domingo, 23 de junho de 2019


PELADINHA

Nem peluda era. Daquele tipo leve, poucos pelos, muitas formas.
Que deleite.
Os olhos recebiam o colírio do amor.  Marejados… de felicidade.
Mas mulheres são assim.  Se tem, há que tirar…
Então fica pelada, peladinha.
Ah…caros homens, quem há de reclamar?
Dizem que a moda dita.  E a dita moda fala …pelada!
Amanhã…peluda!
Se peluda ou pelada, pra mim não vale nada,
O que vale é o vale onde o pêlo estava.
Hoje pelado, outrora peludo…
Eu perdido…
Me despeço, sem fala.

sábado, 22 de junho de 2019


PALAVRAS



Sussurro…namora
Frisson…sufoca
Amante…perfume
Delícia
Nunca deixa, envolve…
Suave sede
Molha a mulher macia…
Intenso arrepio
Sente, finge, lambe…
Sensação
Que me declara às claras
Oh linda morena
Sonho de amor

JOHNNY

quinta-feira, 20 de junho de 2019


CONTOS DE OURO PRETO I

Toledo

Nas montanhas de Minas existe um brinco de cidade. No sobe e desce morro esconde algo lindo que o tempo ainda não destruiu.

Casarios coloniais justapostos, igrejas barrocas quebrando o ritmo das portas e janelas, cores deliciosas contrastando com o anil do céu e a silhueta do Itacolomi.

Nos seus 300 e poucos anos esconde não somente o ouro que ainda lá está mas junto á ele, os fantasmas daqueles que materialmente daqui partiram deixando seus espíritos à vagar, atrelados ainda à cobiça, ao brilho do metal, às intrigas e traições que ali frutificaram.

Em cada bar, na sacristia das igrejas, em contos nas noites frias de junho seus espectros ainda vivem assanhos à encostar no curioso turista, à pedir por algo que não escuta, à sugerir subliminarmente onde seus tesouros se escondem, onde o amor perdido se foi, onde o amigo se matou.

Nos ardis, nas elucubrações soturnas, nas histórias contadas e escritas, nas sepulturas, no fundo de suas minas abandonadas acha-se o vestígio da verdade, as intrigas não resolvidas, a curiosidade satisfeita e aquela que move almas à procura de uma resposta ou recompensa.

No caminho de Mariana encontrei, quando ainda estudante de arquitetura, uma figura simpática de um ex-sapateiro, esperto, de olhar brilhante e sorriso alegre. Dizem as línguas ouro pretanas, e são muitas, que teve a fortuna a lhe sorrir. Seu nome era Toledo.

Trabalhador que era deu-se ao gosto das belezas antigas que existiam em cada casa, em cada canto desta misteriosa cidade. 

Passou, quando podia, a colecionar umas e outras peças que podia comprar com as economias de seu trabalho.

Casado que era com uma mulher de dotes culinários exemplares, oferecia aos amigos e clientes de sua lojinha de antiguidades um delicioso cafezinho, uma linguicinha frita de sabor ímpar e, não menos importante, as cachacinhas que trazia das fazendas que visitava quando de suas incursões à procura de imagens barrocas de capelas rurais, fazendas e coleções de família. O pequeno elétrico e espoletado filho único o acompanhava e ele o ensinava à apreciar a arte de comprar e vender com uma paixão tão efusiva que incendiava os olhos do comprador como sua mais bela aquisição.

Curioso que era perguntava sempre por objetos que podiam ser vendidos. Numa destas aventuras comprou uma casa semi abandonada e cheia de fantasmas. A casa era real, os fantasmas talvez nem tanto, mas o ouro que nas paredes achou era da mais fina qualidade. Isso é o que todos dizem. Ele, entretanto nunca o confirmou, mas eu que o conheci por muitos anos acho que um pingo de verdade ali estava. Talvez os fantasmas existissem e lhe sussurraram para quebrar a parede e encontrar o botim. Talvez fosse sorte. O fato é que outras casas comprou e a tal sorte lhe sorriu de novo.

Seu negócio expandiu. Dele comprei muitas peças barrocas. Uma Nossa Senhora do Rosário, de artista português, mais linda do que qualquer imagem do famoso Museu do Oratório. 
Dele ouvi histórias, regadas à mais fina birita e sempre acompanhadas de linguiças inesquecíveis.

