terça-feira, 4 de abril de 2017

INTELIGÊNCIA FEUDAL

O homem é uma criatura que tende à se prender em conceitos que, se não fossem aplicados, ajudariam-no à libertar seu intelecto dos chavões da sociedade.
É comum em países de pouco tirocínio, onde os neurônios são escassos e as sinapses menos ainda, criar-se a figura mítica do “Estado” como solução de todos os males. Verdade seja dita, o “Estado” não é solução. É sempre o problema.
Mesmo onde neurônios são abundantes acha-se um contingente enorme que se esconde atrás do tal de “Senhor”, “Lord” em inglês, termo moldado em feudos do passado, indicativo de um alguém acima dos comuns, à reinar, administrar, decidir, conduzir os desígnios dos indivíduos. Assim não se decide por conta própria. Há de se buscar o conselho do “Senhor”.
Este termo, quando epíteto religioso, serve para tudo, até para decidir uma partida de futebol. Há de se pensar que, se onipotente este “Lord”, preocuparia “Ele” com o vencedor de tal partida? Se o fizesse, garantiria o empate, certamente.
Aqui, ao sul do equador, nosso dia a dia passou a ser mais dependente de ambos, o “Senhor” e o “Estado”. Pede-se que o mesmo decida sobre sua saúde, seu emprego, seu pensamento, sua obra. Não se procura a solução vinda do próprio indivíduo, pelo seu intelecto, sua vontade de vencer, criar, mudar. Não se procura pela liberdade individual e coletiva. Não se procura pelo seu livre arbítreo.
Prende-se nos chavões. É culpa do Estado… o Senhor proverá
Por isso, não somos capazes de fazer um prêmio Nobel. Não temos líderes que prestam, não respeitamos os nossos pares e não somos respeitados pelos mesmos. Pedimos por mais direitos e não deveres.
Mas adoramos a bagunça…

May the Lord save us all.

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