REVISIONISMO
Ensaio “à la gordaça”sobre
contos de fadas.
Peço não levar à sério…
Contos da carochinha.
Como não adianta chorar, dona baratinha, também conhecida
por carocha, ficou peladinha, depenada.
Aí, com sua espirituosidade inconteste resolveu fazer umas
correções históricas. Uma forma de protesto, um revisionismo aos contos de
fadas.
Consultado o guru máximo das montanhas, um jornalista de
brilho ofuscante, ouviu dele algumas recomendações sobre o caso. Aconselhou-a
começar pelo Chapeuzinho Vermelho e cutucar a Branca de Neve. Se desse ibope partiria para outros contos.
Salientou que os costumes mudaram e o politicamente correto deveria prevalecer.
Assim Dona baratinha escreveu:
Chapeuzinho
Vermelho
Era uma vez…uma menina que se vestia de vermelho. Era
militante do PT e morava na floresta com sua vovozinha. Esta, a vovozinha, não
tinha nada de boazinha. Ganhava bolsa família, grilava terras e enchia o saco dos
caçadores. Chapeuzinho também não era flor que se cheirasse. Fazia parte do
movimento Femina e saia por aí pelada, com um capuz vermelho na cabeça. Era uma
alma livre. Fazia sexo com todos e com tudo. Mas gostava mesmo era de um lobão,
político tarado e assanhado.
Falaram que o lobão comeu a vovozinha, mas era mentira.
Quem comeu foi o caçador. O lobão acabou levando um tiro nas nádegas e fugiu.
Chapeuzinho salvou a vovó, fez uma festa, convidou todos os caçadores e fundou
uma ONG. Dizem que acabou ganhando uma bolsa anistia pois o tal lobão a havia
torturado. Hoje, mais velhinha, ainda sai nas passeatas do Femina mas seus
peitos murchos não fazem tanto furor como antigamente.
Branca
de Neve e os Sete Anões
Por si só este já seria um conto erótico. Onde já se viu
uma moça prendada ficar morando em uma casa com sete anões. Os danados não
tinham mulher, viviam cavucando coisas em uma mina abandonada da Vale. Já tinham
causado diversos deslizamentos matando todos e tudo. Como anões são minoria
eram protegidos por partidos de esquerda. Se fossem de direita já estariam
presos.
Branca de Neve, que era de direita, ficou em apuros. Vinha
de família nobre, tinha fugido de casa por causa de uma bruxa parecida com uma
tal de Dilma, mulher feia pra chuchu. A tal soltou ventos que havia estocado e
lançou uma maçã envenenada na direção da moça. Desmaiada foi descoberta por um
príncipe encantado cubano. Isto depois de algumas surubas deliciosas na casa
dos anões. O príncipe cubano, que era dos mais médicos, não ligava para estas
coisas, queria mesmo era beijar aquela linda garota. Quando lhe deu o beijo
virou um sapo, foi preso e hoje mora em Curitiba.
Se gostaram do revisionismo leiam as próximas histórias. João
e o Pé de Feijão e Rapunzel. Se não…bem, nada posso fazer.
Até então…



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