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| Flor misteriosa |
sábado, 17 de agosto de 2019
sexta-feira, 16 de agosto de 2019
CASTANHO E A IDEOLOGIA DE GÊNERO
(As aventuras de Castanho, o agente do Mossad)
Castanho era uma espécie em extinção. Aquele de um gênero só,
que quando olha para baixo vê uma torneirinha e sabe para que serve. Não se
dava muito bem com os desmunhecados do planeta. Não os discriminava mas não
queria nada com eles.
Gostava mesmo era de mulher, magrelas, segundo ele.
Em Brasília um gringo estrambótico chamado Verdevaldo, do gênero
Snowden, indefinido e babaquara se arvorava em jornalista investigativo. Um
palhaço do norte a se assanhar ao sul do equador. Gostava de outras criaturas mal
resolvidas como ele, sujeito azedo, de sotaque horrível, de amigos pederastas.
Juntou-se à um bando de Araraquara e criou os ararahackers hackeando tudo que não
podiam hackear. O objetivo máximo era soltar o maior ladrão do universo, o tal
de Lula, o apedeuta. Estava claro que o sujeito tinha mau gosto.
Bibi (nosso herói primeiro ministro) sabia que Castanho era
impiedoso com criaturas que fogem aos padrões normais de genética. Como era
amigo do El Presidente, pediu ao Castanho que desse cabo da ameaça frígida do
norte. Sugeriu soltar as abelhas cibernéticas no bicho. E Castanho não se fez
de rogado.
As abelhinhas eram uma gracinha. Bonitinhas, pequeninas e
com uma câmara de resolução ímpar mostravam tudo o que acontecia em tempo real.
Castanho já sabia como se livrar do Verdevaldo.
Em umas das gravações viu que os ararahackers manipulavam
os dados hackeados. Não achando nada que incriminasse e soltasse o morfético líder,
simulavam vozes, alteravam textos, inventavam fatos inexistentes. É claro que
tudo isto era feito regado à pilhas de euros, dólares, rublos e reais, As
moedas da Venezuela foram logo descartadas. Ocupavam muito espaço, não valiam
nada e, se passasse 15 minutos, valiam ainda menos. No farfalhar das notas e
mensagens manipuladas encontraram uma comunista, bonitinha, magrinha, do jeito
que o Castanho gostava, peladinha debaixo da pilha, mandando beijinhos aos seus
descerebrados correligionários.
Castanho apaixonou-se. Tinha de eliminar a competição e
ficar com aquela coisinha só para ele.
Combinou com a CIA e raptou Verdevaldo e seus asseclas
ararahackers e os soltou de paraquedas no meio de Caracas,
De início os araras e Verdevaldo foram presos e estuprados
mas, como gostavam de ser enrabados pediram por mais. Os torturadores de El
Maduro já se davam por vencidos. Haja pau!
Os caras eram insaciáveis.
Quando o grande rei da Bolivária descobriu que Verdevaldo
estava ali imediatamente o contratou para seu porta voz e pediu aos araras para
hackearem o Trump. Tudo ia às mil maravilhas só que porta voz de idiota deve
ser mais idiota do que o idiota, ele mesmo. E, na idiotice que se fez, mais
irrelevante se tornou.
Suicidou-se com uma vara no rabo.
A comuninha não gostou de Castanho. Comunas não gostam de
judeus.
Castanho ficou estupefato.
Mas como todo homem do Mossad completa suas missões ele
assim o fez, com brilhantismo.
Pôs a culpa na narizinho empinado. Pediu que a disléxica
fizesse um discurso no Parlamento, não esquecendo o vento estocado e contou
para o molusco que os seus filhos não eram dele e sim do entregador de gás.
Zoneou tudo e a imprensa pirou!
Os ararahackers se confundiram e hackearam o telefone do
Maduro. Nos diálogos o dito confessava que era uma Drag Queen nas horas vagas.
O corpo de Verdevaldo empalado e suicidado sumiu em Cuba.
Castanho ganhou outra medalha e mais dois escudinhos do serviço
secreto.
A revista Veja foi vendida para o Granma. Faliu
subsequentemente.
O tal Intercept foi interceptado, não serve nem para papel
higiênico nem mudando o nome para Crapper.
E a vida continuou…
quinta-feira, 15 de agosto de 2019
CASTANHO METRALHANDO A PRAÇA
(Aventuras de Castanho, o agente do Mossad)
Sucesso total!
Em São José dos Campos, disfarçado de médico, Castanho o
agente, cumpria ordens de Bibi, seu líder.
Suas experiências com abelhas eletrônicas eram um sucesso
total. Com as doses maciças de própolis chegou a transformar alguns seres
humanos em abelhas gigantes. Aumentou a produção e passou a ganhar um mel
extra.
