Era
negro, escuro, preto…
Não se
via nada…
Nenhuma
forma, nenhum vulto.
Na
negritude, o silêncio…
No silêncio,
o medo, o pavor.
Estertor
de mil serpentes negras, de escuros olhos,
Apavoradas
em mudos silvos de horror…
Terror
negro, em bocas ornadas de dentes sem reflexo.
Apavorei
Temi pela
aniquilação total.
Uma negra
morte, um fim sem visão…
Um ver
sem enxergar.
Oh! negro
mundo, por que não me dais a luz?
Somente a
matéria escura respondia…
Sem voz,
sem som.
Ouviam-se
os ruídos surdos de um mouco mundo,
Negro
mundo…e…no roto do escuro espaço…
Perguntei…
Quem sou?
Por que
negro estou?
O ruidoso
silêncio me ensurdeceu,
Uma luz
escura brilhou em fugazes matizes, negrume infindo.
A tinta
preta que me cobria,
Da cabeça
aos pés… negra era…negra era…
No negral
lúgubre e sinistro,
Me senti
maldito!
Oh! negruminosa
criatura que do umbral voltaste…
Responda
a mim mesmo…
Quem sou este
negro eu?
Sois a
sombra, nada mais do que a sombra…


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