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| It's spring time! |
quarta-feira, 27 de novembro de 2019
sexta-feira, 22 de novembro de 2019
A PRANCHETA
E A REALIDADE
Gênios urbanistas, projetando à distância, sem verem o sítio natural,
houveram por bem dar a Belo Horizonte um traçado de Washington ao pé da Serra
do Curral. Assim, criaram ruas e avenidas que se encontravam em aclives ou
declives dignos dos jogos olímpicos de inverno.
Menos mal, no seu traçado original elas pelo menos se encontravam.
Outros gênios que se seguiram apresentavam seus projetos em papel,
mostrando sequentes avenidas expandidas do conjunto original. Os departamentos
de aprovação municipal chancelavam estas joias urbanas.
Com elas temos vias que se “encaixam” com outras 30 metros abaixo.
Avenidas sobre córregos e terrenos doados ao patrimônio público em brejos ou
grotões.
Pior ainda, permitiram os adensamentos desordenados, antigas favelas,
hoje batizadas de aglomerados, como se o mero trocar de palavras as desse
“status” maior.
Há solução?...Sim há.
Em 2516 um arqueólogo examinando os restos de uma cidade destruída por
um artefato atômico, conclui que este era o sítio urbano mais idiota da terra.
Haviam esquecido da topografia, das curvas de nível, dos acidentes geográficos,
dos cursos naturais, do sítio natural.
A bomba havia feito um bem.
quinta-feira, 21 de novembro de 2019
A FORMA É ÚNICA?
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| Oscar Niemeyer's building in Belo Horizonte, Brazil |
A versão construída destes estudos veio a ser concluída por seus discípulos
John Heinrich e George Schipporeit em 1968, no famoso prédio de
apartamentos a beira do lago Michigan, em Chicago, chamado de Lake Point Tower, onde hoje mora Oprah
Winfried.
A estrutura inspiradora tinha em sua forma uma expressão mais livre.
Dela resultou o vaso de cristal de Alvar, o Aalto Vase, em 1937. Os
apartamentos de Chicago, em forma de “Y” estariam em linha com a interpretação
de Niemeyer no seu edifício na praça da Liberdade, em 1954.
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| Alvar Aalto's vase |
Mais tarde, Herzog e seu companheiro arquiteto criaram o museu da Universidade
de Cottbus, na Alemanha, uma obra prima que interpretava a transparência
advogada por Mies e replicada no vaso de Aalto, de forma translúcida e não
transparente como nos apartamentos de Chicago e Belo Horizonte, este ,
introduzindo as linhas cilíndricas horizontais a flutuar na leveza do vidro.
Como escultura, objeto de admiração, a obra de Niemeyer é deliciosa de
se ver. Como forma em um conjunto neo-clássico e equilibrado como a praça da
Liberdade ela distoa pela altura disproporcional.
Quando criada, o conjunto superior assentava-se sobre pilotis abertos e
convidativos, estabelecendo a tão nescessária procissão de entrada, preconizada
por Paladio. A adição de gradis ao longo do perímetro afronta o conceito
original e enclausura o edifício em relação a convidativa praça onde se situa .
Como toda a sua obra, de caráter genial, Niemeyer esquece-se da função
para prestigiar a forma. A solução
diagramática dos apartamentos é pouco prática e carece de um detalhamento mais
fino. Também a qualidade dos detalhes construtivos prejudica a pureza da forma
criada. Nisto a obra se difere bastante daquela feita em Chicago, por Heinrich
e Schipporeit.
Não difere, entretanto, no conceito básico, aquele estudado por Mies Van
Der Rohe, um dos grandes mestres do movimento Bauhaus. Prova que tudo que é
grande na genialidade humana evolve em peças e obras tão espetaculares como
aquelas da criação original. A arquitetura é uma arte em evolução. A base é a
mesma, calcada no que serve de exemplo para as interpretações estéticas do
futuro. A forma evolve e se adapta a novas funções. A engenharia segue os
passos do criador arquiteto.
segunda-feira, 18 de novembro de 2019
sábado, 16 de novembro de 2019
WRONG TICKET
A estação já
havia sido bonita. Em seus dia de glória, um burburinho frenético enchia as galerias. O ir e voltar de pessoas pareciam
pintar movimentos sem destino. E este, deixou-a despida, envelhecida, quase
abandonada.
Em seus trilhos passavam dois trens,
depois da meia noite. Neles também desfilavam cargueiros sem o charme dos vagões prateados, das
janelas panorâmicas onde se podia
ver o viajante em seus sonhos distantes, olhares perdidos, à procura de um
destino.
No alto da noite, sempre fria, o
barulho metálico das rodas sobre
trilhos, anunciava o chegar da composição suja, desgastada e sempre atrasada.
