TOMBAR OU NÃO TOMBAR
EIS A QUESTÃO
Tombar um bem ou um conjunto de bens é sinal de
maturidade.
As cidades crescem e nem sempre bem, mas ao longo
deste processo sempre há algo que merece ser preservado.
Sem história não saberemos quem fomos e muito menos
quem somos. As cidades refletem as transformações por que passamos. Algumas
boas e outras más. E, quando existem as boas, devemos tentar preservá-las como
memória de um tempo que não volta mais.
O recente tombamento de parte de Santa Tereza resguardará
parte da história daquele bairro. Não que sua arquitetura seja brilhante, uma
Pampulha ou Praça da Liberdade,mas algo de bucólica natureza que lembra um pedaço
da infância de muitos.
Mas também, não confundamos uma Santa Tereza com a
Lagoinha. Esta última não deve ser preservada pois nunca foi nem será algo de
valia histórica. Não se guarda a memória de bêbados, bebedeiras, bas fonds, budoirs e muito menos de um casario decrépito e sem valor.
Guarda-se a memória da cultura, da arquitetura, da arte, da família.
À Lagoinha cabe somente sua substituição por algo que
, no futuro, possamos tombar, como referência à uma nova Belo Horizonte.
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