PARALELOS
Pensei que
estava vivo. Até achei que estava…
Mas tudo é relativo. Existe até teoria sobre a dita relatividade.
Se relativo é, será que estou vivo em outras dimensões, simultaneamente?
Assim sou
vivo em uma, estou vivo em outra, fui vivo em uma terceira…
É tudo um teatro. Pré-concebido, talvez pré-destinado. Mas é um teatro.
Os atores são escolhidos, o cenário e o roteiro também. É verdade que o tal livre arbítreo entra em cena, talvez para tornar a coisa menos previsível. Mas que seja dito, a peça é única, encenada uma única vez, para uma única platéia. Nunca mais será apresentada.
Ah…se
paralelos mundos existem, há de se fazer uma resalva…Esta peça também neles existem, só que com uma variação. É ajustada ao que não aconteceu na outra. E assim por diante.
Intrigante?
Sim, e
muito.
Possível?
Sim, e
infinitamente.
Quântica?
Certamente.
Como para
tudo existe uma teoria, esta se encaixa na dos mundos paralelos. Infinitamente.
Por isso
estou vivo, talvez em uma das versões da peça, morto em outras. Mas estou sempre vivo pois são infinitas as possibilidades, desta peça, apesar das variantes.
Pois é… sou vivo. Estou e não estou, mas sou.
O chato é que não temos como nos comunicar com as
outras versões quânticas desta peça que encenamos, pelo menos enquanto vivos.
Daí, morremos, e quando acontece, será que temos como ver o que acontece quando ainda vivos, em
outra versão?
É uma pena não podermos repetir o roteiro. Seria
lindo poder encontrar com quem amamos, de novo, em outro lugar, talvez outra vez.
Mas como é única, só uma máquina do tempo, para trás, nos deixará ver esta peça, de novo.
Pena, pois isso
é um único filme.
Entao, sou!
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