sexta-feira, 2 de julho de 2021

 

                                                               My home in July

domingo, 13 de junho de 2021

 

                                                                       CUPANGO

terça-feira, 8 de junho de 2021

quarta-feira, 26 de maio de 2021

 

                                                                 RED SPLASH

terça-feira, 25 de maio de 2021

 

                                                                  Over my Roof 

sexta-feira, 7 de maio de 2021

 

EL GUAPO

 

 

Long ago, tinha um amigo que me chamava de Bat. Dizia ele que eu me vestia como o Bat Masterson do seriado na TV. Eu o chamava de Baixo.

 

Tinha estatura pequena mas uma voz tonitroante. Na Serra, no bar do Toniolo a gente se reunia e ele tentava me fazer cantar. Com a viola debaixo do braço entoava Granada com uma força tamanha que afugentava todos os gatos da vizinhança. Os cachorros achavam que eram lobos. Em uivos profundos e intermináveis faziam o côro final. Os vizinhos despejavam panelas, penicos e outras coisas mais chocantes, pelas janelas, decorando o ambiente. Terminávamos a noite regando a árvore mais próxima. Nossas namoradas sabiam de tudo que acontecia e nos defendiam, unha e dente, contra os pais que desejavam o extermínio puro e simples daqueles miseráveis bardos.

 

De Bat fui para El Guapo, nos Estados Unidos.

 

Não que havia deixado de vestir-me com elegância ou virado um “drug lord”. Virei El Guapo depois de uma lamentável performance diante de minha mulher, minha filha e meu segundo filho.

 

Havia indicado para eles um filme hollywoodiano (uma verdadeira porcaria), para entretê-los naquela noite fria de inverno, em Cleveland. Os maravilhosos atores eram Martin Short, Steve Martin e Chevy Chase. O trio certamente indicava uma chanchada de lamentável textura. Um desastre que se tornava maior quando cantavam “my lollypop”. A película se intitulava Three Amigos.

 

Vozes enfurecidas saiam do quarto de televisão. Acho que não estavam gostando, especialmente quando o El Guapo do filme apareceu.

 

Eu já tinha ido dormir e o fazia pelado.

 

Lá para as tantas, com o vozerio ensurdecedor e protestos contra El Guapo acordei e apareci, em pelo, na frente deles, pulando e gesticulando, dizendo: “que dirão os vizinhos...que dirão os vizinhos?”

 

Acho que minha performance foi trágica. Nu, com a salsicha balançando, esbaforido e sacudindo os braços como um macaco psicopata, notei que todos estavam subitamente silentes. Olhos esbugalhados, estatelados e estupefatos se ascenderam quando em gargalhadas contínuas quase tiveram uma síncope.

 

Notei então que peladão eu não valia muito. Pior ainda, minha filha apontando disse: “olha é o El Guapo!”

 

Não se preocupem, tais ligeiros deslizes não diminuiram meu eu mesmo. Na verdade, como um Fênix,  ressurgi das cinzas e em El Guapo me transformei, pronto para novas aventuras.

quarta-feira, 5 de maio de 2021

 

FULMINE

 

 

 

O salão era grande. Em festa desfilavam as mais belas. Eram todas lindas.

 

Entrei, ávido, queria ver todas, mas só ví uma.

 

Era a mais bela. Os cabelos castanhos, a elegância ímpar, o sorriso mais doce.

 

Fui fulminado por um raio. Caiu em mim atordoando todos os meus sentidos.

 

Já estava apaixonado. Como poderia dizer-lhe sem parecer ridículo?

 

Aproximei-me. Ouvi sua voz. Balbuciei alguma coisa, nem mais sei o que foi.

 

Deve ter sido bom. Aceitou meu convite. O paraíso estava próximo, deixei que os raios que caiam fizesse de mim o que ela queria.

 

Não pude mais deixá-la.

 

AMADURECENDO?

 

 

 

Maduro, que balança mais do que o Balança Mas Não Cai, segue pendurado no seu galho venezuelano, esperando que a lei da gravidade prevalesça.

 

Massacrando a economia de seu país, segue dando uma de ditador mequetrefe, com faixa ao peito, perseguindo desafetos e cutucando os Estados Unidos.

 

Se, o Brasil, tem só uma hora de munição e a Venezuela algumas mais, segundo o falecido Fidel, já pensou se ele ganhar a guerra?

 

Será que o grande líder exumará o cadáver de Lincoln, como seu antecessor fez com o de Simon Bolívar?

 

 Espere o resultado, em breve, nesta mesma coluna, pelo mesmo autor, estamos em contato com o passarinho do mesmo.

quinta-feira, 29 de abril de 2021

                                                                       E o tucano voltou



sábado, 10 de abril de 2021

                                                              Four Musketeers


terça-feira, 9 de março de 2021

 

IN MEMORIAM


Palavras para o irmão que se foi

Ricardo Gilberti

19/nov/1949

27/fev/2021

 

 

Era o irmão do meio e ficava entre as chaturas dos mais velhos e proteção aos dois últimos.

Talvez ali, naquela posição já mostrava que seria um grande mediador, um irmão que agregava, que ponderava, que ajudava.

Mais quieto, mais sábio, mais inteligente, sempre excelente aluno, escolhendo uma profissão onde o erro não poderia existir.

Formou-se engenheiro. Grande calculista, fazia contas de cabeça melhor do que os “Hewlett Packards” da época. E foi em uma destas contas que descobriu que sua brilhante mente não era mais aquela. Um câncer brutal tomava parte de sua cabeça. Operou duas vezes mas este não foi embora. Tomou-lhe tudo, seus movimentos, suas palavras, seus cálculos. Somente não lhe tomou seu sorriso. Partiu sereno não deixando ver o sofrimento final que estes cânceres mostram à todos, em suas artimanhas derradeiras. Coisas grotescas que crescem dentro de você, devoram, empurram, entranham tirando tudo, até seus pensamentos.

Ricardo era iluminado. Meu irmãozinho querido.

Trabalhamos juntos algumas vezes mas foi com o Sérgio, o caçula, onde mais se realizou.

Das pescarias malucas onde peixes nunca vinham, às peladas de futebol, o cantar em serestas, os cappellettis que fazia.

Quatro lindos e inteligentes filhos. Todos bem casados com parceiras divinas e filhos cheios de alegrias.

Meu irmão: Você não era adepto das coisas religiosas, não acreditava em aquecimento global e outras besteiras que os semi analfabetos de hoje se agarram por não terem uma visão mais ampla das coisas deste planeta. Agora, estes mistérios lhe serão revelados. Espero que faças deste outro mundo algo tão bom quanto fizeste aqui.

Descanse em paz meu querido irmão.

Até breve.