ÍCARO
Teceu suas asas em penas e cera.
Do topo da serra deliciou-se com
o sol em decúbito. Os tons rubros tingiam o céu em pinceladas barrocas.
Queria seu calor, sua
proximidade. Queria tocá-lo.
Em um salto único se desfez num
arco iris de penas coloridas.
O abismo lhe pareceu ardente.
Caiu, não mais voltou.
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