segunda-feira, 13 de novembro de 2017

VISÍVEL, INVISÍVEL




Não mais a via, mas era visível. Ou seria invisível se realmente visível não estivesse.

Estava, em minha mente, no retrato à cabeceira, no vazio da cama, no álbum de recordações.

Sempre fora visível, uma doce aparição, real, quase de fato, quando de fato já teria sido, e foi... Mas era, na realidade de agora, invisível. Pois visível havia sido, hoje não mais…

Ver e não enxergar. Ver e sentir, sentir sem tocar, sem perceber, sem acontecer.

O tempo é finito, somente infinito quando existe no relativo do universo. Mas, para os que somente vêm quando alí está, é finito, pois se não é visto, é invisível, se é invisivel, não se enxerga.

Hoje, invisível é. Hoje não a vejo, mas sei que lá está. Então a vejo em meu coração…

Mas no visível da vida um outro amor, real, visível de fato, chega, e ao chegar, ocupa o espaço, a mente, o novo porta-retrato. Visível fica e visível é.

Então o invisível passa o tempo, na prateleira da saudade e o visível ocupa o abraço apertado. Na mente, saudosa por não ver o invisível e ver o visível, me perco de amores, me acho nos desejos, passados e presentes…me encontro…

Nos sonhos vejo tudo…

Até o invisível.



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