PUSSY FLOWER
(a Rainha de
Antares)
Continuação da história “Fuga da Terra”. Aventuras de
Pussy Flower.
Após a eliminação do arqui-vilão Abdulphetid em Xanadú,
Pussy Flower havia se transformado na heroína de Antares.
O translado dos terráqueos havia sido um total
sucesso. O espião de Hermafroditus morrera em confronto com a bela Pussy
Flower. Mas perigo rondava o ar. Escondido nas traficâncias da viagem através
do Portal havia outro ser abjeto.
Filho de Hermafroditus, a grotesca criatura havia se
inserido dentro de um container . Alí, de posse da fórmula secreta da Fornicália,
o humanóide preparava sua vingança pela exterminação de sua mãe e seus
asseclas.
Seu nome era Gosmor Féticus.
Xanadú era um paraíso. Tudo funcionava. Os seres da
Terra estavam embasbacados. Nunca haviam visto tamanha ordem, limpeza, cuidado
com a natureza. Jardins suspensos, cascatas límpidas e veículos silenciosos
cruzavam pelo ar, flutuando em nuvens de cores variadas. Não havia policiais,
somente robôs patrulhavam no intúito de manter a ordem e prestar auxílio à quem
quer que fosse.
Os habitantes de Xanadú não eram bonitos. Meio
esverdeados, membros excessivamente longos, olhos vermelhos, não faziam deles
criaturas de feições agradáveis. Entretanto seus sorrisos eram doces, quase
infantis. Não falavam, comunicavam-se por pensamentos.
Gosmor havia notado fraquezas naquela sociedade. Se
esconderia para estudá-las, e depois, desferir seu vil golpe. Fornicália era a
chave para o domínio das massas. Agiria como sua mãe em Bolivária. Os tornaria
escravos. Precisava somente de um cúmplice local. Alguém que não tivesse se
adaptado ao paraíso. Alguém demoníaco...
Nos basfonds da cidade de Porcupine, onde somente os
desajustados frequentavam, descobriu uma criatura de outro planeta, alguém que
já havia sido transplantado pelos seres de Antares em uma de suas expedições de
salvamento interstelar, alguém com raiva, ódio e idéias doentias. Era um
participante do Partido dos Trambiqueiros,
o PT de Moluska, um planeta atrasado, vermelho, idiota e corrupto.
De tão miserável, o tal planeta nunca chegou sequer ao
estágio I. Eliminou-se por conta própria em uma grande catástrofe nuclear. Os
seres de Antares haviam salvo 5 integrantes daquela raça morfética. E foi um
erro monumental...
Gosmor Féticus
sentiu-se imediatamente atraído pela criatura. Lembrava sua infância em Bolivária.
Bandeiras e flâmulas vermelhas,
discursos em linguagem incompreensível, assaltos à propriedades por integrantes
de um movimento de párias, corrupção total. Era como nos tempos de sua mãe, a
Hermafroditus.
Aproximara-se, queria conquistá-lo. Seus planos de
vingança começavam a tomar forma.
O demoníaco ser, de pele vermelha, cascorenta, cheiro
insuportável tinha até rabo...e bem longo. Chamava-se Urinus.
Oferecendo-lhe uma dose de Fornicália abriram-se as
portas para a sedução total. Isto porque Gosmor, diferente da mãe, era um ser
bisexuado. A ação imediata da Fornicália já gerava orgasmos múltiplos. O sexo
com a nova criatura se provava mais devasso e insano. Urinus se acasalou com
Gosmor Féticus e alí surgiu a irmandade dos Morféticus, aquela que poderia
destruir o paraíso de Xanadú.
A missão era simples. Junto com os outro quatro
dissidentes de Moluska e de posse de Fornicália iriam seduzir os habitantes de
Antares. Uma vez sob o efeito da droga estes se transformariam em escravos.
Co-optariam empreiteiros desonestos, criando empresas fantasmas e destruiriam o
governo como era. Implantariam uma nova forma bolivariante, a Sociedade dos
Morféticus reinaria com Gosmor seu líder máximo. Dariam de presente para Urinus
as mulheres terrestres, como escravas
sexuais, em especial Pussy Flower.
Urinus achou a ideia simplesmente espetacular. Já
tinha ouvido falar de Pussy Flower. Sua beleza inigualável era por sí só razão
para querer possuí-la. Faria tudo o que Gosmor pedisse. Já era seu escravo.
Pussy não se contentava com as glórias recebidas.
Sabia que uma heroína deveria estar
atenta. Seres das sombras estariam sempre à espreita. Mesmo vivendo em um paraíso,
ela sabia que haveriam criaturas que não quereriam harmonia e
felicidade. A visão destas era distorcida, doente, cancerosa. Gostavam
da desordem, da infelicidade.
