quarta-feira, 16 de agosto de 2017

ACABOU

Amor. Palavra doce, como mel, como um vinho inebriante

Fugaz em sua natureza às vezes estaciona quando ventos favoráveis lhe pedem para ficar.
Fica, mas fica ressabiado. Fica, mas deixa mais encantos, mais perguntas, poucas respostas.

Pensam que amor é eterno. Só o é enquanto dura…mas pode durar muito, até uma eternidade. Mas o que é uma eternidade senão um relativo ao tempo. E tempo, meus amigos, é coisa que amor não tem.

Vive com pressa pois quer gerar felicidade. Vive assanho pois gosta de um amasso, de beijos, de carícias.
Convive com flores, vive com vinho. Amor é vermelho por natureza, a única cor que gosta, a única que desgosta.

Pensam que amam, por isso o chamam de amor. Mas querem posse, domínio, exclusividade. Amor não é ciume, não é desejo. É sentimento puro. Só quer o bem.

Pensam que amam muito, exigem tudo, perguntam, indagam, seguem, agarram, usam palavras. Às vezes muitas estas, as palavras, tendem a afastar o amor. Pois mesmo para as boas não gosta de ser meloso, mas gosta do mel que gera. E, quando foge, foge rápido. Pois amor não acha nem procura defeitos. É estado de espírito, é sublime, não se mede nem é medido.

Amor não perdoa nem é perdoado, é simplesmente, amado.
Por isso quando acaba…acabou.

Não volta. Não bate à porta, não abraça forte.
Amor é livre e quando o é, deixa livre quem o acha. Deixa nele um ombro doce, um carinho, uma pluma que dança à brisa leve, flutua no espaço, assenta-se nos lábios e os molha com o orvalho da felicidade.

Quando se ama, de verdade, não existe nada que o faça duvidar, nem por um instante.
Quando se acha que se ama, então, equivocadamente, se pensa que o prendeu, capturado como um pássaro em uma gaiola.

Aí…o amor entristece…
Um dia foge, e
Neste dia…o amor morre, e…
Neste dia…


Acabou…

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