domingo, 29 de março de 2020


POESIA COVIDIANA

Morro?
Não morro, no morro onde moro não morro
Convidei para festa, da morte do outro, no morro
Veio um tal de Covid
Que não convidei
Quo vadis Covid?
Covarde
Só mata velhinhos
Por isso, à morrer
Ou correr, do morro onde moro
Para o forro vermelho
Da bandeira comum de um comuna
Que enfeita, desfeita, a funerária fuleira e faceira
Onde quem não morre vai
Ver quem Covid matou, de morte morrida
No morro


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