Mistério no Expresso
de Monte Carlo
Olá
amigos, à partir de hoje escreverei um conto sobre um fato verdadeiro. Uma história
cheia de emoções e lances de comédia incríveis.
A
história é grande, por isso será levada em capítulos, e montada em flash back,
ou seja alguns eventos posteriores são contados antes para serem coroados
depois.
Então
vamos a ela:
Mistério no Expresso de Monte Carlo
Capítulo Um: Florença
Estava em meu escritório perdido entre linhas de um
projeto complicado.
O telefone toca. Do outro lado a doce voz de minha
adorada. Melodiosamente disse: querido
quando você vier para a Itália traga-me uma outra câmera. A minha caiu ao mar.
Ao ouvir minha tentativa de obter uma explicação mais
objetiva cortou-me, gentilmente...traga uma igualzinha. Gostava tanto daquela
que perdi. Me lembrava sempre de você, não se esqueça. E, desligou.
Há algumas semanas antes, sentada com a amiga Flor,
planejava um circuito de férias pela Itália. Queria visitar a filha amada que lá
estava à estudar restauração em Florença. Cheia de ideias traçava um roteiro
cinematográfico. Precisava de um toque de genialidade. Eis que este veio de
Flor...meu filho é um somelier, disse. Que tal pedir a ele que nos faça uma
lista de vinhos por cidades e regiões? Tomaremos do melhor.
Mal sabia que esta lista se transformaria naquela do
diabo, pois os deliciosos vinhos escolhidos viriam, mais tarde, levar as
mulheres à imprevisíveis situações. Mas a lista era realmente boa.
Ouvi, passando ao largo. Apoiei imediatamente. Iria
encontrar com elas, mais tarde. Lhes dava pelo menos duas semanas de vantagem e,
as encontraria banhadas pelo vinho, mais alegres e joviais. Ideia brilhante.
Vamos em frente!
Disse minha querida esposa: deixaremos os arranjos de
Florença por conta da Rachel. Já conhece o lugar, ao que retruquei; tudo bem,
desde que não fiquemos na Piazza della
Stazione. Os hotéis em volta destas praças são horríveis. Não se esqueçam.
Antes de embarcar, duas semanas depois, ainda recebi
outro telefonema.
Querido, meus cartões não funcionam. Ficaram molhados,
traga outros, por favor. Tentei novamente balbuciar algumas palavras, mas
fingindo que a linha tinha estática, dizia que não me escutava.
Chegando em Florença, de trem, as avistei na
plataforma. A três, sorridentes e alegres solicitamente se ofereceram a descer
minha bagagem. Não precisa disse. Vamos tomar um taxi e ir para o hotel, estou
morrendo de cansado.
Não, não, que bobagem. Dá para ir a pé.
Parei e perguntei: não me digam que escolheram um
hotel na Piazza della Stazione? O silêncio era a resposta.
A espelunca se situava em uma esquina de ângulo agudo.
Os quartos, tão pequenos, mal cabiam a cama de casal a qual deveria ter tido um
encolhimento, pois era mais para anões do que normais.
O banheiro adentrava o ambiente. O box de vidro se
situava no canto , à 45 graus. O armário, do outro lado da cama só era acessível
por cima da mesma.
Não lhe disse? Por que não me ouviram? Quero ver você
tomar banho neste box. Tal afirmativa veio a se confirmar quando ela, ao fazê-lo,
notou que seus seios se espremiam contra o vidro. Pareciam dois ovos
estrelados. Para usar o sabonete, somente com as mãos para cima, como à tocar
castanholas.
Perguntou-me...trouxe a câmera...e os cartões? Não
fale nada , conto-lhe tudo à mesa, regada por um dos vinhos escolhidos. Espere,
seja paciente, e esta, a paciência, já não andava tão disponível quanto antes.
Porém, por que não? Era o primeiro dia, tudo se arranjaria. Bastaria um bom
vinho italiano.
