JACK OR JOÃO?
Barrica numero sete. Ol’Daniels you’re
back!
A tarde se perde na escura noite. O
sol fugidio em último estertor se
divide em cores ainda não pinceladas. Mas,
pitadas em um Cohiba e uma taça na mão, me dão esperança, que neste último instante, à luz das estrelas, me verei coberto em raios argênteos.
Por isso me perco, no dourado do líquido me liquido, sonhando com o ouro dos cabelos e o doce sabor de lábios de mel, da bela musa, sereia de mil sonhos, ali despida, desnuda,
desfalecida de amor…
Mas me acho de novo, do Jack ao João, o Johnny dos íntimos, no verde feltro
de um casino de loucos, em deserto pintado, em roletas rolantes, inebriantes,
vermelho no preto, falência e demência.
Joãozinho por que andas?
Ol’Daniels be back! Oh!... my sweet Valentine, a quero, em um Ballantines. Crystal
em cristalina taça, Martinis à parte, my name is Bond, sou James, não Johnny, me chame de
Jack.
Em Vegas encontro, bela loira, linda morena.
Se perdido já estava, mais lost
fiquei.
Oh Daniels…be back!
Preciso de Bacco, preciso de espaço,
Me despedaço!
Poesias etílicas ludibriando nossos sentidos num bar, numa noite perdida...
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