terça-feira, 19 de setembro de 2017

CERTO OU ERRADO?
Considerações sobre a mostra Queermuseu

Dizem que arte é a manifestação do homem ao por em prática uma ideia. Atividade que supõe a criação de sensações ou estados de espírito, geralmente de caráter estético, mas carregados de vivência íntima e profunda.

Arte é a capacidade criadora de expressar ou transmitir sensações ou ainda aquela, natural ou adquirida, de levar adiante os meios necessários para se obter  resultados.

Na sua forma vanguardista é aquela que apresenta características inovadoras na forma e no conteúdo, opondo-se geralmente aos padrões aceitos pelo consenso geral.

Dessa maneira define-se arte, pelo menos em dicionários.

Mas arte é também uma travessura, mágica, espetáculo e até aquela do diabo, seja por desgraça ou infelicidade. Fazer arte fica mais para pintar o sete do que pintar o belo.

Arte não representa necessariamente a beleza. É até mais fácil usá-la para expressar uma ação qualquer. Boa ou má.

Museus e mostras contemporâneas se deleitam em ver a reação de todos. Às vezes, quanto pior, melhor. Falem mal, mas falem…e falem muito.

Em arte se mostra o bom e o mau gosto.  Existem os que querem sempre ver o primeiro, como existem os que gostam do segundo.

O fato é que não deveríamos privar a manifestação de um ou outro, mesmo que o segundo, o mau gosto, seja geralmente ruim.

Em Inhotim, um magnífico museu de arte contemporânea, existem mostras excelentes. Mas também há outras de qualidade duvidosa.

É certo que o tempo deixará sobreviver somente aquelas que realmente poderiam serem qualificadas de inovadoras ou vanguardistas. E, na peneira do tempo, pouquíssimas sobreviverão.

No MOMA encontramos um quadrado branco sobre uma tela branca. Kazimir Malevich assim o fez em 1918. Causou reações, todas variadas, e ainda as causa. Sobreviveu, mas isto não significa que se alguém pintar um quadrado amarelo sobre uma tela da mesma cor terá o mesmo êxito.

Em Porto Alegre, um desavisado banco patrocinou uma exposição cujo conteúdo tinha muito pouco de arte e uma dose exagerada de política e maus costumes.

Misturaram a vontade de serem criativos na forma e conteúdo e se perderam em uma mixórdia de qualidade técnica pobre, composições desequilibradas, arte deformada em linhas, texto, contexto e forma.

Causaram reação por oporem-se à padrões e consenso geral.

Causaram espécie ao transmitir sensação de revolta. Por isso, não  pode ser desprezada como manifestação, seja ela, a exposição, quase-artística, semi ou até mesmo anti.

Era uma mostra de mau gosto. Péssima por natureza, horrível por conteúdo, pobre por imaginação, ridícula por pretensão.

Mas era uma mostra e, como tal tinha seu direito a ser vista por quem quer assim quisesse, menos por crianças.

Pois a verdade atrás da miserável obra jazia o intuito subliminar de deformar aqueles que ainda não estão preparados para discernir sobre imposições ideológicas cuja essência não tem respaldo científico.

Infelizmente, em um mundo que pensa à esquerda se inclina mais ainda à sinistra. Sinistru, do latim, o que é de mau agouro, fúnebre funesto. Pois funesta é a mentalidade daqueles que usam a arte como subterfúgio para expressar suas doentias mentes.

Uma travessura, pintando o sete em brincadeira sem graça. Sem arte nenhuma…

Uma idiotice à ocupar espaço de maneira inútil. Tão pobre quanto as mentes que as criaram.




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