Rachel, minha filha, é o exemplo do frugalismo. Na
verdade é sovina mesmo, não gosta de gastar dinheiro. Não quis ouvir sobre a piazza. Não quis ouvir sobre reservas em
primeira classe nos trens italianos. O quadro se pintava de negro, já sabia.
À mesa, o vinho se portava magnífico. Delicioso, de
buquê ímpar, como todo vinho local, na Itália. As três estavam falantes.Queriam
contar tudo, ao mesmo tempo. O vinho apressava o processo.
A culpa é da Rachel. Não, foi a mamãe. Sobrou até para
a Flor, coitada.
Sabe, a gente queria ir para Monte Carlo, em trem
expresso, via Bologna. Ia ser legal.
Ia? Perguntei.
Que aconteceu? Não se preocupe papai, trocamos os bilhetes de segunda pelos de
primeira. Mamãe insistiu. Só que tivemos um pequeno contratempo. Foi culpa do
Orelha.
Orelha, que Orelha?
Olha, ele morreu...mas não é minha culpa....
Capítulo II
A MORTE DO ORELHA
O vinho era generoso. Bacco se divertia ao ver as três
tentando explicar o inexplicável. Eu, impávido, as ouvia atentamente. À medida
que o relato avançava meus olhos se esbugalhavam. Não sabia se era por pânico
ou espanto. Achei melhor me mergulhar nos copos que se enchiam automaticamente.
Por um instante pensei: será o vinho, a lista do Tony? Seria a lista
uma coisa do tinhoso? Pois bem, veja o que havia acontecido:
Trocados os bilhetes por primeira classe partiram para
a estação com o objetivo de chegar primeiro e encontrar uma cabine que se
transformasse em leito. E assim o fizeram.
Ao entrar, o plano era de abrir os assentos,
transformando-os em camas e assim desencorajar quaisquer outros pretendentes àquela
cabine.
Rachel fora excelente jogadora de futebol.
Centroavante, esquerdinha, dona de um petardo poderoso chegou a marcar 39 gols
em um campeonato, recorde até hoje não alcançado naquela liga.
Ao tentar abrir a cama notou que a mesma estava emperrada.
Míriam e Flor forçaram mas nada conseguiram. Deixe comigo, disse Rachel, e, com
portentosos chutes fez o assento mover-se ligeiramente, abrindo uma greta entre
o encosto e o assento.
Para, para, para disse Míriam. Tem uma orelha ali...o
quê? Uma orelha? Olha na junção dos assentos, aquilo é uma orelha! As outras abaixaram-se ao rés-do-chão e disseram...É,
tem uma orelha mesmo, e o resto também.
O pânico delas se apossou. Seria um clandestino? Seria
um tarado, esperando um momento propício para atacá-las durante a viagem?
Estava vivo...ou morto?
Acho que era um espião russo. Um agente do MI6 deve tê-lo
matado após uma luta incrível e escondido o corpo debaixo dos assentos.
Meu Deus, estamos perdidas! E agora?
Vamos fugir, disse a Flor. Vamos para outra cabine.
Deixe outro encontrar o Orelha. Peguem as malas...rápido. E assim se mudaram.
O trem era um expresso até Monte Carlo. Ao chegar na
fronteira, perto de Bologna parou. Uma voz anunciava: desçam todos, teremos de
trocar de trens. E, não houve mais explicações, ainda estavam na Itália.
Ponderei, acho que pararam porque acharam o Orelha.
Que isso! Ninguém falou nada...não inventa!
Bem , o fato é que tiveram de descer e trocar de
trens. Para um outro, local, de segunda, e...lotado.
Certamente os carabinieri
acharam o Orelha. Pararam o trem para o CSI italiano fazer sua mágica. Jamais
saberemos o que realmente aconteceu, mas, uma coisa é certa, as três se olharam
nos olhos e se perguntaram em uníssono:
E se os chutes da Rachel mataram o Orelha? Sai pra lá!
