sábado, 9 de novembro de 2019


TRIÂNGULO


Nasceu à sombra das pirâmides.
Nem árabe era, mas era equilátero.
Talvez isósceles…
Certamente hetero.


Não pensava em uma linha, mas em três.
Assim, não tinha vez…
Prolixo, se achava,
Tinha GPS, se triangulava.


Um dia descobriu ângulos…
Tinha os seus.
Mas queria a bissetriz,
Não a sua, pois não a tinha.
Mas sabia que acharia,
Uma outra, uma gracinha.

Apaixonou-se por um tetraedo.
Casou com o poliedro.
Em triângulos se perdeu.
Mas uma bissetriz achou,
E por ela morreu…


A morte é escalena,
Lhe levou com a bela Lena.
Num triângulo amoroso,
Se encontrou com o tinhoso.


No inferno que ficou,
Descobriu, não o triângulo,
Mas π (pi) bem redondinho…
Num mundo sem nenhum ângulo.
Alí, no tridente, espetado…
E, cozinhado,
Lá estava, assadinho…





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