Um pouco antes de partir deste mundo por saudades da amada que já havia ido, comprou uma casa cuja lenda dizia…” Ali foi enterrada a cabeça de Tiradentes. Com ela um tesouro em prata e ouro”. Ligou-me nos States e pediu-me que comprasse para ele um detector de metais. Dizia que acharia o tesouro mas tinha medo do feito. Isso porque todos os que ali moraram e tentaram, morreram de morte horrível. Um fantasma de um guardião ali estava e trazia fim terrível àqueles que se aventurassem a descobrir o mistério. O detector o salvaria das garras de tal guardião.

Acho que desistiu. Seu espoletado filho que a casa herdou não se arrisca. Mas arriscou a comprar outra mansão, mais histórica, mais velha ainda e, é claro, cheia de fantasmas. Nela coloca suas economias para restaurar e dela fazer um centro de eventos. Já vi a obra, algo para levantar sobrancelhas. Cheia de minas de ouro, algumas ainda com o vil metal, fantasmas de feitores e escravos num morro chamado de Queimada, onde em passado distante milhares de negros morreram torrados pelo fogo.

Mas esta é uma história para o conto de numero dois.

Os fantasmas do morro da queimada!

Até, então.

terça-feira, 18 de junho de 2019


FALÁCIAS E MENTIRAS

Mentir, mentir, mentir…
De tanto falar, verdade ficou!
Dizem os mestres da mentira…
Em terra dominada e aparelhada por bandidos e crápulas a mentira é usada para convencer os vazios intelectuais daqueles que idolatram cretinos que se dizem defensores de pobres e oprimidos.
Sim, infelizmente uma verdade na mentira que pregam, oh embevecidas criaturas, com seus lavados cérebros, que acreditam em tudo que vem da boca destes famigerados seres.
Transformam o fato, retorcem a história, inventam, chafurdam, insultam, atacam.
Bando de lobos famintos interessados somente no vil metal que roubam sem piedade.
Segundo esses ratos…os fins justificam os meios.
Um notório ladrão, hoje encarcerado, mas de natureza vocífera, brada:
Não foi facada…não saiu nem sangue!
Os babacas de plantão repetem…Não foi…não foi…
Dá-lhe mortadela…
Soltem o apedeuta! Injustamente condenado. Roubou só um pouquinho…bilhões e bilhões…
Mais mortadela…
Prendam o juiz honesto…botou o Ali Babá na cadeia…Que horror, tadinho do bichinho barbudo, só vomita besteira!
A anta, que presidenta já foi, está na Rússia…fazendo o quê?? Reciclagem em Lenine? Abluções à Stalin??
Quem paga??
Enquanto isso aqui estamos, com jornais safados trabalhando a notícia em mentira, o fato em falácia.
Com tantos ignaros nesta terra não me surpreende que haja ouvidos e olhos para tal enxurrada de asnices.
Sorry, I couldn’t resist!

domingo, 16 de junho de 2019


CLEPTONISMO



Cleptonismo, neologismo petista.

Um transtorno de controle de impulsos que resulta em um impulso irresistível de roubar (cleptomanismo) somado à deletéria doutrina comunista. Prefixo clepto + sufixo nismo (de comunismo).
Nova forma de fazer política à todo o custo desde que resulte em sacos de dinheiro para os cretinos que se dizem representantes do povo.
No Pindorama esta prática é bastante comum. Gera debates intermináveis nos quais os vermelhinhos se despontam como defensores de um povo (massa de manobra) contra fantasmagóricas elites que assombram o planeta. Têm um líder…claro…um ladrão. Mas é um ladrão ídolo. Meio parecido com o tal de Ali Babá, um habibe idolatrado nos contos das mil e uma noites. A ele se misturam Robin Hoods, os tais que roubam mas fazem e os que se dizem ilibados e vítimas de aleivosias quando pegos com dólares em cuecas e calcinhas.

Diziam que comunismo não pegaria no Brasil. Mas, já pegou.

Diziam que o povo é honesto. Mas, não é, pois defende ladrões.

