segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

GALO ON ICE

Tenho amigos atleticanos, e muitos.

Mas tenho que dizer que ser atleticano não é torcer por futebol. É algo que se assemelha ao estado islâmico, ou seja…fanatismo. 

Falta a razão.

O coitado do time não ganha quase nada. Quando o faz, de 40 em 40 anos parece que se transforma na maior criação do universo.

Um dia, lá pelos idos 50, o time das penosas criaturas partiu das Gerais rumo à Europa. Jogou dez jogos, todos amistosos. Jogou contra times de segunda e terceira divisão, até time de Luxemburgo.

Pelo que eu saiba Luxemburgo treina futebol, já até jogou, mas time de Luxemburgo? Existem? Quais são?

Nos dez amistosos que fez, perdeu dois, empatou outros dois e ganhou seis. Grande feito…com pompa e circunstância alardeado por um incauto jornalista. O dito inventou que o preto e branco time disputou um torneio. Ele, na sua sabedoria jornalística deu-lhe o nome de Campeão do Gelo. “The Ice Champion”, para ficar mais internacional.

Tão alardeado foi o feito que virou parte do hino da famigerada nação alvi-negra.

Com duvidosa expressão em termos nacionais o conhecido time monotítulo abraçou a invenção do jornalista sem sequer saber que o título, ao clube dado, se referia à jogos efetuados no fim do verão daquele hemisfério.

Não nevava, não houve gelo.

Champion of the Ice? Ice Champion? Está mais para Galo on Ice. Gelado, congelado, esperando por um título.

Show de segunda, em emissora de igual classificação em campeonato também de segunda, onde se ambienta bem.

Provavelmente receberei uma enxurrada de notas ameaçadoras após a publicação da crônica. E daí?

Tenho a pena e o papel.

Escrevo…


2 comentários:

  1. Olá Celso! É impressionante como os cruzeireiros tem uma paixão interior pelo Galo. Até no próprio aniversário a comemoração é falando de nós. Freud explica!
    Abraços

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  2. Um vive pelo outro e o outro pelo um...esta explicado!

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