RELATIVA REALIDADE
Disse
a ela que a amava.
Disse,
pois sentia ser real o amor que tinha.
Mas
era um filósofo e como tal, filosofava…
Se
disse que a amava seria porque realmente assim sentia?
No
relativo do mundo podem existir mais de uma realidade.
Nele a
realidade do amor que tinha e outras não tão reais na irrealidade das coisas.
Em
qual mundo vivia?
No que
se achava real fosse ele irreal?
No que
se achava outro, talvez mais sincero, menos realista, mais pessimista…
Voltou
à pergunta.
Queria
ser sincero, realmente sincero…
Mas se
sua sinceridade não fosse aquela do mundo real que achava existir mas sim
aquela do irreal que deveria existir?
Na
dúvida não entrou em um, não saiu do outro.
Perdido
em mundos que não sabia serem reais, quiça irreais, filosofou, mais uma vez…
O amor
não é uma coisa real.
É,
porém, uma realidade que existe, mesmo no irreal…
E
assim, perdeu sua namorada.

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