domingo, 3 de setembro de 2017

URBANISMO DESUMANO



Na ciência urbana a preocupação maior é organizar  espaço e edificações de maneira harmônica e agradável aos olhos humanos.

Parece pouco, mas é muito.  As mais belas cidades deslumbram pelo equilíbrio das massas edificadas e seus corredores de acesso. Os prédios primam por alturas semelhantes, fachadas equilibradas e equidistantes. As vias por evitarem a descontinuidade e desequilíbrio de seu mobiliário.

Assim se vê uma Paris ou Ouro Preto.

Aqui, inventaram o prédio sobre uma calçada recuperada. Este é um termo técnico para explicar a construção no limite frontal do terreno para andares ou marquises superiores, recuando a fachada ao rés-do-chão. Criam-se assim  volumes enormes e desproporcionais impedindo a visão e sufocando o transeunte. Tudo isto para guardar uns carros.

Horrível! Cria-se um efeito visual brutalista e desumano. Há que se pensar em forma melhor de alargar passeios e ruas.

Que tal não permitir a construção em lotes tão pequenos?  Ou limitar a altura das fachadas?  Ou até colocar as garagens no subsolo?


A cidade não é para veículos, mas para gente.  O resto é complementar. 

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