SEVEN CAPITAL SINS
By Celso Gilberti
Chapter 6
PREGUICA (Sloth)
“A sin that is defined as derived from the latin acedia;
sorrow about spiritual good, lack of any feeling about self or other, laziness,
idleness, indolence”. Pelo Aurélio, do latim preguitia: aversão ao trabalho,
indolência, mandriice.
Na vida real a encarnação de alguém que corta o dedo
mindinho para nunca mais trabalhar. Alguém que não sabe de nada, nunca soube,
jamais saberá, tem raiva de quem sabe, não gosta de saber, muito menos ler e
escrever.
Na vida real um inútil pode ser presidente de alguma
coisa, até de uma nação grande e boba. Ninguém que pensa com um mínimo de
discernimento vai gastar a sua vida sendo político. Esta função cabe aos preguiçosos
e energúmenos que preferem viver pedindo dinheiro à tudo e à todos, para
sustentar suas cretinas ambições. Alguém que de um indolente pelego se
transforma em um líder de araque, encantador de serpentes, idólatra do mal,
cultivador da ignorância, um mandrião por excelência.
Alguém que não é responsável por nada e nunca o será.
Alguém que vive do alheio pois não tem condições para se sustentar de outra
forma. Aquele que de gole em gole dos mais finos espíritos, ridicula uma nação
e seu povo.
Um preguiçoso, avesso ao trabalho.
Na Banânia já existe um imperador. Um babalorixá pinguço
e boquirroto. Profeta de mil desgraças, mente descaradamente. É dissimulado,
insidioso, mal caratista militante. Tanto quanto seu séquito vermelho composto
de mortadelas preguiçosas. Cercado de pecadores mortais, fiéis à ele, segue
esta ímpar criatura a pregar luta de classes, a se elevar como o mais honesto
dos homens, aquele melhor que Cristo, mais puro e imaculado. Mais ainda, melhor
do que Tiradentes, um verdadeiro herói do passado. Nosso miserável imperador…
Pois em Cabrália tudo é possível. Até sua descoberta é
mentirosa. Dizem por aí que quem a descobriu se chamava Diogo Pacheco. Só que
este, o tal Diogo a descobriu para lá do tratado das Tordesillas, ou seja, em
terras espanholas, em 1498. Cabral veio aquí com uma expedição de colonização
pois sabia existirem terras à leste do ponto do descobrimento verdadeiro ( ilha
de Marajó).
Bem, se a coisa toda nasce de uma mentira é de se supor
que se goste da mesma (a mentira). Não nos deveríamos surpreender então com as
constantes mentiras de nossos maravilhosos líderes políticos. Porém, mentir
mais ou igual ao Nove Dedos é literalmente impossível.
Mentira vai muito bem
com os preguiçosos. Parece que dá à eles a sensação de que estão fazendo alguma
coisa.
Agraciado que está pelo epíteto acima, fica este senhor
das trevas condenado pelo pecado mortal da Preguiça.
Fica também condenado por
todos os outros seis pecados capitais.
Vamos nos convir, o cara é bom neste negócio
de pecados.
Como pena cito mais uma vez nosso querido especialista em
infernos, Dante Alighieri.
“Passará a eternidade à correr em velocidade máxima, sem
parar, nem por um instante”.
Existem vantagens nesta pena eterna. Ficará à fugir dos
cobradores, dos companheiros que traiu, do povo que explorou, dos amigos que
extorquiu, dos capetas que colecionou. Estes até certo ponto, pois servem de
incentivo à sua corrida eterna ao espetar com seus tridentes seu deletério
traseiro.
Não creio que este rei das mortadelas volte do além para
nos assombrar. O capetão máximo, o tal de Belzebú, até que gostava da cambada
que ele arregimentava para aumentar suas hordes no inferno, mas ele também
sabia que o dito era um perigo. Se estacionasse em suas plagas subverteria a
ordem reinante em questão de minutos. Ao mantê-lo em eterna corrida se prevenirá
contra tais possibilidades.

O capetão é um cara esperto.

O capetão é um cara esperto.
Cumpra-se então a sentença, sem mora, demora, mas com Moro.
Ad
Aeternum in re memoriam…
Enfim o último capítulo. Este, para amanhã, tratará da Soberba. Teremos surpresas! Aguardem…





Nenhum comentário:
Postar um comentário