POLITIKOS
Ah…Grécia antiga…criastes os politikos.
Aqueles destinados à arte de bem governar a polis (cidade ou estado grego). Cadadãos versados no trato do bem comum acima
dos individuais. Civilidade e cortesia…que se transformaram em astúcia, artifícios
e ardís. Cidadãos de esperteza incomum capazes de transformarem políticos em
politicagem, ou seja, mestres na arte da
mesquinhês, da estreiteza de interesses pessoais sobre o bem comum.
Na Inglaterra, no século XVI, fostes transformado em “politician” ou aquele que recorria à
intrigas para adquirir poder…
Nesta última versão, aqueles que habitam o Pindorama.
Vejam bem, nisto ainda estamos no século XVI. Por isso a
mesquinha e safada maneira de conduzir os bens da nação no interesse próprio
aqui ainda prevalesce.
Oh…Brasílis!
A terra de Cabral é um grande Aventino. Caesar quando
decidiu se transformar em Imperador o fez através de manobras que contavam com
o apoio dos cidadãos de uma das colinas Romanas, o Aventino.
Lá, onde
provavelmente nasceu a Máfia, exerceu sua influência ao comprar o apoio dos
chefes que a dominavam. Pagava-se por proteção para lá viver, como pagamos nós os
impostos neste mundo de Alice.
Pois aquí, no nosso Aventino, vivemos subornados e
subornando.
Uma intrincada cadeia de desonestidade em todos os níveis, uma
cadeia de impunidade e de abuso do bem comum.
Liderada pelos nossos politikos,
raça advinda da politicagem, estes senhores, líderes de bandos de criminosos, definem
leis em seu próprio benefício, se arvoram em protetores da república enquanto são,
nada menos do que sicários, bandidos, crápulas, calhordas e mentirosos à
comprar votos de cidadãos idiotas que se vendem até por pedaços de mortadela.
Ah…Grécia antiga…nos destes grandes filósofos, artistas,
beleza.
Nos destes deuses, o Olimpo…
Nos destes a democracia.
Seria esta última um presente de grego??
Me prendo à intenção, que era boa.
Me divorcío da realidade, da astúcia dos safados.
Me rendo, pois não sei mais para onde vamos…
Sucumbo.
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