quarta-feira, 4 de outubro de 2017

SEVEN CAPITAL SINS
By  Celso Gilberti
Chapter 3

LUXÚRIA  (Lust)

Este é um pecado gostoso…tem muitos atrativos. Não é à-toa que é muito procurado!

Então, vamos definí-lo propriamente: “lascívia, libertinagem, licenciosidade, devassidão.”

Traz consigo o luxo e com ele um modo de vida, ostentação, fausto, supérfluo. Ah…como as mulheres gostam e se sentem atraídas por ela (a luxúria) e por quem a traz. E, quem a trouxe eram um “nouveau rich” de primeira linha e um empresário chamado de gênio. Eles e suas amadas, também de desejos profundos e vontades duvidosas ali mergulharam na lascívia, na devassidão.

Como pecado, a luxúria não exige bom gosto, somente ostentação. Neste último quesito está clara a vocação do casal que aliado aos amigos da corte Brasiliense descobriu maneiras de se apropriar do bem público. Afinal, suas orgias em Paris precisavam de fundos inesgotáveis. Nada como uma olimpíada novinha em folha…

Eram vorazes. Em restaurantes e boudoirs de primeira linha fantasiavam-se de corsários, vestindo guardanapos como bandanas, bebendo champã Crystal e uísque single malt da Escócia. Não estavam sozinhos. Junto, em seu séquito deletério achava-se também o primeiro mandatário de Banânia, o inventor dos pixulecos, o mais honesto dos homens.

O outro casal preferia colares de diamantes para a domesticada consorte e bólidos de última geração para seus monstrinhos destruírem em pegas nas avenidas do Rio de Janeiro. É claro que para tal obtinham empréstimos do banco federal à juros subsidiados e distribuiam o dízimo de praxe aos amigos políticos. Não sei se por coincidência mas o sobrenome do dito casal era igual à alcunha de São João. Coitado do nosso querido Santo, mencionado em pelo menos dois pecados capitais.
St. John Baptiste

Por destino, os dois casais, asseclas, doleiros, empreiteiros e coadjuvantes em malfeitorias eram todos ungidos pelo “Grande Orixá”, aquele que entregou o pais à uma terrorista louca e disléxica com o intuíto de continuar a perpetrar suas barbáries aos cofres públicos, cujas barbáries ainda continuam em plena ação, hoje administrada por aprendizes que já se formaram cum magna lauda nesta hábil profissão.

Assim fica aqui outorgado o pecado de luxúria a estes dois casais, lembrando que por serem capitais, dão a eles o direito de passagens grátis de ida aos portões de Belzebú, que tenho certeza os aguarda para o seu tradicional churrasco das seis, como visto na parte inferior da abóbada do Doumo di Firenze.
Belzebah


Para a próxima edição prometo uma candidata especial ao pecado da IRA (Wrath). Vou estocar um pouco de vento para propulsionar meu computador. Creio que estará de vento em popa amanhã de manhã. Ou talvez de popa no vento…quem sabe?



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