O guichê, atendido por um insípido funcionário, mal vestido e
sonolento, vendia passagens que quase não eram mais ali compradas. Mesmo assim, ele, que não era dado às modernidades tecnológicas, em voz rouca
pelo tardio da madrugada, solicitou o bilhete de um só destino.
Não o conferiu.
Achou que era melhor se acomodar no
vagão de poltronas rôtas, talvez com um
cochilo adornado pelo balançar
monótono, no estalar metálico de rodas em aço surrado pelo tempo.
Colocou-o ao seu lado, à
espera do condutor.
Dormiu.
Não percebeu o vazio do carro. Não percebeu o escuro
cinzento, o zumbido enlouquecedor de lâmpadas em curto, amareladas, cansadas de iluminar.
Não percebeu que os estalos metálicos já não mais se faziam
ouvir.
Dormia em sono profundo. Dormia como
se estivesse em outro mundo. Nem sonhos sonhava…
Quando abriu seus olhos, não viu o que vira
antes. Via um corredor enorme, ladeado por portas escuras, em uma cadência alucinadora como
os reflexos de espelhos paralelos em uma casa de horrores. O cinza prevalecia,
a ausência de cores indicava
uma tristeza permeante que entrava em seu ser, devorando-o, subjugando-o à sensações que não havia ainda
experimentado.
Olhou para o seu lado. O bilhete ali estava como deixado.
Tomou-o em suas mãos e
o leu, pela primeira vez.
. One Way Ticket to Hell. No refund. No exchange
Não acreditou no que via. Leu, releu. Apavorou-se. Um frio,
de proporções árticas, subiu-lhe a
espinha.
Que teria acontecido?
Lembrou-se do atendente. Lembrou-se
de subir no vagão,
olhando a estação vazia, e,
recordou-se do carro, cinza, sujo, decrépito e lúgubre.
Refez todos os seus últimos
movimentos. Sabia que dormira, mas por razão que não
conseguia explicar, sentia-se ainda preso ao sono absorvente que mostrava-se não ter terminado.
O corredor sem fim parecia
alongar-se. Uma porta de almofadas negras surgiu do nada, emoldurando o seu
possível fim.
Moveu-se lentamente, olhando em
todas as direções. Aproximou-se…
Com um estrondo súbito, estridente e
esganiçado, abriu-se…
Uma figura de expressão indescritivelmente má surgiu-lhe à frente.
Era um homem. Teria a idade daqueles
que a idade não conta, nem é contada. Seus trajes,
em frangalhos indicavam estilo somente ligado à velhos marinheiros do século XVIII. Azul marinho, que nem marinho era mais. Botões largos, frouxos,
desbotados.
Tinha um saco às costas. Segurava-o
como se alí existisse algo de
mais precioso.
Sua boca era larga, seus dentes
podres, hálito fétido, sujo, sebento,
com rugas em sua face que mais pareciam cicatrizes de guerras certamente
perdidas.
Não era amistoso. Avançou, babando uma baba amarela, gosmenta. Seus dentes
pareciam afiados, pingavam o que parecia ser sangue.
Ele, desesperado sentiu-se perdido.
Encostou-se em uma das portas esperando o desfecho que já deixava a dor do pânico incontido,
devorando seu ser.
No torpor da morte certa sentiu em
suas mãos um bastão. Não sabia de onde veio,
mas alí estava.
Com força e fúria descomunais
desferiu um golpe sêco,
no alto da cabeça da
criatura.
Esta, caiu, estatelada, inerte…
De seu saco saiu uma serpente. Um
monstro. Esverdeada, escamada e vazando um líquido verde, pastoso e ácido. Imensas presas se faziam mostrar. Seu enrolar
indicava um ataque iminente.
O sibilar e a visão da língua bifurcada perto
do seu rosto lhe deu talvez o último
movimento de defesa.
Novamente, sem explicar como,
surgiu, em suas mãos
uma barra de ferro, afiada, pesada e longa. Com ela desferiu uma estocada
certeira no cérebro da víbora, transfixando-o,
em um só golpe. O monstro, que
não havia ainda morrido,
tentou envenená-lo com um ferrão venenoso, localizado
em sua cauda.
Não conseguindo evitar o ataque, foi picado e alí ficou, paralisado,
vendo mas não sentindo, pensando,
mas em turbilhões, sem sentido,
sonolento, como que se aquele sono do vagão ainda estivesse presente.
Pensou que ia morrer. Pensou que o
inferno que o rodeava era o presente pela sua vida anterior, pelas suas falhas,
incompreensões, orgulho e traições.
Não sabia rezar. Nunca
soube.
Mas
rezou…
Rezou
a reza confusa dos seres em confusão. Rezou a reza triste dos seres em desespero. Rezou a reza
constrita dos que imploram pelo perdão de última
hora.
O
bilhete comprado lhe havia levado ao juízo final.
