quarta-feira, 17 de julho de 2019


FRIO


Frio era o vento,
Que acoitava, uivava…
A noite em eclipse de lua.
E ela dizia…
Vento, vá, passe e não deixe saudade.
Mas este não ia…
Não deixava, chorava, de raiva.
Em fúria descontrolada,
Não queria nada…
Somente tudo, um tudo de nada,
Um nada de tudo.
Meu coração batia forte,
De medo do vento que não ia…
Ficava…
E eu, como a lua,
A vi nua, gelada…
Em eclipse desfeita, no frio.
Perdi minha amada…


Nenhum comentário:

Postar um comentário