RELATIVIDADE
No calendário cósmico, o tempo da vida humana no universo,
desde o big bang, ocupa uns míseros 21 segundos. A meia-idade do ser humano
somente 0,15 segundos.
Neste calendário surgiram a via láctea, os planetas, a
Terra, vida como conhecemos, desde os dinossauros ao ser humano. Toda a
civilização humana, num piscar de olhos.
Na sua presunção típica nós, os humanos, achamos
ter uma importância superlativa neste contexto. Na verdade, o tempo que levamos
para existir pode se extinguir com um simples colidir de um meteoro e toda esta
presopopéia sumir instantaneamente.
Como praga, nos espalhamos pela superfície deste
planeta em um processo contínuo de ocupação e exterminação, agora de maneira
mais acelerada e aparentemente inexorável.
Em vez de buscarmos a hamonia com o cosmo partimos
para o oposto.
Se é verdade que este, o universo, se contrairá até
um ponto e explodirá novamente em outro big bang, talvez em uma outra espiral evolutiva
sejamos uma versão melhorada do que somos.
A impressão que tenho é que ficaremos neste
repetir de bilhões de anos, bilhões de vezes. Talvez num futuro bem distante
sejamos algo que possa ser realmente chamado de civilização.
Por ora, fica somente a presunção…
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