terça-feira, 14 de abril de 2020


REBECCA PEPPONE
2005-2020
REBECCA
2005/2020


Linda. O cachorrinho mais doce que já vi. Um anjo.
Tinha um irmãozinho, o Fix, espoleta e invocado. Morreu assassinado por outro cão.
Ela, entretanto, jamais brigou. Só despejava amor, em quantidade incomensurável.
Nunca fez nada errado. Parava ao lado quando queria colo. Cutucava quando precisava de fazer suas necessidades. Pedia gentilmente a comida ou os petiscos que eu nunca lhe negava. Era impossível dizer não para Rebequinha.
Tinha apelidos, Becca, Peppone, Bequinha, gostava mais de ser Peppone.
Nasceu em um novembro frio em Portland, no Oregon. Viajamos de carro, eu e Miriam por 3300 milhas, da Florida ao Oregon. Talvez a viagem mais linda que fizemos. Fomos buscá-los.
Desde o primeiro momento me escolheu. O Fix amava a Miriam.
Deitava ao meu lado, me empurrava, dormia em meu colo, até dirigia o carro, em pé, sobre minhas pernas e patinhas ao volante.
Foi-se embora, hoje, por volta do meio dia.
Nunca mais a verei. Somente em meus sonhos e na memória que nunca se apagará.
O câncer a levou. Já tinha seus 15 aninhos, mas poderia ter durado mais um pouco. Me fazia ser uma pessoa melhor. Sua ternura era contagiante.
Já estou no meu ocaso, assim não terei que esperar tanto para revê-la no after life.
Minha casa está mais triste. Meu coração partido.
Perdi um anjinho da guarda.
Perdi minha Pepponinha.


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