domingo, 10 de dezembro de 2017

POESIA DESCONEXA


Sonho louco, rouco, mouco. Perdido no espaço me abraço, despido me acho, nos seios da amada, que bela e singela de mim quer somente…

Um pequeno pedaço.

Louco o sonho, bela a amada, em mudas palavras respondo aos carinhos, linda criatura, em um beijo tão quente, vejo o sol nascente, em raios dolentes, acender uma chama …

No seu coração.

Louca e rouca, também mouca, não ouve os pássaros, não ouve os anjos, só se acha nos beijos, de um doce de mel, marcado em um quadro borrado à pincel e nos panos de uma cama, de um insano bordel…

Recusa o anel.

Destruído o amor, perdido no tempo, na cama vazia, chora o pranto , canta o choro, chora o canto.

E desnudo na alma, mais seco o deserto, que no seu coração, desamado, massacrado, sem afeto, se quebra em pedaços…

No frio da alma que ali não estava.

Rouco, mouco, sonho louco. Mouca voz, grito mudo. Beijo o vento, corto o ventre, morro nu.

Parto, esqueço, não mais estremeço…

No mundo...que seco, matou meu amor, no vazio deserto,


Perdi minha flor… 

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