MULHER FOGUETE
Mulheres…são
tão lindas, doces, carinhosas, dengosas…gostosas. Se não existissem não
existiria mais nada. Para que existir? Se a não existência, destas musas
dolentes, nos desse um presente de homens somente?
Por
isso prefiro, lidar com a existência, com toda minha essência, do que perder a
paciência que sua inexistência, certamente traria.
Que
sempre existam então as muheres, de cama e de mesa, com todo os talheres, mesmo
as sem cama e sem mesa, mas com sua beleza.
Se
só a gente existisse, um bando de hermafroditos, ditos e não ditos, triste
seriamos, e que graca teria? Imaginem vocês…barbudos barbados, que nem arame
farpados, beijando peludos e bichos bigodudos, carecas pelados e cabeludos
assanhados?
Que
coisa horrorosa!
Por
isso e mais que isso, fico com elas, e, com elas fico.
Mas
estas belas, dengosas, gostosas também são foguetes. Me levam pra lua, me
mandam pro espaço, me comem em pedaços, me fazem de pato.
Não
acho que isto defeitos sejam, são mais corretivos para que nós, bobocas de
praxe, entendamos que, para as gostosas pegarmos e amarmos e as dengosas
beijarmos, as carinhosas dirão, que ser doces devemos e com jeito sereno,
darmos a elas o amor, e uma linda semente no seu coração deixar.
E
os salgados da vida? Somente no mar, no bar, no churrasco, num momento de
amasso, na pele das lindas, amadas, suadas de amor, numa cama, numa cabana. E, pelados,
jurando e amando, mas jantados e fritados como petiscos de festa, se entregando
felizes como um pastel de mel num lindo bordel.
Deixem-nas
então, mulheres…serem foguetes.
Eu,
já sou até astronauta. Me visto no traje, me sinto no vácuo, me treino com
antenas, quem sabe até penas? Pois quero com elas ir mesmo é pra Venus.
Pois
deixo que Marte, onde elas não vão, ficar com aqueles que gostam da guerra, se
perdem na goela, de papos banguela, na tijela vazia, sem nada, sem elas, sem
belas.
Ah,
e eu?…ah…eu gosto do amor,
E,
no foguete eu vou.
Vou
com você,.. mulher foguete…
Gostei muito......
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