Numa manhã ensolarada recebeu uma mensagem codificada de
Bibi. Pedia que fosse a Belo Horizonte. Havia informações que um terrorista árabe
estaria metralhando a praça.
Em Belô Castanho encontrou-se com a antiga amada. Chamas de
paixão arderam e ele, novamente, cometeu erros crassos e foi novamente chutado,
impiedosamente. Desesperado passou a metralhar com os olhos qualquer coisa que
vestia saias. Não acertou nenhuma. Pensou que ele mesmo era o tal terrorista
metralhador.
Mas o terrorista era outro. Um habibe chamado Aburrachid,
que vivia metralhando a praça.
Na realidade Aburrachid vendia tecidos. Concorria com outro
habibe chamado Abdala, que era fogo na roupa.
Castanho que tinha um senso de humor precário não entendeu
a jogada. Viu nos habibes terroristas metralhando e ateando fogo. Mas, os
coitados arabescos só vendiam chitas e chitões. Um metralhava os preços o outro
punha fogo neles.
Tinham ate musiquinha:
“Aburrachid…metralhando…a
praça!!!”
“O
Abdala é fogo na roupa, com ele ninguém pode, veja a fama que ele tem…”
Mandou para eles uma caixa de abelhas cibernéticas. Os
coitados nunca mais foram vistos.
Novamente Bibi lhe deu outra medalha e até um escudinho
para colocar atrás da lapela. Assim quando encontrava com alguém ele a virava e
falava: ‘Sou agente do Mossad”!
Infiltrou-se nas montanhas de BH. Para fazer visagem come
bagaço de laranja com sorvete. Acha que faz o maior sucesso mas assusta as moçoilas.
Não come um torresminho nem um camarão, mas come tilápia que come o mesmo que
camarão come, ou seja cocozinhos do fundo d’água.
Como não faz nada que outros mortais fazem fica restrito ao
menu dos habibes, sem as 72 virgens, a única parte boa da coisa toda.
No momento aguarda Bibi chamá-lo para nova missão.
Como detonar Verdevaldo, o bichoso.
Até a próxima!
quarta-feira, 14 de agosto de 2019
AS AVENTURAS DE CASTANHO, O AGENTE DO MOSSAD
(série de três histórias do grande agente secreto)
Castanho era seu nome de guerra. Nunca tinha sido castanho
antes mas, segundo dito por ele mesmo, pintar cabelo sim, cabelo não, de
grisalho, dava muito trabalho.
Quando novo, apaixonou-se loucamente. A amada que com ele
nada queria o mandou para o espaço.
Partiu para o Oriente Médio em busca de outras fortunas e
desgraças. Passou a casar como se troca de camisa. Variedade era a alma do negócio.
Em TelAviv estudou na escola equivalente ao Langley americano.
Virou agente do Mossad, especialista em apicibernética, ou
seja, abelhas abelhudas eletrônicas.
Sua primeira missão foi descobrir o paradeiro do famoso
terrorista do Hamas, o sheik Abdul El Fetid. Comprou um camelo manco e
atravessou a fronteira da Cisjordânia. Errou a direção, parou nas montanhas de
Golã e quase achou o tablete de Moisés, de novo. Mas uma abelha, de verdade,
deu-lhe uma mordida nas partes e foi parar num lindo hospital sírio. Seu camelo
manco fugiu.
No hospital achavam que ele era árabe. Até então, seu
disfarce funcionava. Porém o médico habibe queria vê-lo pelado e, quando o fez,
notou que era circuncidado. Ouviu-se um grito e uma turba de turbantes saiu em
desabalada carreira atrás de Castanho, pelado e apavorado.
Fugiu para o mercado mais próximo e roubou uma burca.
Fingia comprar algumas bugigangas quando notou um árabe desdentado e fedorento
dando umas piscadelas com o olho esquerdo. De início achou legal, até retrucou
com duas do olho direito, uma rebolada com as cadeiras e, grande bobagem, o
bruto apaixonou.
Havia um árabe magrelo fumando narguilé. O desdentado árabe
achou que o dito era o marido dela (Castanho de burca) e ofereceu 50 camelos
pela mesma. Sem saber de nada o outro aceitou e o habibe comprador agarrou-a
pelas ancas e a jogou em seu Land Rover.
Castanho em pânico não pode fazer nada. Mas como a sorte dá
suas voltas, no caminho, descobriu que seu novo senhor era nada menos do que o grande terrorista El
Fetid.
Castanho foi levado à um harém com dois eunucos de
cimitarras afiadas vigiando a entrada. El Fetid apareceu pelado, de minhoca em
punho e partiu para cima de Castanho como se fosse o negão da Mangueira, cheio
de paixão. Antevendo seu fim Castanho se fez por rogado. A cada investida
fugia, esgueirava, dançava, rebolava. El Fetid deu-lhe uma agarrada por trás e
Castanho sentindo algo protubero deu um grito fino de puro horror.
