TRIÂNGULO
Nasceu
à
sombra das pirâmides.
Nem árabe
era, mas era equilátero.
Talvez
isósceles…
Certamente
hetero.
Não
pensava em uma linha, mas em três.
Assim,
não
tinha vez…
Prolixo,
se achava,
Tinha
GPS, se triangulava.
Um dia
descobriu ângulos…
Tinha
os seus.
Mas
queria a bissetriz,
Não a
sua, pois não a tinha.
Mas
sabia que acharia,
Uma outra,
uma gracinha.
Apaixonou-se
por um tetraedo.
Casou
com o poliedro.
Em triângulos
se perdeu.
Mas
uma bissetriz achou,
E por
ela morreu…
A
morte é
escalena,
Lhe
levou com a bela Lena.
Num
triângulo
amoroso,
Se
encontrou com o tinhoso.
No
inferno que ficou,
Descobriu,
não
o triângulo,
Mas π
(pi) bem redondinho…
Num
mundo sem nenhum ângulo.
Alí,
no tridente, espetado…
E,
cozinhado,
Lá
estava, assadinho…
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