quarta-feira, 6 de novembro de 2019


RELATIVIDADE

No calendário cósmico, o tempo da vida humana no universo, desde o big bang, ocupa uns míseros 21 segundos. A meia-idade do ser humano somente 0,15 segundos. Neste calendário surgiram a via láctea, os planetas, a Terra, vida como conhecemos, desde os dinossauros ao ser humano. Toda a civilização humana, num piscar de olhos.
Na sua presunção típica nós, os humanos, achamos termos uma importância superlativa neste contexto. Na verdade, o tempo que levamos para existir pode se extinguir com um simples colidir de um meteoro e toda esta presopopéia sumir instantaneamente.
Como praga, nos espalhamos pela superfície deste planeta em um processo contínuo de ocupação e exterminação, agora de maneira mais acelerada e aparentemente inexorável.
Em vez de buscarmos a harmonia com o cosmo partimos para o oposto.
Se é verdade que este, o universo, se contrairá até um ponto e explodirá novamente em outro big bang, talvez em uma outra espiral evolutiva sejamos uma versão melhorada do que somos.
A impressão que tenho é que ficaremos neste repetir de bilhões de anos, bilhões de vezes. Talvez num futuro bem distante sejamos algo que possa ser realmente chamado de civilização.
Por ora, fica somente a presunção…


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