domingo, 15 de abril de 2018


PERDEU-SE SEM AMOR

Era um amor de criatura.
Doce, carinhosa, macia…
Era presente, interessante, inteligente.
Mas eram duas, ou talvez três…
Sei lá!
Muito… às vezes é demais.
Preferia uma só.
A mais doce.
No seu único era única.
Nos seus outros era a tristeza,
Amores sofridos, vidas desfeitas…
O choro mudo, lágrimas profusas.
Não acreditava, desconfiava…
Amava, mas não sabia.
Talvez não soubesse amar,
E achava que sabia…
Rasgou a alegria,
Despedaçou o carinho,
Esfacelou a ternura.
Assim… nada perdura…

Perdeu-se sem amor…
Perdeu o seu amor.

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