Zobra, zobra, zobra….gritou!
Nisto um correligionário se aproxima e avisa El Fetid que
tinham de atacar uma mesquita nas próximas horas. Lá estaria o Imã Aiatolado En
Rolad, líder da facção pro Israel.
El Fetid sussurra nos ouvidos da nova amada que adorava
mulheres barbadas e voltaria para desvirginá-la, sem piedade.
Castanho, num lance de genialidade, solta uma de suas
abelhas cibernéticas para seguir ao sheik. Aproveita a confusão e foge pela
janela. No caminho, correndo em desabalada carreira encontra com o outro habibe
que havia ficado com os 50 camelos. Dá-lhe uma surra. Disse-lhe ter ficado
insultado pois afinal achava que valia pelo menos 70 camelos. Pegou um deles e partiu
seguindo os sinais que a abelha lhe mandava.
Na mesquita, seguia a habibada calmamente, sem sapatos e de
traseiros para cima. O cheiro de chulé era atordoante. Os puns, pior ainda.
A abelha mostrava El Fetid descarregando bombas, não havia
tempo à perder. O grande Imã En Rolad ia morrer.
Mas era sábado, e como nos sábados não se trabalha,
Castanho não quis nada mais fazer.
As bombas explodiram, mataram todos, o Imã, o Sheik,
algumas freiras que por lá passavam, dois padres e até um tibetano gay.
Castanho se salvou sem querer.
Foi recebido como herói em TelAviv. Ganhou uma passagem grátis
para o Brasil para se aprofundar nos estudos da apicultura tropical, o própolis
do amanhá.
Em São José dos Campos usou de cobaias locais para criar um
própolis transformante, homens em abelhas.
Isto será o tópico da próxima aventura.
Até então.
terça-feira, 13 de agosto de 2019
SUPER HERÓIS DAS MONTANHAS
Fiquei doente.
Aconteceu… peguei uma gripe depois de uma intervenção cirúrgica
e, para fazer a salada valer, tomei um porre regado à Negronis e Jack Daniels.
Assim, num final de domingo, cai num buraco, assustei minha
amada e fui para a cama querendo segurar o mundo. Tudo girava e a danada da
cama também.
Na confusão que fiz para mim mesmo já havia apagado quando
o telefone tocou. Minha filha, no hemisfério norte, querendo saber do papai e,
obviamente, manter o controle que as mulheres gostam de ter sobre nós, fracos
homens, ali estava, inquisitiva.
Não demorou para saber que eu não me achava nada bem.
Peguntou-me se havia ligado para minha amada. Esta, também doente, havia sido
poupada de ter que cuidar de um velhinho pinguço. Mas filhas são intempestivas
e no afã de salvar o pai acionou o tal sistema de controle à distância que
havia montado. E, naquela noite escura minha casa foi invadida por três
super heróis das montanhas.
Meio vestido, meio pelado, atendi a porta e me deparei com
uma enfermeira francesa dos Medicins sans Frontières, um renomado jornalista
internacional para cobrir o evento e um médico do Mossad, chamado Castanho.
Adentraram, checaram a geladeira, olharam para mim e decretaram meu fim.
Castanho disse que se tomasse própolis eu iria melhorar e
logo de cara me fez engolir 4 comprimidos gigantes do tal troço. A bela
francesa ofereceu fazer sopinhas e bolinhos, parte que me interessou
sobremaneira. O jornalista anotava tudo, antevendo um furo na CNN.
Os três super heróis partiram não antes de me fazer prometer
e jurar que tomaria remédios, deitaria na cama e me alimentaria. O homem do
Mossad aproveitou para me dar mais uns própolis, pegou meu relógio de parede,
tirou as pilhas e foi embora levando-o com ele.
Minha amada, sabendo do ocorrido passou-me um sabão
daqueles. Disse que pegaria muito mal para ela se soubessem não ter sido ela a
minha salvadora.
Salvadora?
Depois de tomar tanto própolis sonhei que havia me
transformado em uma abelha.
Apaixonei-me pela rainha, peluda, com uma boquinha
esquisita. Quando acordei, questionei o Castanho se não havia exagerado nas
doses de própolis. Minha cabeça estava em curto circuito. Bacco reclamava que
eu não havia bebido mais. Verdade, até que havia sido comedido. Não era das
melhores performances mas a convalescência da operação e o álcool contribuíram
para que eu sonhasse com Caronte e o rio Styxx. Como não trazia o óbulo fui
expulso e aqui ainda estou.
