URBANISMO DESUMANO
Na ciência urbana a preocupação maior é organizar espaço e edificações de maneira harmônica e
agradável aos olhos humanos.
Parece pouco, mas é muito. As mais belas cidades deslumbram pelo equilíbrio
das massas edificadas e seus corredores de acesso. Os prédios primam por
alturas semelhantes, fachadas equilibradas e equidistantes. As vias por
evitarem a descontinuidade e desequilíbrio de seu mobiliário.
Assim se vê uma Paris ou Ouro Preto.
Aqui, inventaram o prédio sobre uma calçada
recuperada. Este é um termo técnico para explicar a construção no limite
frontal do terreno para andares ou marquises superiores, recuando a fachada ao
rés-do-chão. Criam-se assim volumes
enormes e desproporcionais impedindo a visão e sufocando o transeunte. Tudo
isto para guardar uns carros.
Horrível! Cria-se um efeito visual brutalista e desumano.
Há que se pensar em forma melhor de alargar passeios e ruas.
Que tal não permitir a construção em lotes tão
pequenos? Ou limitar a altura das fachadas? Ou até colocar as garagens no subsolo?
A cidade não é para veículos, mas para gente. O resto é complementar.
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