terça-feira, 25 de julho de 2017

MULHER FOGUETE

Mulheres…são tão lindas, doces, carinhosas, dengosas…gostosas. Se não existissem não existiria mais nada. Para que existir? Se a não existência, destas musas dolentes, nos desse um presente de homens somente?  
Por isso prefiro, lidar com a existência, com toda minha essência, do que perder a paciência que sua inexistência, certamente traria.
Que sempre existam então as muheres, de cama e de mesa, com todo os talheres, mesmo as sem cama e sem mesa, mas com sua beleza.
Se só a gente existisse, um bando de hermafroditos, ditos e não ditos, triste seriamos, e que graca teria? Imaginem vocês…barbudos barbados, que nem arame farpados, beijando peludos e bichos bigodudos, carecas pelados e cabeludos assanhados?
Que coisa horrorosa!
Por isso e mais que isso, fico com elas, e, com elas fico.
Mas estas belas, dengosas, gostosas também são foguetes. Me levam pra lua, me mandam pro espaço, me comem em pedaços, me fazem de pato.
Não acho que isto defeitos sejam, são mais corretivos para que nós, bobocas de praxe, entendamos que, para as gostosas pegarmos e amarmos e as dengosas beijarmos, as carinhosas dirão, que ser doces devemos e com jeito sereno, darmos a elas o amor, e uma linda semente no seu coração deixar.
E os salgados da vida? Somente no mar, no bar, no churrasco, num momento de amasso, na pele das lindas, amadas, suadas de amor, numa cama, numa cabana. E, pelados, jurando e amando, mas jantados e fritados como petiscos de festa, se entregando felizes como um pastel de mel num lindo bordel.
Deixem-nas então, mulheres…serem  foguetes.
Eu, já sou até astronauta. Me visto no traje, me sinto no vácuo, me treino com antenas, quem sabe até penas? Pois quero com elas ir mesmo é pra Venus.
Pois deixo que Marte, onde elas não vão, ficar com aqueles que gostam da guerra, se perdem na goela, de papos banguela, na tijela vazia, sem nada, sem elas, sem belas.
Ah, e eu?…ah…eu gosto do amor,
E, no foguete eu vou.

Vou com você,.. mulher foguete…

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