terça-feira, 1 de maio de 2018


BORBOLETAS


Cores cintilantes, seda mágica,
Seu farfalhar é suave, como colorido pincel.
Desenhas no ar um vôo de mel,
Doce, quase borbulhante, como folha de papel…
Bailando, dançando, aos pingos do sol da manhã.

Borboleta, tu és a musa da canção eterna,
De um amor suave que morreu,
Ao ter seu querido filho levado…
Pelo amado cruel,
Que só em si pensou…
E tomou.
Fazendo suas asas se fecharem em um último suspiro.

Borboleta, Farfalle, Butterfly.
Asas de manteiga, rítmo leve, belbellita criatura.
Não fujas de mim.
Quero me perder em seus movimentos lindos.
Quero me deliciar com suas cores infindas.
Quero amá-la, porque sei que me amas.

E, como na ópera que a consagra,
Canto minha última ária,
Na esperança de trazê-la de volta, e…
Pedir-lhe perdão, por teu filho roubado.
Voa, borboleta, voa,
Seu farfalhar levou meu coração.

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