Não queremos saber! E se mudaram para o outro trem, quietinhas, numa cabine
superlotada onde uma doce velhinha de sombrinha nas mãos as olhava como
intrusas e não bem vindas.
Pois é, a estória não acaba por aí. Segue um próximo
capítulo onde as aventuras das intrépidas turistas continua. E o suspense
aumenta.
Capítulo III
L’UMBRELLA DELLA NONA
Atônito pedi por mais uma garrafa daquele vinho.
Pensei, será que a lista do Tony continha as garrafas do diabo? Por que as
doces mulheres se comportaram como se possuídas por algo incontrolável? Seria o
vinho? Se fosse, estaria eu sujeito à seus efeitos à partir daquele momento?
Sorvi mais um gole e perguntei: conseguiram
a cabine?
La Nona tinha um “aspecto”
sereno. Não se iludam, era uma nona italiana, o aspecto pode até ser sereno,
mas ninguém brinca com elas. Ainda mais uma munida de uma sombrinha. Nem a
máfia ousaria.
Rachel havia sumido. Abandonou a Flor e sua gentil mãe
e foi à procura de lugar anônimo, onde não pudesse ser reconhecida, como uma
verdadeira agente secreta. Seria ela um X9? Uma agente da CIA? O espião russo
havia sido morto pelo MI6 ou foram os petardos desferidos por ela a causa mortis?
No trem expresso onde elas tinham estado no capítulo
passado, ninguém ficou. Os carabinieri tomaram conta. O CSI italiano entrou no
jogo. Ainda deve estar por lá, tentando saber como o Orelha foi parar, ali, embaixo
das poltronas.
Todos se mudaram para o outro trem que já estava
lotado. Parecia que estavam na Índia.
Míriam e Flor pediram licença à doce senhora.
Receberam um olhar gélido. Seria ela a causa daquela cabine ser a única com uma
pessoa só? No resto do trem tinha gente pelos corredores, penduradas, amassadas
e agarradas. Ali só a doce vovó.
De repente, um bando de árabes surgiu do nada e
adentrou como uma avalanche infiel. Abriam as janelas, começaram a fumar,
falar, gritar, até que, brandindo sua fiel sombrinha La Nona os afugentou. Feche
a janela, não pode fumar, fora daqui seus miseráveis. “Cornutos! Và via, súbito! Infideli...”
Os árabes titubearam e fugiram para o corredor. Foram
imediatamente substituídos por nigerianos, do tipo CC de Coty, que nem bem assentaram-se
e imediatamente fingiram dormir, com roncos simulados.
Os árabes voltaram e os tentaram expulsar. As línguas
faladas deveriam conter palavrões. Palavrões são palavras de cunho mágico. São
suculentas, volumosas, vociferantes, devorantes. Dá para entender em qualquer língua.
Ficam melhor ainda quando em italiano ou inglês, este quando falado pelos”african
americans”.
“L’umbrella”, ah...a sombrinha da vovó...surgiu como o
machado de Thor, descendo em golpes precisos na cabeça dos coitados. “Basta! Cornuti.Va a farti fottere, mascalzone”...e assim por diante.
Respondiam os árabes:” la nona è santa”! E, fazendo um gesto com as mãos em círculo
cobriam sua cabeça. “Santa, santa, và
bene”.
Não voltariam mais. A calma voltou a reinar, os
nigerianos tais quais estatuas núbias, imóveis ficaram e assim permaneceram até
o final da viagem, a ressonar levemente.
Delicadamente Flor se dirigiu à senhora. Ouviu um “basta,
finito, silencio”! Perderam a fala e o sono, ela e Míriam que, com os olhos
vermelhos de cansaço, chegaram à Mônaco.
Ah! Mônaco...lugar mágico! Belo, encantador.
Haviam planejado uma visita ao Casino durante o dia,
para reconhecimento do terreno. E o fizeram. Desceram de bondinho, foram ver a
troca da guarda. À noite voltariam e se vestiriam como divas para uma roda de
champanhe ao redor das mesas de Bacarat.