Na mistura insana da roubalheira e da ideologia dèmodè sai o CLEPTONISMO. Verdadeira mercadoria fabricada ao sul do equador. Material de exportação. Estamos à frente da Nigéria, dos regimes comunas que ainda existem, agora bancados por narcotraficantes e criaturas do gênero.
Querem livrar o super ladrão da cadeia nem que para tal soltem outros do tipo Cabral, Cunha e espúrios do gênero.
Saiem às ruas vestidos de vermelho. Entoam cânticos de ordem, comem pães com mortadela, ateiam fogo em pneus.
Aparelham as cortes de justiça com togados safados e regados em espécies verdes.
Nada como uma “gruja”, um caraminguá…

Viva a Cleptocracia…

O Cleptonismo nasceu!!!


sábado, 8 de junho de 2019


ELOCUBRAÇÕES


O presente, passado e futuro são concomitantes. Em um círculo se interagem no imenso vazio do tempo.
Se assim são ou o fazem estamos sempre vivendo com as alternativas que se apresentam, inclusive aquelas de forma quântica.
No emaranhado das opções e oportunidades, vivemos todas, somos gatos de Shorödinger escolhidos quando a caixa de surpresas da vida é aberta.
Caminhos bifurcados, amores achados e perdidos, coisas que fizemos e não queríamos fazer, enfim, todas as opções realizadas. Somente não sabemos vivê-las simultaneamente, embora o façamos sem interagir.
Num universo de mundos paralelos e infinitas resoluções continuamos a nos achar ser nele o centro.
Oh… pobres criaturas. Não tens o mínimo de compreensão para veres que não passamos de um atmo na existência de tudo.

segunda-feira, 3 de junho de 2019


AMANTE DESAMADO

 Quando a viu pela primeira vez uma onda de amor dele se apossou.
Sonhou, chorou, implorou. Queria que fosse sua, queria ser somente dela.
Aqueles lindos olhos cristalinos, curvas suaves faziam nela ver somente virtudes, unicamente a beleza de um cego amor que não mais se esvaneceria.
Trocaram palavras, nem sequer se tocaram.
Para ele bastava a presença.
Mas a bela amada não o amava. Talvez achasse interessante aquele desvario, talvez quisesse ser idolatrada. Mas a linda moça, rebelde, esvoaçante partiu para outro e com ele se casou.
No farfalhar de pensamentos desconexos viu onde havia errado.  Médico que era, no afã de proteger a amada  pediu-lhe que não fumasse. O interesse que ela tinha por ele esvaneceu-se como a fumaça de seu cigarrete. Nunca mais a viu…
Mas nunca é somente uma expressão, pois nunca e sempre não existem e quiçá em sonhos se assanham.
Casou também, trocou de amores como se trocava de camisas, sempre a procura daquela em outras. Mas não achava, por isso trocava.
Um belo dia o sol lhe iluminou com raios diferentes. Reflexos de olhos de cristal aos dele se cruzaram. A diva havia ressurgido e um raio fulminante nele tocou bem no fundo de seu coração, acendendo a chama do amor perdido.
Louco ficou.
Insano de delícias amorosas, pensamentos em espirais divinas se desenhavam em um amor mais ardente, uma paixão mais tórrida, uma luxúria escaldante.
Ela, à estas alturas descasada, vivia com um certo desdém para seres do sexo oposto. A vida lhe havia tirado os prazeres das carícias o desejo de corpos nus, a embriagues do amor por corriqueiras histórias entre os amigos que tinha, os filhos que tivera e o netos que se avizinhavam.
Ele, voltou aos sonhos, e cego continuou…
Aceitou seus avanços. Estes entretanto, somente com distância regulamentar. Nada de beijos, abraços, mãozinhas e afagos. Podia a ela adorar, somente venerá-la, somente idolatrá-la. Era o preço do reencontro, a penalidade das fumaças proibidas.
À essas fumaças sucumbiu. Não faria mais nada para contrariá-la. Somente queria embevecidamente ser seu escravo.
Mas a bela diva, peça de um conto shakespeariano, somente o aceitava. Não o amava. Ou se o fizesse, era sem os adereços e enrolar de mãos e beijos.
Se fosse platônico penso que ele talvez aceitaria. Se fosse distante certamente, pois à distância já havia ficado e à distância continuava amá-la.
Mas amor unilateral soa como masoquismo inconteste.
No sofrer masoquista se entregou ao sadismo oposto e nele sucumbiu…
O proposto amante desamado ficou.
Hoje procura por moça em seus vintes, assanha e sedenta de prazeres. Pensa ele ser capaz de nesta aventura ter sucesso. Mas os amigos, sábios que são, já lhe avisaram…
Outros que esta trilha de aventuras seguiram morreram.
E, o fizeram na noite de núpcias.