A insistência de me salvar com um tratamento de abelhas já
causava certos efeitos colaterais. De tanto tomar própolis passei a produzir
mel. Até sonhei que havia nascido um par de pernas no meu abdome.
Minha filha ligava para monitorar o tratamento à distância.
Os super heróis contavam tudo para ela.
Não sei se minha transformação chegará a seu fim. Me sinto
melhor mas me sinto abelhudo, com um zumbido constante.
Por isso, se em abelha me transformar a primeira coisa que
farei será dar uma ferroada no traseiro do Castanho.
Não sei o que o famoso jornalista fará. Sua matéria certamente
me colocará entre aqueles que gostaram do filme A Mosca.
A enfermeira francesa continua à oferecer deliciosos
acepipes.
Minha amada continua doente. Não ouso sugerir que tome o
tal própolis.
Aí, não tem jeito. Tenho que virar abelha.
terça-feira, 6 de agosto de 2019
46
(um conto
escatológico)
Não havia alternativa.
A faca
estava à espera.
Intervenção relativamente simples mas, intervenção era, e o local…perto das partes baixas.
Já tinha tido algo por lá. A cena não havia sido agradável e minhas partes pudicas reagiram à contento.
Mas,
apesar de tudo, lá fui eu vestir a maldita roupa
hospitalar. Aquela que é aberta atrás, decotada e assanhada, pronta para mostar o dèrriere já em processo de redução pelos anos vividos.
Enfermeiras,
algumas simpáticas, outras nem tanto. O médico era bom, ajudava a ver o inevitável a ‘La Suplicy”, ou seja…relaxando e gozando!
Furam
aqui, espetam ali, perguntas pra cá e outras pra lá. A sala de cirurgia iluminada me esperava, ansiosa…
No dia
anterior, antevendo o fim que se aproximava, minhas entranhas entraram em
greve. Tudo entrava e nada saía.
Foi assim
no dia da operação, no dia seguinte e já adentrava ao próximo.
Dor nas
incisões misturada com dor de barriga não é nada de bom.
É assim mesmo disse um, passa logo disse
outro…mas… não passava.
Minha sábia amada, preocupada como todas as mulheres o são e, mais ainda preparada, pois elas são assim mesmo, muito melhores do que “nosotros” disse:
Tenho uns
remédios para isso. Um mais leve, outro mais ou menos e um
tiro e queda. Qual que você quer? Receita da mamãe, Dona Maricota.
O mais
possante, retruquei. O tal tiro e queda. Deve ter mais força.
Pois me
deu o 46.
Sim…o 46!
Poderia
ser um 38, 22, quiçá um 45, mas 46 foi o que chegou e eu
despretensiosamente o tomei.
Tudo
calmo no início. Algumas volutas barrocas após umas duas horas e…de repente…uma cólica feroz, assassina, criminosa e veloz! Daquelas que você acha que vai morrer, ali mesmo…
Mal deu
para chegar ao banheiro. Ainda estava andando de pernas abertas, os pontos
latejantes, as pernas bambas. Ridículo…
No sentar
ouvi um tiro. Uma explosão surda, suspeita, algo que
provavelmente seria proveniente de uma bazuca ou um RPG.
Um reboliço estranho, um samba infernal, entranhas em movimento e…bum!
Saiu algo deletério, alienígena e abjeto, na velocidade da luz.
Dei uma
espiada para ver o que estava lá em baixo. Sera que perdi meus
instrumentos? Mas, para minha
surpresa…nada. Somente o borbulhar de água, ainda cristalina, no fundo do
vaso sanitário. Nem um cabelinho chamuscado…nada
de pitibiribas.
Mas como?
Juraria
que algo saiu. Mas não havia prova do crime, corpus
delicti. Nada.
Voltei
para a cama, leve, descompromissado. Liguei a TV.
Na CNN a
bela e loira âncora do telejornal dizia, em inglês, que um japonês havia sido atingido na testa por um
petardo fecal de origem desconhecida. Estava a barbear-se quando o dito surgiu
de seu pristino vaso sanitário eletrônico (com apetrechos de massagem e perfumaria) e o atingiu em
plena testa. Estudos forensicos indicavam material em decomposição de alimentos de origem sub-tropical do hemisfério sul. Chegaram a sugerir uma feijoada, prato típico de brasileiros. Não houve explicação de como ali chegara. A NASA chegou a sugerir o translado quântico de outros mundos paralelos. A agencia Japonesa culpou a
China.
Voltei ao
banheiro e vi o vaso limpo, águas claras e pequenas bolhas à subir.
Não havia prova de um crime cometido. Inocentei-me…
Voltei e
dormi o melhor dos sonos.
Juro que
o tal 46 é mesmo tiro e queda…
Ahhh…Dona
Maricota!
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