OS ESPIÕES DE BELZEBU
As coisas não andavam bem no andar de baixo. Depois de
reuniões sucessivas o grande chefe chegou à conclusão que praga não morre.
Olhou para cima, depois da Terra, no azul do céu,
pensou, e disse: “Não adianta nem câncer, eles não morrem mais como
antigamente. Não quero pedir ajuda à turma do alto. É vexame demais.
Convocou o conselho.
A capetada compareceu em massa. Andavam meio gordos,
os tridentes enferrujados, não assustavam mais ninguém. O Tinhoso andava de mau
humor. Não somos mais os mesmos, bradou.
Um capetinha mais jovem, daqueles que havia cursado a
escola de um tal de PT, sugeriu enviar uns espiões bem escolhidos lá para cima,
na Terra. Tinham de descobrir por que não desciam mais os clientes do inferno.
O lugar já parecia casa mal assombrada.
Belzebu, com sua voz soturna, ficou de pé e conclamou:
“ Faça-se o plano do jovem capeta. Vamos enviar nossos melhores espiões. Que
voltem com resultados, não tem mais graça ficar fritando os mesmos caras todos
os dias.”
Cinco foram escolhidos, quatro capetas machos e um fêmea.
Esta última, Maria Satânica tinha se formado em Langley, na CIA. Era a fina
flor da diabada. Os outros quatro eram todos cubanos treinados na Venezuela.
Tinham sido do programa “Mais Médicos”, peritos em diagnósticos errados.
Partiram para cima depois de uma festa de arrancar
rabo de capeta. Eram a esperança de dias melhores.
Maria Satânica foi para o Brasil. Ficou embasbacada. Lá
tinha presidenta que tinha câncer e não morria, tinha outro que ja havia sido
presidente, que também tinha a doença, não morria e continuava pentelhando à
todo vapor. Tinha ladrão de tudo quanto é jeito. Eram ladrões de bilhões em
treinamento para trilhões. O povo lá era frito, assado, churrascado todos os
dias. O pior é que continuavam à votar neles, de novo. Descobriu que gostavam
de ser torturados, por isso, já não tinham mais vocação para ir aos infernos.
Tirou fotos, fez relatórios, escondeu tudo na
calcinha. Foi pega pela PF. Acharam que era do PMDB, jogaram-na no xilindró,
foi estuprada pelos guardas e pelas coleguinhas de cela. Teve de virar lésbica
para sobreviver.
Após muito esfôrço
e depois de se prostituir oficialmente, conseguiu que seu cafetão, líder da
bancada do PP, enviasse os dados para a turma lá de baixo.
O primeiro dos quatro cubanos se chamava Infidel
Castrado. Era bicha. Infiltrava-se pela LBGT, sabía de tudo. Descobriu que 99%
dos deputados e senadores gostam de aventuras flexíveis. Trocavam com mulheres,
homens e até com alguns animais. Alí, na cama, contavam tudo. Indicaram a
preferência pela desgraça que criavam. Por que iriam para o inferno? Podiam
sacanear todos, podiam ser sacaneados por todos. Gostavam mesmo é de sacanagem.
O inferno já estava retrógrado, só tinha fogo, churrasco de partes íntimas,
espetadas de garfos no traseiro. Aquí, na terra a sacanagem era muito mais versátil.
Belzebú leu, enfureceu-se, esperneou e encomendou uma
empresa de consultoria islâmica, especialista em decapitações, para melhorar o
leque de opções infernais.
O segundo cubano se chamava Chavez. Não era do tipo
maduro, era mais jovem, mas sabia conversar com passarinhos. Fumava baseados.
Estava ultrapassado. Quando aterrisou na Venezuela teve de comprar umas drogas
do enteado do El Presidente. Foi preso com ele, enviado para os States e virou
servente de uma igreja evangélica especializada na extração de belzebus.
Seu relatório foi um fiasco. Dele o grande Belzebu só
extraiu o fato que os tais evangélicos eram muito piores do que os exorcistas.
Davam porrada com a Bíblia na cabeça da vítima. Assim, não há belzebu que
aguente!
O terceiro cubano era meio árabe. Tinha barbicha e
tudo. Chamava-se El Fresco. Fingia de macho mas era bicha mesmo. Gostava de
fazer rodinha nas praias muçulmanas onde não existem mulheres. Dançava de mãos
dadas com um bando de homens vestidos de saia. Mas falava arabique.
Foi parar na Síria. O Califa, que era tarado, passou o
bicho no papo. Soltou-o no meio de um bombardeio francês. Os franceses estavam
um tanto ao quanto “pissed off” (putos,
mesmo) com a turma lá do deserto. Soltaram mais bombas do que as melancias de
um caminhão cheio delas. Cairam todas no coitado do El Fresco.
Meio em frangalhos foi ver um espetáculo decapitante.
Diversos fanáticos muçulmanos, com turbante e tudo, facões nas mãos, gritando cânticos
jihadistas, cortavam cabeças para tudo quanto é lado. No final, já havia uma
pirâmide de cabeças tão grande quanto as de Gizé.
Chegou a conclusão que os tais islâmicos não servem
para o inferno. Já imaginou se numa das orgias locais aparece um deles e se
explode tudo, levando o grande Satanás no bolo? Estes caras não têm
disciplina...
O último, mas não menos importante capeta-espião era
um cubano filho de venezuelano com uma norte-coreana. Chamava-se Kim Fidel Tung,
o primeiro. A mãe havia transado com o Berlusconi em uma das festas
Bonga-Bonga, pode ter sido filho dele. Falava igual a pobre na chuva.
Entrou pela fronteira com a Coréia do Sul.
Não se deu bem. O grande líder local mandou fuzilá-lo.
Arrumou um batalhão da artilharia, apontou o canhão, e mandou bomba. Foi pedaço
de diabo para todos os lados. Felizmente para ele, capeta não morre. Depois de
uns trinta minutos conseguiu juntar as partes e colou tudo com super cola.
Sugeriu ao mestre do mal adotar a prática
norte-coreana. A turma de lá estava tão treinada nas execucões que não viam
nenhuma vantagem em condenar ninguém aos infernos.
Belzebu chorava. E olha que não fica bem capeta
chorar. Mas não tinha jeito. O negócio era fechar o inferno e mudar para cima,
na Terra.
Chamaram a Lusitana, afinal o mundo gira e a Lusitana
roda. Levaram tudo para cima. Se filiaram ao PT, compraram Bíblias para dar
porrada nos outros, uns canhões para explodir os condenados, só fumavam
charutos cubanos e contrataram jihadistas sedentos por pescoços inteiros.
Aí, veio a grande idéia. Pegou o telefone, com muito
custo, ligou para o tal de Deus. Contou a história toda.
Deus, que já estava danado com as coisas mais
infernais da Terra e não estava satisfeito com a competição dos locais com a
instituição diabólica que ele havia criado, concordou com Belzebu.
Com um único decreto celestial, extinguiu o programa
das 72 virgens, cassou o registro do PT, fez mofo crescer nos charutos do
Fidel, enferrujou as facas dos islamitas,
proibiu o passarinho de falar com o Maduro e dedurou a Dilma e o Lula
para o FBI.
Uma sacanagem digna dos infernos!
Belzebú nunca esteve tão feliz...
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