ACABOU
Amor.
Palavra doce, como mel, como um vinho inebriante
Fugaz
em sua natureza às vezes estaciona quando ventos favoráveis lhe pedem para
ficar.
Fica,
mas fica ressabiado. Fica, mas deixa mais encantos, mais perguntas, poucas
respostas.
Pensam
que amor é eterno. Só o é enquanto dura…mas pode durar muito, até uma
eternidade. Mas o que é uma eternidade senão um relativo ao tempo. E tempo,
meus amigos, é coisa que amor não tem.
Vive
com pressa pois quer gerar felicidade. Vive assanho pois gosta de um amasso, de
beijos, de carícias.
Convive
com flores, vive com vinho. Amor é vermelho por natureza, a única cor que
gosta, a única que desgosta.
Pensam
que amam, por isso o chamam de amor. Mas querem posse, domínio, exclusividade.
Amor não é ciume, não é desejo. É sentimento puro. Só quer o bem.
Pensam
que amam muito, exigem tudo, perguntam, indagam, seguem, agarram, usam
palavras. Às vezes muitas estas, as palavras, tendem a afastar o amor. Pois
mesmo para as boas não gosta de ser meloso, mas gosta do mel que gera. E, quando
foge, foge rápido. Pois amor não acha nem procura defeitos. É estado de espírito,
é sublime, não se mede nem é medido.
Amor
não perdoa nem é perdoado, é simplesmente, amado.
Por
isso quando acaba…acabou.
Não
volta. Não bate à porta, não abraça forte.
Amor
é livre e quando o é, deixa livre quem o acha. Deixa nele um ombro doce, um
carinho, uma pluma que dança à brisa leve, flutua no espaço, assenta-se nos lábios
e os molha com o orvalho da felicidade.
Quando
se ama, de verdade, não existe nada que o faça duvidar, nem por um instante.
Quando
se acha que se ama, então, equivocadamente, se pensa que o prendeu, capturado
como um pássaro em uma gaiola.
Aí…o
amor entristece…
Um
dia foge, e
Neste
dia…o amor morre, e…
Neste
dia…
Acabou…
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