domingo, 30 de agosto de 2020

 

A VOLTA DE ABELIÉZER

(o agente do mossad)


 

Havia Casado. Sumiu por uns tempos.

Nos braços da amada preparava mais uma incursão em terras do alcorão para salvar o mundo.

Bibi, seu amigo, estava preocupado com a descoberta de mais habibes tresloucados do Oriente Médio. Ouviu dizer que se escondiam no Líbano onde dormiam com bombas abraçados.

Abeliézer já havia salvado inúmeras vidas com seu tratamento à base de abelhas. Não havia dúvida que o troço funcionava. De própolis em própolis o Covid sucumbia. Seus amigos, satisfeitos, espalhavam seus sucessos pelos quatro ventos.

Na sua farmácia preparava poções mágicas ora cozinhando, ora fritando abelhas. Ele mesmo já começava a tomar forma de uma abelha gigante. Já tinha antenas e duas pernas extras nascendo às escondidas atrás de seu casaco de agente secreto.

Mas o Mossad não poderia ficar sem seu melhor agente e Bibi queria que Abeliézer fosse ao Líbano para descobrir o que faziam os terroristas.

Como já tinha sido um herói na Embraer nosso destemido agente se apossou de um Super Tucano e se mandou para as arábias.

Sua eficiência era ímpar. Logo que chegou identificou, em um bar, comendo shawarma e bebendo café o temível sheik Abdul El Fetid. Sabia que por perto ele se esconderia, certamente.

Seguiu-o pelo cheiro, El Fetid era conhecido por não tomar banho.

No cais do porto, em um grande armazém, alojavam-se seguidores do Hamas liderados pelo morfético sheik. No fundo uma enorme pilha de scuds misturada com toneladas de fertilizantes. Pretendiam lançar e explodir assentamentos no Sinai.

Como estes habibes primam pela burrice, dentro e ao lado da pilha achavam-se lamparinas de querozene.

No calar da noite, envolto pela escuridão, Abeliézer pepara um rastilho de pólvora até os lampiões. Tudo preparado para explodir ao amanhecer.

Dito e feito.

A coisa explodiu.

Não sabia que seria tão devastador. Voou habibe para tudo quanto é lado e, com eles, o porto inteiro. Não sobrou nenhum scud.

Pena que fez um estrago danado em uma cidade tão simpática quanto Beirute.

Mas, de missão cumprida, volta Abeliézer em seu Tucano para nossa terra, continuando sua luta anticovidiana.

Bibi, ficou feliz.

Mais uma comenda lhe foi dada.

Nosso herói voltou aos braços da amada.

Tomou mais própolis e foi dormir, preparando-se para novas aventuras.

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

 

O TORQUEMADA TUPINIQUIM

 

Gastamos 600 anos para produzir um notável.

Tinha que ser um notável infame, mas afinal, aqui no país das maravilhas, de homens que são mulheres, de mulheres que são homens, por quê não?

Um título supremo, um dos onze bestas quadradas que se intitulam juízes sem jamais terem sido.

Na cleptocracia em que vivemos tínhamos de produzir anomalias que ficarão na história. Também, tendo isto se iniciado na mentira do descobrimento, descobrimos que não é necessário ser o que dizemos ser, basta sentarmos em uma cadeira, com toga igual às asas de um abutre qualquer e passarmos à vomitar impropérios jurídicos sem base alguma. Somente um palavreado rebuscado, confuso, permeado de adjetivos inaplicáveis e…voilà…temos jurisprudência tupiniquim.

Lindo. Verdadeiras obras de arte. Infames, deletérias e, via de regra, covardes.

Pois 600 anos depois de Tomás de Torquemada temos novo inquisidor.

Uma criatura que julga um processo que ele mesmo criou. Um processo supremo de censura. Uma aberração jurídica digna das maldades que seu predecessor do século XV o qual as distribuía justificadas pela insana inquisição que ele mesmo interpretava julgava e condenava.

Alice na sua doçura infantil lidou com o chapeleiro maluco e escapou da rainha cortadora de cabeças. No pais das maravilhas não escaparia ao nosso Torquemada. Aliás nada escapa aos monstros togados. Julgam, sem terem sido juízes, criam leis, interpretações constitucionais que afrontam a constituição, mandam prender sem processo, acusação ou base meritória. Têm medo somente de uma coisa:

A palavra.

Sim, pois esta que sai de nossas bocas censuráveis segundo o supremo ser, são crimes e não liberdade de expressão.

Votam por uma sociedade muda.

Como a Rainha de Copas…votam por cortarem-lhes as cabeças!

Como Torquemada, que sejam queimados vivos.

E assim a terra onde Cabral aportou, em capitanias dividida, continua à distribuir benesses para os cleptocratas hereditários da nação, à custa do povo bobo que ainda não se revoltou por falta de culhões.

E viva as Anitas, os Pablos e os globolóides da mídia de papagaios falantes de besteiras encomendadas… e, abaixo aqueles que falam verdades, pois deles não será o reino do Brasil.

 

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

                                                              Um pouco de barroco