POESIA DESCONEXA
Sonho louco,
rouco, mouco. Perdido no espaço me abraço, despido me acho, nos seios da amada, que bela e singela de
mim quer somente…
Um pequeno
pedaço.
Louco o
sonho, bela a amada, em mudas palavras respondo aos carinhos, linda criatura, em
um beijo tão quente, vejo o sol nascente, em raios dolentes, acender uma chama
…
No seu coração.
Louca e
rouca, também mouca, não ouve os pássaros, não ouve os anjos, só se acha nos beijos, de um doce de mel, marcado em um quadro borrado à pincel e nos panos de uma cama, de um insano bordel…
Recusa o
anel.
Destruído o amor, perdido no tempo, na cama vazia, chora o pranto ,
canta o choro, chora o canto.
E desnudo na
alma, mais seco o deserto, que no seu coração, desamado, massacrado, sem afeto,
se quebra em pedaços…
No frio da
alma que ali não estava.
Rouco,
mouco, sonho louco. Mouca voz, grito mudo. Beijo o vento, corto o ventre, morro
nu.
Parto, esqueço, não mais estremeço…
No mundo...que seco, matou meu amor, no vazio deserto,
Perdi minha
flor…
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