| REBECCA PEPPONE 2005-2020 |
REBECCA
2005/2020
Linda. O
cachorrinho mais doce que já vi. Um anjo.
Tinha um
irmãozinho, o Fix, espoleta e invocado. Morreu assassinado
por outro cão.
Ela,
entretanto, jamais brigou. Só despejava amor, em quantidade
incomensurável.
Nunca fez
nada errado. Parava ao lado quando queria colo. Cutucava quando precisava de
fazer suas necessidades. Pedia gentilmente a comida ou os petiscos que eu nunca
lhe negava. Era impossível dizer não para Rebequinha.
Tinha
apelidos, Becca, Peppone, Bequinha, gostava mais de ser Peppone.
Nasceu em
um novembro frio em Portland, no Oregon. Viajamos de carro, eu e Miriam por
3300 milhas, da Florida ao Oregon. Talvez a viagem mais linda que fizemos.
Fomos buscá-los.
Desde o
primeiro momento me escolheu. O Fix amava a Miriam.
Deitava
ao meu lado, me empurrava, dormia em meu colo, até dirigia o carro, em pé, sobre minhas pernas e patinhas ao
volante.
Foi-se
embora, hoje, por volta do meio dia.
Nunca
mais a verei. Somente em meus sonhos e na memória que nunca se apagará.
O câncer a levou. Já tinha seus 15 aninhos, mas poderia
ter durado mais um pouco. Me fazia ser uma pessoa melhor. Sua ternura era
contagiante.
Já estou no meu ocaso, assim não terei que esperar tanto para revê-la no after life.
Minha
casa está mais triste. Meu coração partido.
Perdi um
anjinho da guarda.
Perdi
minha Pepponinha.
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