O
TORQUEMADA TUPINIQUIM
Gastamos 600
anos para produzir um notável.
Tinha que
ser um notável infame, mas afinal, aqui no país das maravilhas, de homens que são mulheres, de mulheres que são homens, por quê não?
Um título supremo, um dos onze bestas quadradas que se intitulam
juízes sem jamais terem sido.
Na
cleptocracia em que vivemos tínhamos de produzir anomalias que
ficarão na história. Também, tendo isto se iniciado na mentira do descobrimento,
descobrimos que não é necessário ser o que dizemos ser, basta
sentarmos em uma cadeira, com toga igual às asas de um abutre qualquer e passarmos
à vomitar impropérios jurídicos sem base alguma. Somente um palavreado rebuscado, confuso,
permeado de adjetivos inaplicáveis e…voilà…temos jurisprudência tupiniquim.
Lindo. Verdadeiras
obras de arte. Infames, deletérias e, via de regra, covardes.
Pois 600
anos depois de Tomás de Torquemada temos novo inquisidor.
Uma criatura
que julga um processo que ele mesmo criou. Um processo supremo de censura. Uma
aberração jurídica digna das maldades que seu
predecessor do século XV o qual as distribuía justificadas pela insana inquisição que ele mesmo interpretava julgava e condenava.
Alice na sua
doçura infantil lidou com o chapeleiro maluco e escapou da
rainha cortadora de cabeças. No pais das maravilhas não escaparia ao nosso Torquemada. Aliás nada escapa aos monstros togados. Julgam, sem terem sido juízes, criam leis, interpretações constitucionais que afrontam a constituição, mandam prender sem processo, acusação ou base meritória. Têm medo somente de uma coisa:
A palavra.
Sim, pois
esta que sai de nossas bocas censuráveis segundo o supremo ser, são crimes e não liberdade de expressão.
Votam por
uma sociedade muda.
Como a
Rainha de Copas…votam por cortarem-lhes as cabeças!
Como
Torquemada, que sejam queimados vivos.
E assim a
terra onde Cabral aportou, em capitanias dividida, continua à distribuir benesses para os cleptocratas hereditários da nação, à custa do povo bobo que ainda não se revoltou por falta de culhões.
E viva as
Anitas, os Pablos e os globolóides da mídia de papagaios falantes de besteiras encomendadas… e,
abaixo aqueles que falam verdades, pois deles não
será o reino do Brasil.
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