O amigo havia nascido…
Isso sabíamos, oficialmente, pois lá estava.
Não se sabia, entretanto,
quando nasceu.
Isto é, se era fato que havia
nascido, seria fato tê-lo feito em algum
lugar, em algum dia.
É certo que em um lugar
foi revelado. Na Paraopepa pecadora. Dia, mês e hora…não oficializado. Aliás talvez tenha sido…mas
isso… era segredo.
Havia cúmplices. Escondiam oficialmente o que era para ser oficial.
Assim extra-oficialmente era um dia
nove. Às vezes quatorze. De março? Ou seria julho?
Oficiosamente quatorze, de julho.
Queda da Bastilha…bom dia, extra-oficialmente.
Mas e março? No tal nono dia? Era de peixes ou de câncer? Gostava d’água ou romance?
Oficiosamente comemorava confundindo
os amigos. Revoltados se perderam. Como presentear o dito cujo se a data não era oficial? Disse o ser, oficialmente, em sua certidão, a qual nunca foi oficialmente mostrada. Então era sempre oficioso.
Fica registrado que, para oficiosas
cerimonias, não é necessário dar um presente oficial,
de praxe.
Fica tudo extra-oficial
Oficiosamente, é claro…
E a idade?
Ahh! Isso é outra história, oficialmente.

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