A
Viagem
Capitulo IV
(trip to nowhere, um conto sobre viagens à
outros mundos)
Já havia anos que o gnomo viajante vagava
por incontáveis universos paralelos. Ali, naquele momento, fora a primeira vez
que encontrou um outro “eu”. Estava extasiado.
Entretanto, nosso gnomo e sua teorias de
conspiração trazia a experiência de ser o gnomo original, ou seja, aquele que
gerou todos os outros gnomos em universos diferentes através de suas decisões
quânticas. Assim sabia que havia aquele que morou em Florença e lá continuava.
Também aquele que se casou com a bela brasileira e continuava casado, aquele
que se mudou para o Arkansas e lá estava, e assim por diante.
Trazia um novo conhecimento que excedia o
do gnomo viajante. De onde ele havia vindo não se sabia, mas era também produto
dele mesmo. E isto era um problema pois o original era desastrado.
Na sua primeira viagem foram ate Florença,
num passado recente. Lá conseguiram cooptar a versão que havia ficado naquele
universo. Trouxeram-no para dentro da bolha.
Embora grande e etérea a bolha estava
sobrecarregada. Os gnomos não poderiam se tocar pois gerariam um paradoxo
temporal, mas gnomos não obedecem as leis do bom senso e, nosso herói
desequilibrou-se e, no processo, tocou o gnomo viajante. Uma onda gravitacional
imediatamente se formou distorcendo o espaço-tempo. Não havia como parar o fenômeno
desencadeado.
O gnomo florentino foi o primeiro a desaparecer, em seguida o gnomo viajante.
O gnomo florentino foi o primeiro a desaparecer, em seguida o gnomo viajante.
O original foi novamente duplicado e
enviado a dois universos diferentes. Neles o tempo havia distorcido, era
presente mas não era igual ao que havia sido. O paradoxo havia mudado tudo…
Amanhã o último capítulo : O Paradoxo Temporal
Aguardem…e verão um final surpreendente!





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