BORBOLETAS
Cores
cintilantes, seda mágica,
Seu
farfalhar é suave, como colorido pincel.
Desenhas no
ar um vôo de mel,
Doce, quase
borbulhante, como folha de papel…
Bailando,
dançando, aos pingos do sol da manhã.
Borboleta,
tu és a musa da canção eterna,
De um amor
suave que morreu,
Ao ter seu querido
filho levado…
Pelo amado
cruel,
Que só em si pensou…
E tomou.
Fazendo suas
asas se fecharem em um último suspiro.
Borboleta,
Farfalle, Butterfly.
Asas de
manteiga, rítmo leve, belbellita criatura.
Não fujas de mim.
Quero me
perder em seus movimentos lindos.
Quero me
deliciar com suas cores infindas.
Quero amá-la, porque sei que me amas.
E, como na ópera que a consagra,
Canto minha última ária,
Na esperança de trazê-la de volta, e…
Pedir-lhe
perdão, por teu filho roubado.
Voa,
borboleta, voa,
Seu
farfalhar levou meu coração.
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