Mas
aquele bilhete não era
o que havia pedido ao atendente.
Queria
Chicago.
Na
sua reza final, lembrou-se disto. Era um bilhete errado. Não era seu, era para
outro alguém, um amaldiçoado em desventura.
Sentiu
seus pés sendo puxados,
arrastados. O corredor se tornava longo, novamente. Parecia que retrocedia. No
voltar ouviu uma voz distante… “O que fazes aí?”…
Acordou…
Em
bicas, suava, a cama molhada, lençóis embolados, olhos esbugalhados…balbuciou…
My God!
Me
venderam o bilhete errado!
segunda-feira, 11 de novembro de 2019
URSO
Disse ele: é lindo! Gostei, acho que voltaria. Brazil is beautiful!
Americano, não havia visto nada igual. Também, vejam o menu:
O tira-gosto era ótimo. Lá no Bracarense, no Leblon, a cerveja era
gelada e o ambiente descontraído pintavam um Brasil gostoso de se ver e
saborear.
Fomos para o Bofetada, em Ipanema. Tinha um hospital do outro lado da
rua. Os médicos de lá desciam e se reuniam num canto do bar com seus
instrumentos. Não os bisturis e outros de gênero, mas o cavaquinho, o bandolim e
o violão. E de lá saía o som mais delicioso, um chorinho da melhor qualidade.
Embalavam os doentes....só nesta terra.
O chope, servido em minúsculas mesas que se espalhavam pelo passeio e
adentravam a rua, era gelado e com colarinho de padre. Dentro do figurino.
Quando vinha um carro a gente levantava, puxava a mesa e esperava para passar.
Voltava-se à música, com prazer.
Quem nos levou, com sua barbicha branca e olhar sereno foi o Bill. O
Bill era um urso, de sobrenome e tamanho, mas gentil e mordaz. Tinha sido o
pianista da Luz Del Fuego, uma diva do Rio de outrora que nua se enrolava com
uma serpente, na Lapa e em Copacabana.... Grande época das vedetes.
Conhecia a sua terra adotiva, pois tinha nascido em Juiz de Fora... como
a palma da mão. Em especial os basfonds
da Lapa. E com ele vinham os melhores pontos para se comer, de sardinhas,
empadinhas a outros petiscos nunca sem antes passar por um café da manhã, à
americana, no Cafeína.
Daí a exclamação é lindo...não tinha facada em ciclistas, arrastão de
praia, assalto de celular. Só levava aonde sabia que você ia adorar.
De tão inteligente foi pescado pela GE e levado para Cleveland. Vejam só,
do Rio de céu anil, sol à mil, para os cinquenta tons de cinza do lago Erie.
Chegou a inventar um líquido mágico que passava em seu terno. Ficava avesso às
chuvas. Foi assim que conheceu uma flor que se chamava Flor, ela de sombrinha e
ele na chuva sem se molhar.
Nunca esqueceu dos pés sujos do Rio. Era muito mais carioca do que
mineiro, mas já tinha um quê de gringo. Também, 60 anos por lá tinham que fazer
alguma diferença.
Foi embora, como todos vamos um dia. No Brazil, com z, só via encantos
mil. Flor, mais satírica, avistava somente o Pindorama.
Faz muita falta. Machuca o coração.
Ganhou Luz Del Fuego. Poderá ver seu antigo companheiro de novo, sem as
cobras, é claro. À nós sobra o Pindorama que sem ele, não e mais bonito...
não é Brasil
domingo, 10 de novembro de 2019
TROCARAM O
DEFUNTO
A Filó morreu!
Meu Deus, logo a Filó? Tão jovem, tinha um mundo pela
frente.
Estavam no carro. O WhatsApp corria célere. Notícia
ruim é assim, voa como o vento. Vovó chorou...um choro triste e copioso.
Tadinha da Filó. Tão bonitinha...
Vovó, a Filó tinha 80.
Mas era bonitinha...
O telefone não parava. Qual Filó? A do Tio Asdrúbal ou
do Bené? Tá aí, não sei...toca à dedilhar...qual foi?
Foi a do Bené. Meu Deus, era mais velha ainda...
Mas era bonitinha, disse a vovó, chorando.
O pimenteiro é às quatro. Pera aí, corrijo, o enterro é
às quatro.
Já avisou as outras irmãs? Tô fazendo...
Tio Tatão desmaiou. O Bené também. Disse que estava
olhando para ela, parecia tão viva...
Pera aí, tá chegando outra mensagem...Não foi a Filó
do Bené, nem a do Asdrúbal...Foi a do Genésio!
Era bonitinha também, disse a vovó. E chorava de novo.
Mas vovó, a Filó do Genésio morreu no ano passado. Eu
fui no pimenteiro...
Olha, o tio Tatão disse que a Filó está mexendo...Então
não morreu...Deve ter sido a do Asdrúbal.
