domingo, 8 de outubro de 2017

SEVEN CAPITAL SINS

By  Celso Gilberti

Chapter 6
SLOTH




PREGUICA (Sloth)


“A sin that is defined as derived from the latin acedia; sorrow about spiritual good, lack of any feeling about self or other, laziness, idleness, indolence”. Pelo Aurélio, do latim preguitia: aversão ao trabalho, indolência, mandriice.

Na vida real a encarnação de alguém que corta o dedo mindinho para nunca mais trabalhar. Alguém que não sabe de nada, nunca soube, jamais saberá, tem raiva de quem sabe, não gosta de saber, muito menos ler e escrever.

Na vida real um inútil pode ser presidente de alguma coisa, até de uma nação grande e boba. Ninguém que pensa com um mínimo de discernimento vai gastar a sua vida sendo político. Esta função cabe aos preguiçosos e energúmenos que preferem viver pedindo dinheiro à tudo e à todos, para sustentar suas cretinas ambições. Alguém que de um indolente pelego se transforma em um líder de araque, encantador de serpentes, idólatra do mal, cultivador da ignorância, um mandrião por excelência.

Alguém que não é responsável por nada e nunca o será. Alguém que vive do alheio pois não tem condições para se sustentar de outra forma. Aquele que de gole em gole dos mais finos espíritos, ridicula uma nação e seu povo.

Um preguiçoso, avesso ao trabalho.

Na Banânia já existe um imperador. Um babalorixá pinguço e boquirroto. Profeta de mil desgraças, mente descaradamente. É dissimulado, insidioso, mal caratista militante. Tanto quanto seu séquito vermelho composto de mortadelas preguiçosas. Cercado de pecadores mortais, fiéis à ele, segue esta ímpar criatura a pregar luta de classes, a se elevar como o mais honesto dos homens, aquele melhor que Cristo, mais puro e imaculado. Mais ainda, melhor do que Tiradentes, um verdadeiro herói do passado. Nosso miserável imperador…
Emperor

Pois em Cabrália tudo é possível. Até sua descoberta é mentirosa. Dizem por aí que quem a descobriu se chamava Diogo Pacheco. Só que este, o tal Diogo a descobriu para lá do tratado das Tordesillas, ou seja, em terras espanholas, em 1498. Cabral veio aquí com uma expedição de colonização pois sabia existirem terras à leste do ponto do descobrimento verdadeiro ( ilha de Marajó).

Bem, se a coisa toda nasce de uma mentira é de se supor que se goste da mesma (a mentira). Não nos deveríamos surpreender então com as constantes mentiras de nossos maravilhosos líderes políticos. Porém, mentir mais ou igual ao Nove Dedos é literalmente impossível. 

Mentira vai muito bem com os preguiçosos. Parece que dá à eles a sensação de que estão fazendo alguma coisa.

Agraciado que está pelo epíteto acima, fica este senhor das trevas condenado pelo pecado mortal da Preguiça. 

Fica também condenado por todos os outros seis pecados capitais. 

Vamos nos convir, o cara é bom neste negócio de pecados.

Como pena cito mais uma vez nosso querido especialista em infernos, Dante Alighieri.
Dante's inferno

“Passará a eternidade à correr em velocidade máxima, sem parar, nem por um instante”.

Existem vantagens nesta pena eterna. Ficará à fugir dos cobradores, dos companheiros que traiu, do povo que explorou, dos amigos que extorquiu, dos capetas que colecionou. Estes até certo ponto, pois servem de incentivo à sua corrida eterna ao espetar com seus tridentes seu deletério traseiro.

Não creio que este rei das mortadelas volte do além para nos assombrar. O capetão máximo, o tal de Belzebú, até que gostava da cambada que ele arregimentava para aumentar suas hordes no inferno, mas ele também sabia que o dito era um perigo. Se estacionasse em suas plagas subverteria a ordem reinante em questão de minutos. Ao mantê-lo em eterna corrida se prevenirá contra tais possibilidades. 


O capetão é um cara esperto.


Cumpra-se então a sentença, sem mora, demora, mas com Moro.



Ad Aeternum in re memoriam



Enfim o último capítulo. Este, para amanhã, tratará da Soberba. Teremos surpresas! Aguardem…



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