Há de se convir que após tantas peripécias estariam
cansadas. Para o hotel iriam, acomodar-se-iam
e iniciariam os procedimentos. Uma garrafa de vinho, da lista do Tony (ou seria
do demônio), seria necessária, de imediato. Uma outra a seguiria, pois as bocas eram ávidas
e sedentas.
O hotel, bem escolhido pela Míriam, não fazia parte do
roteiro sovina da Rachel. Era confortável, chique, à beira do cais onde
maravilhosos iates enfeitavam a paisagem. Fariam um passeio para vê-los de
perto, mais tarde, no adentrar da noite, após opíparo jantar.
A X9 não estava no seu melhor humor. Após o passeio,
no caminho de volta, resolveu discutir o inócuo como só ela sabe fazer. Irritou
todo mundo, quiçá o planeta. De repente, Rachel sumiu...não estava mais à vista.
Achava-se incompreendida, escafedeu-se.
Decepcionadas com a reação da amada filha e amiga Flor
e Míriam resolveram retraçar seus planos e decidiram voltar para Cleveland. O
abatimento as tomou de todo. Jantariam e voltariam na manhã seguinte.
Porém o aconchego do restaurante do hotel, o jantar
duas e a primeira garrafa de vinho amenizaram
a tristeza que sentiam. A comida era boa, o vinho generoso.
Eis que, de repente, surge Rachel, de volta,
sorridente, como nada tivesse acontecido. Assentou-se, pediu jantar, uma
garrafa do vinho e ante ao olhar estupefato das duas, repetiu o pedido.
O que se sucedeu, nem as mentes mais brilhantes poderiam
prever...
Torno a lembrar as coincidências das ações e reações
após os selecionados vinhos fazerem seus efeitos. E ali foi mais uma.
Sorvi, eu mesmo, uma outra taça daquele que tomava em
Florença. Acho que os eflúvios demoníacos já se acercavam de mim. Olhando para
elas pensei: ...o que virá agora? E a história da câmera, cartões...
Bem, para isso saber, entraremos no último capítulo, chama-se
Femme
au Mer, delicioso, pura ação e
emoção!
Capítulo IV
Finale
FEMME AU MER
Vestiu seu melhor vestido. Calçou um Louis Vouitton, “red
bottoms” e levou a mais bonita bolsa que tinha. Dentro dela, sua querida Elf, a
câmera que havia retratado o passeio e peripécias vividas. Brincos, colares, anéis
a adornavam.
Desceu para o restaurante do hotel com sua inseparável
amiga. Aquele, infelizmente seria o jantar de despedida. A filha continuava
desaparecida. Flor a consolava mas não adiantava. Recorreu a Bacco, pediu mais
um dos vinhos da lista diabólica, pediu o menu. Jantaria em estilo.
O clima ficou sereno. O álcool já trafegava por todas
as veias. O jantar estava delicioso...de repente...
Chega Rachel, alegre, jovial e saltitante...oi, o que
estão bebendo? Também quero, e, pede outra garrafa. Janta e pede mais uma.
Míriam não estava afim de papo. Resolveu passear pelo
cais. Flor e Rachel a precediam à distância. Amigas, de braços dados, não
deixavam transparecer nenhuma rusga. Míriam, já inebriada contemplava as
estrelas e os barcos. Notou que suas amarras eram cobertas de veludo. Coisas de
Mônaco. No deck marinheiros guapos, vestidos de branco, atarefados, moviam de
lado a lado.
O ar era mágico, a brisa suave soprava-lhe os cabelos.
O álcool lhe tomava posse, seus pensamentos divagavam em sonhos inexequíveis.
Uma brilhante ideia dela se apossou. Viu-se a balançar no veludo das amarras.
Como uma diva do Cirque du Soleil, em piruetas mirabolantes faria volutas mais
complexas do que os capitéis corintianos.
Não titubeou. Voou como uma fênix ao despertar. Voou
longe e certo. Num mergulho inebriado alçou o cordame balançando-se uma vez.
