TONI BONDE CONTRA A ESPIÃ QUE VEIO DA CHINA
A noite era escura. No vagão de primeira classe do expresso
Santa Rita/Itajubá Toni sorve seu drink preferido. Realmente, uma pinga mineira
mexida e não balançada era o máximo em sofisticação. Sorvia feliz pensando em
suas amadas do passado, nos beijos da Monipênis, nos amassos da Laila Galore
pintando o sete, quando pela janela entrou um pombo correio com mensagem de seu
líder o governador Alfazema.
Dizia a mensagem:
“Ô Toni, us fedazunha dus chinês mandarum um espião pra te
matar. Ele tá nu trem.”
Toni ressabiado olha para os lados…e vê, bem ao fundo do
vagão uma chinesinha linda e sensual.
Deve ser ela a espiã, disse a si mesmo.
Num passe de mágica se aproxima da garota e pergunta:
“Ô fia, ôce é espiã chinesa? “
“Meu caro, não vê que sou coreana?… respondeu-lhe.”
Desapontado Toni se esconde no banheiro do vagão e abre seu
laptop contactando M em Belzonte.
M era a chefe de espionagem do
Alfazema. Bela e severa era impiedosa. Conhecida outrora como o foguete do
basquete M havia se formado em arquitetura e urbanismo e se
especializado em inteligência junto ao MI 6, em Londres. Lá havia recebido
treinamento com não menos do que o maior agente da CIA, o famoso Virson
Bernadini. Seu headquarters era na Pampulha, cercada de jacarés e capivaras.
“Toni, seu miserável. A coreana não é coreana, é
chinesa. Responde M.”
Toni Bonde entende e, furioso, parte para cima da agente
chinesa.
Encontrou-a jogando Squid (Round 6) com os passageiros do
vagão. Batatinha frita pra lá e pra cá já tinha morrido metade deles. Entrou no
bolo distribuindo karatês e piruetas dignas dos jogadores do tal de Atretis, um
time de futebol que ia ser bi, pela prima volta.
Bagunça total. Chu Leh, a espiã aplica-lhe um golpe sujo.
Toni se defende e a empurra pela janela do vagão. Um túnel se aproxima e a
escuridão se faz. Quando a luz voltou Toni se encontra abraçado com o imperador
romano Marcus Antonius (niguém soube explicar o que ele fazia lá. Talvez algo
relacionado à um portal quântico). Chu Leh havia sumido. Dr. Yes seu mestre, a
havia subtraído do trem na escuridão do túnel.
Toni Bonde fracassa.
M confisca seu fiel Fiat Pulga
e o coloca de castigo, no Cruzeiro, com o Luxemburgo, ou seja segunda divisão,
perdendo a licença para matar.
Após o terrível revez voltará Bonde à ativa?
Monipênis ainda o amará?
M irá perdoá-lo?
Não percam a próxima aventura
Toni Bonde, o agente secreto mineiro.