terça-feira, 7 de novembro de 2017

RELATIVIDADE

No calendário cósmico, o tempo da vida humana no universo, desde o big bang, ocupa uns míseros 21 segundos. A meia-idade do ser humano somente 0,15 segundos. 

Neste calendário surgiram a via láctea, os planetas, a Terra, vida como conhecemos, desde os dinossauros ao ser humano. Toda a civilização humana, num piscar de olhos.

Na sua presunção típica nós, os humanos, achamos ter uma importância superlativa neste contexto. Na verdade, o tempo que levamos para existir pode se extinguir com um simples colidir de um meteoro e toda esta presopopéia sumir instantaneamente.

Como praga, nos espalhamos pela superfície deste planeta em um processo contínuo de ocupação e exterminação, agora de maneira mais acelerada e aparentemente inexorável.

Em vez de buscarmos a hamonia com o cosmo partimos para o oposto.

Se é verdade que este, o universo, se contrairá até um ponto e explodirá novamente em outro big bang, talvez em uma outra espiral evolutiva sejamos uma versão melhorada do que somos.

A impressão que tenho é que ficaremos neste repetir de bilhões de anos, bilhões de vezes. Talvez num futuro bem distante sejamos algo que possa ser realmente chamado de civilização.

Por ora, fica somente a presunção…


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