Havia tido melhor sucesso que esperava. Balançou-se de novo.
A queda foi meteórica. Como um torpedo, afundou-se no
Mediterrâneo, entre os barcos e a plataforma de concreto do cais. Sumiu nas águas
límpidas. Somente o borbulhar contínuo marcava o ponto de sua descida. Sumiu,
vestida, com bolsa e tudo, sapatos, brincos, colares e adereços.
Um grito lancinante se fez ouvir...MAMÃE...
Femme
au Mer, berrou Flor, e, em cinco línguas diferentes...Socorro...”Aidez- Moi...Help...Secours...Ayuda-me...Aiuto”!!!!
Correram para o ponto do desastre, como correram todos
os marinheiros. A eficiência do Principado se fazia sentir. Polícia, paramédicos,
funcionários do hotel, todos acercavam o local aos gritos de femme au mer!!!
Em baixo, um movimento elegante se fez ver. Como uma
sereia adornada ressurgiu das águas. A filha se despindo preparava-se para o
mergulho salvador. Marinheiros intrépidos já lá estavam no afã de puxá-la para
o degrau do cais.
Ouviu-se dela as seguintes palavras; deixe-me ir,
acabou...o mar me quer.
Não foi fácil o içamento. Um marinheiro descrito como
lindo e forte, com ambas as mãos em seu derrière a levantou para a salvação,
sob aplausos dos espectadores que ali se aglomeravam.
O fato é verdade! Quando tomava seu banho de seios
estrelados no hotel de Florença havia notado que seu traseiro continha a marca
distinta de duas mãos. Os dedos bem delineados, as impressões digitais claras e
insofismáveis. Bebi mais uma taça de vinho.
Incrível!” Incroyable”!
Sob aplausos elegantemente se aprumou. Perguntaram-lhe
se desejava alguma coisa, se queria apresentar queixa, se precisava de atenção,
ao que respondeu; nunca estive melhor.
Sua impávida elegância se fazia notar. Intacta,
nenhuma peça a faltar. Os saltos sete e meio a faziam mais poderosa, a bolsa à tiracolo,
os brincos e colares em seus lugares, a maquiagem lembrando pinceladas de um
Monet.
Foi e voltou com tudo.
Caminhando sob olhares estupefatos, dirigiu-se ao
hotel. O burburinho de vozes soavam como cânticos de louvor. Ao lá chegar ouviu
do porteiro, como um cumprimento gentil;
“ rough night, welcome back, mylady.”
No quarto a filha solícita espalhava nas paredes as
notas e documentos molhados. A câmera, os cartões, únicas vítimas da aventura,
faleceram.
Pediu mais um vinho e resolveu ficar. Estava
exuberante!
Lembrei-me de uma estória que ela mesma contou.
Joaquim viajou e deixou seu amigo Manoel tomando conta
de sua mãe e seu gatinho. Passados alguns meses Joaquim recebe uma telefonema
do amigo que lhe diz sucintamente; seu
gato morreu!
Manoel, amigo meu, isto não é coisa que se faça.
Deverias ter-me preparado para a desgraça. Quase me mataste do coração.
Que devo fazer, perguntou Manoel? Vá com cuidado, uma coisa de cada vez.
Primeiro diga-me que meu gato subiu no telhado. Dias depois me diga que ele
caiu do telhado, por fim, traga-me a notícia infeliz de sua morte. Assim terei
tempo de me preparar.
Pois, pois, respondeu o amigo.
Passado uns tempos Manoel torna a ligar. Joaquim, está
lá? Estou cá Manoel, que se passa?
Joaquim, sua mãe subiu no telhado...
Assim foi a história da câmera e dos cartões.
Preparou-me para a desdita, mas convenhamos, uma história desta é uma aventura
inigualável, esta, espero eu, que aqui seja registrada, com requintes, para
deleite de todos vocês.
Obrigado! Adorei escrevê-la.