Pera um pouco. São três Filós. Uma já tinha morrido, a
outra ainda está viva e a terceira tá aqui com a gente, no carro.
Desliga esta desgraça, só dá notícia ruim. Mas quem
morreu então? Já vou saber, tô perguntando à tia Genovilda. Ela sabe de todas
as fofocas.
A Genovilda não, disse a vovó, ela é feia. Não toma
banho à mais de dez anos, é meio excêntrica.
Mas sabe de tudo vovó. Se tem um pimenteiro, digo
enterro, alguém morreu...quem foi?
Já tenho a resposta, a Genovilda não falha...Foi a
Filó mesmo, mas a do vizinho...
Essa eu não conheço, ainda bem que mataram a Filó
errada.
Mas era bonitinha, também... e parou de chorar.
sábado, 9 de novembro de 2019
TRIÂNGULO
Nasceu
à
sombra das pirâmides.
Nem árabe
era, mas era equilátero.
Talvez
isósceles…
Certamente
hetero.
Não
pensava em uma linha, mas em três.
Assim,
não
tinha vez…
Prolixo,
se achava,
Tinha
GPS, se triangulava.
Um dia
descobriu ângulos…
Tinha
os seus.
Mas
queria a bissetriz,
Não a
sua, pois não a tinha.
Mas
sabia que acharia,
Uma outra,
uma gracinha.
Apaixonou-se
por um tetraedo.
Casou
com o poliedro.
Em triângulos
se perdeu.
Mas
uma bissetriz achou,
E por
ela morreu…
A
morte é
escalena,
Lhe
levou com a bela Lena.
Num
triângulo
amoroso,
Se
encontrou com o tinhoso.
No
inferno que ficou,
Descobriu,
não
o triângulo,
Mas π
(pi) bem redondinho…
Num
mundo sem nenhum ângulo.
Alí,
no tridente, espetado…
E,
cozinhado,
Lá
estava, assadinho…
TIME AND LIFE
Time
and life are both like lines. Moving linearly, never coming back.
Time
continues, forward. Life ends, suddenly.
When
you live a life, is like a script of a plot, with interacting actors, that can
love, exist, or become known to each other. The plot tells the story of
successes and disappointments, love, and hate, always forward. There is no
flash back.
Time
plays with life as they move alongside each other. From young we become old,
from close we become distant, we change tastes as we change lovers. The plot
never repeats itself. It is only played once. Like in a train, “all aboard”,
shouts the conductor. If you miss it, it will never come back, moves only
ahead.
There
is empathy between the beings that live in this linear drama. For some
inexplicable reason, we believe that we knew each player of this plot. For an
even more strange reason, we think that we will see them, again, in that so
called “after life”.
But
the plot, unique in its story, unique in its performance, can exist in books,
reports, notes and scribbles, even in the small talk of the ones left aside,
the ones that stayed after the show is over.
But
the life, when extinct, does not register no more. It is gone.
In
the other world, while in the station, life waits for the train about to
arrive. A new script is written. A new story will be told. A new time line, in
its own relativity, will be there, going in the same direction, always forward.
A
new plot is drawn, with different roles for the same old actors.
All
of them will think that know each other, all will feel that there is an
inexplicable sensation of a “déjà vu”.
But
the faces are not the same, neither the names, their roles. In truth, they
barely know who they are. They may not even like some of the players, but they
know they were being part of an old play, a play they will never remember.
A
new script will be created, with its own time line.
It may tell of a love to be found. Could it be
the one from the previous story?
Maybe...
More certain, in this new story, will be of different loved ones, nothing like
the ones that once were.
When
life was gone, the other side opened its door. One may say that the lives that
extinguished may communicate, may encounter each other. But they will have no
form. There will be no hugs, there will be no kisses. In there, only the
certainty that there is love, magic empathy. A brief moment is created, just
enough to adjust and learn the new script.
The
train arrives. “All aboard” will say the conductor. The new game of life will
start, somewhere, sometime, somehow, in another theater.
The
time, parallel to life, will follow forward. There will be only the assurance
that time will move along, but the show…ah…the show certainly will have an end.
I
would like if I could choose my role. Maybe I chose the one that I currently
perform. But like the time that passes along, my lines are finishing and the
others, which are yet to be written, will tell another story.
In
that plot, I do not know who I will be.
THOUGHTS
I think I think. Having thoughts,
thinking things…
So, I thought, if I think that
thinking would make me think better.
But thinking is a thing that, when
you do it, you are supposed to do better.
But thoughts are not always for
better, so thinking things, may make not make you think at all.
So, if I think better would my
thoughts be a thing of beauty?
Ah…silly thought. Not a thing. Just kidding,
I think.
And I think that I lost my train of
thoughts.
So much for that…
sexta-feira, 8 de novembro de 2019
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