dedicam aos estudos, à obra de se
construir algo, que, por menor que seja, significa um passo adiante , uma
realização real, uma satisfação de dever cumprido.
Os que almejam a política lá chegam com um único
objetivo…locupletarem-se. Por as mãos no poder, mandar e desmandar, fingir que
o fazem para o povo quando na verdade o fazem para eles mesmos.
Dizia um grande político (claramente inútil por excelência)
que esta criatura, o politiko (em
grego) pensa em primeiro lugar naquilo que é bom somente para ele, em segundo,
o que seja bom para seus grandes financiadores, em terceiro para os que o
sustentam no poder, em quarto para os que são seus laranjas e em último para o
povo que o elegeu. Afinal, estes últimos nada são do que meros idiotas úteis…
Como são obstinados na arte de chegar ao poder quando
lá chegam se agarram como morféticas sangue-sugas (leaches), vampiros famintos pela seiva da vida que sugam
continuamente.
Nosso herói um dia lá chegou. Ao chegar já havia
cometido toda a espécie de falcatruas, obviamente executadas pelos seus
laranjas e asseclas. Dizia-se dono da verdade mas quando acuado não sabia de
nada e de nada sabia, como nunca soube e jamais saberia (esta parte era a única
verdade).
Quando chegou, mudou de mulher. Jogou fora a mocréia
do passado e arranjou uma assanha criatura de peitos pontudos, bonita e
baranga, mas gostosa. Melhorou a imagem…
Traiu à todos, especialmente aos que o elegeram.
Afinal, estes bocós lhes davam os votos apesar de tudo. Bastava, na época das
eleições, distribuir uns sanduíches de mortadela, e usar seu velho slogan…rouba,
mas faz…
Achava-se imortal. Voava de graça, comia e bebia do
bom e do melhor, tinha pilhas de dinheiro em colchões, malas, bancos suíços e
até enterrado no sítio que amava, morava, visitava, mas não era seu. Às vezes
negociava um apartamento, um imóvel, que também não eram seus, para pagar uns
advogados.
Esta era a parte que ele não gostava. Como pagar causídicos
se ele não ganhava nada? Como espantar o chato do jornalista? Já havia casado
com uma. Pensou que quando jogou o trubufú fora e pegou a baranguinha do jornal
das seis estaria protegido. Mas ela, a danadinha, queria mesmo era dinheiro.
Como ele não o tinha, arranjou um empreiteiro para lhe dar a mesada pedida.
Apesar de sua pretensa imortalidade morreu….morreu de
câncer, é claro.
E no rabo…
E foi no fiofó que levou a primeira espetada do
tridente de Belzebú, lá nos infernos para onde foi e não ficou. Pois o dito era
um perfeito emissário do Diabo. Melhor arregimentador de almas não existia. Após
algumas espetadas dolorosas foi mandado de volta para fazer o mesmo…ser político.
Uma coisa é certa, o esperto Tinhoso não o queria em suas paragens…criava muito
caso.
Assim,
Nasceu de novo…e berrava mais ainda.
Desgraça pouca é bobagem…





quem e? Lul, Aecio, Cunha, Botafogo???
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