Treinada em Langley, Pussy dominava não somente as
artes marciais mas, como cientista em física quântica havia aprendido a
controlar a anti-matéria. Durante os experimentos no CERN ela conseguiu
estabilizar uma quantidade da energia. O envólucro, por ela criado, evitava a
interação da mesma com a matéria. Experiências subsequentes haviam produzido um
tubo por onde um êmbolo de diamante empurrava feixos de anti-matéria na direção
de alvos selecionados. Com isso, consegiu criar uma arma poderosíssima, a
pistola de feixes de anti-matéria.
Gosmor Féticus não sabia, nem Urinus. O destino dos
deformados se delineava.
Pussy gostava de viver nua. Estonteante, sua nudez
obliterava a mente dos homens. A sedução era instantânea. Era idolatrada e não
se fazia por rogada. Amava à todos, se entregava em orgasmos intermináveis.
Criava laços de amor tão intensos que cada um deles jurava fidelidade eterna à
diva interestelar. Era mais do que uma rainha, era uma deusa nos moldes do
Olimpo. Nem Zeus poderia escapar de seus encantos.
Moluska ja não mais existia. Gosmor e Urinus decidiram
que iniciariam a revolta em Porcupine, no coração de Xanadú.
O grande empreiteiro Pika Rêta, havia se juntado ao
bando. Estava encerregado de distribuir Fornicália e escravizar seus
habitantes.
Distribuindo contribuições chamadas de pixuloucos,
corrompeu o sistema vigente de governo. A cidade caiu em três meses. O Partido
dos Trambiqueiros havia ressurgido. Uma nova bandeira vermelha, com uma
estrela, e em seu centro a sigla PT, tremulava no topo do prédio mais alto de
Porcupine.
Os seres de Antares se apavoraram. Sua antiga civilização,
seus costumes, a ordem, a beleza, harmonia e o encantamento de Xanadú estavam
comprometidos.
O Alto Conselho de Antares se reuniu. Não sabiam como
lidar com o que acontecia. Haviam salvado muitas espécies pelo universo afora.
Nunca haviam pensado que uma destas criaturas poderia destruir sua própria civilização.
Num momento de brilhantismo pensaram...e se alguém, uma destas espécies que
salvaram, os salvasse? Haveria este alguém?
Sim, Pussy Flower, aquela que impediu Hermafroditus de
controlar a anti-matéria. Ela era a salvação.
Imediatamente, o Alto Conselho passou uma resolução
nomeando Pussy defensora máxima do universo, dando-lhe o título oficial de
Rainha de Antares.
Pussy aceitou a honraria condicionando ter o poder de
exterminar todos os movimentos que se iniciassem em outros planetas e tivessem
a sigla PT em suas bandeiras. Só assim salvaria Xanadú.
E assim foi feito.
Gosmor ja havia criado um exército. Todo de vermelho,
drogado com Fornicália e dependente da mesma, Urinus seu comandante mór. Faziam
tudo que seu líder mandava. Precisavam de mais doses em 24 horas. Se não...morreriam.
Em uma espaçonave dourada equipada de canhões anti-matéria
surge Pussy Flower.
A visão era incrível. Nua, de botas de ouro, salto
estileto, seios voluptuosos, cabelos longos e esvoacantes Pussy empunhava duas
pistolas, uma em cada mão. Raios azuis de anti-matéria dizimavam os exércitos
de Gosmor Féticus. Um a um caiam seus soldados. Ora estupefatos pela beleza de
Pussy, ora fulminados por raios azuis.
Pussy aprisiona Gosmor. Urinus enciumado por ver
Gosmor ao lado de sua amada lança sua espada luminosa que o transfixa,
matando-o.
Aproximando-se de Pussy jura-lhe amor eterno. Pede-lhe
que não extermine sua raça. Implora-lhe, jurando-lhe fidelidade plena. Joga-se aos seus pés. Propõe uma aliança para
dominação do universo.
Por um momento fugaz o Alto Conselho, que assistira a
batalha ao longe, se amedronta.
Teria feito Pussy tal aliança? O que seria de Antares?
Pegando uma bandeira vermelha Pussy envolve Urinus com
a mesma, e, usando a espada luminosa que matou Gosmor Féticus, com um só golpe,
degola a miserável criatura.
Havia cessado o perigo. O inimigo fora derrotado.
Antares salva.
Em sua nave dourada Pussy Flower a Rainha de Antares,
entra no portal quântico partindo em
busca de novas galáxias na sua missão de destruir o PT do universo.
AMÉM
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