Era apaixonado…
Amado, amava, em mel se derramava.
Alma boa, macia como a garoa,
Que cobre as manhãs em pálidos tons,
E que se coloria, ardia,
E se perdia, no coração da amada,
Com um sorriso triste, como se fosse nada.
Era apaixonado…
Não pensava senão na bela,
Linda, singela,
E, por ela se mataria,
Se sacrificaria, choraria,
Se perderia, nos braços, nos abraços…
De seus imensos amassos.
Era apaixonado…
Cego ficou.
Não via, nem ouvia…
Somente sentia…
O amor que lhe tomou,
devorou, dilascerou…
E… numa noite escura,
Em loucuras de
amantes, num louco furor…
Se matou. E ao mundo, não
mais voltou…

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