POESIA
COVIDIANA
Morro?
Não morro, no morro onde moro não morro
Convidei
para festa, da morte do outro, no morro
Veio um
tal de Covid
Que não convidei
Quo vadis
Covid?
Covarde
Só mata velhinhos
Por isso,
à morrer
Ou correr, do morro onde moro
Para o
forro vermelho
Da bandeira
comum de um comuna
Que
enfeita, desfeita, a funerária fuleira e faceira
Onde quem
não morre vai
Ver quem Covid
matou, de morte morrida
No morro
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