segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

PÁLIDA E TRISTE


Seu coração era de ouro.
Sua vontade inabalável.
Mas achava que ninguém a amava…
Triste chorava.
Um choro mudo, lágrimas fugazes,
Queria amor, somente amor,
Queria um carinho, igual ao que dava…
E não recebia…
No mundo que não a amava, trabalhava.
Com carinho tecia, lindas obras de delicadas formas,
Mas, cheias de ternura.
Pois ali se expressava, não tinha para quem dizer,
Que também queria amar e ser amada,
Ter um pouco de calor, um pouco de amor.
Pálida chorou…
Triste ficou…
O coração partiu e com ele um partido mundo…
Por um momento sorriu.
Sorriso tão pálido quanto seu rosto triste.
Achou que a amavam…


Mas o mundo mentiu…

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